COMEMORAÇÃO DOS 200 ANOS DA CHEGADA DE D. JOÃO AO RIO DE JANEIRO
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No ano de 2008 foi comemorado o Bicentenário da Chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, a cidade do Rio de Janeiro escolhida por D. João para ser a capital da Corte, passou por uma imensa transformação com sua chegada, tendo sido a principal beneficiada pelos inquestionáveis benefícios materiais e culturais implantados no Brasil por D. João. Em virtude disto esta data não poderia deixar de ser devidamente lembrada e a cidade se preparou para comemorar condignamente e prestar a D. João as homenagens que lhe são devidas por tudo que ele fez pela cidade e acima de tudo por ter desejado sinceramente viver nela. A Prefeitura da Cidade e o Governo do Estado se prepararam e o Rio de Janeiro teve um ano de grandes acontecimentos no qual não só a cidade, mas todas as instituições criadas por D. João puderam comemorar festivamente seus 200 anos.
Até no Carnaval, em fevereiro de 2008, quatro Escolas de Samba do Grupo Especial fizeram seus enredos homenageando D. João e a vinda da Família Real para o Brasil:
O dia 8 de março que marcou o início das festividades foi solenemente comemorado com a presença de autoridades municipais, estaduais e federais e do Primeiro Ministro de Portugal: Anibal Cavaco Silva, que em um de seus discursos lembrou a importância desta data para os dois países: "Para Portugal porque foi um contributo decisivo para que mantivesse a sua independência. Para o Brasil, porque permitiu manter a unidade territorial, porque trouxe as estruturas do Estado que depois facilitaram a independência, passados 14 anos" A data ficou imortalizada pelo lançamento do Selo comemorativo e de Peças Filatélicas: "200 Anos da Chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil".
Durante as comemorações do Bicentenário da chegada de D. João foram lançados pela Empresa de Correios e Telégrafos 14 selos comemorativos da chegada e de diversas instituições criadas por D. João. Os selos aqui colocados foram copiados dos sites: http://fototeca.rio.rj.gov.br/pub/fototeca.cfm?idioma=por&sq_fototeca=38 e http://www.selosfilatelia.com/PastaLancamentos/001.html.
A Igreja depois da reinauguração tem sido visitada pelo público para apreciar sua magnífica decoração, apreciar um espetáculo de som e luz que conta a História da Igreja e assistir a diversas apresentações musicais que fazem parte do Programa: Músicas nas Igrejas, além de poder fazer uma visita guiada às suas instalações conhecendo inclusive o seu sítio arqueológico. Esta restauração foi de fato um grande presente aos moradores da cidade e aos turistas que visitam o Rio, porque permite que todos possam conhecer este importante e imponente marco de nossa História. Em Agosto de 2008 foi lançado o livro: "Memórias do Restauro da Antiga Sé" pela Fundação Roberto Marinho com recursos da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
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![]() Grande mapa animado mostrando o caminho percorrido pelo exército de Napoleão na invasão da Península Ibérica. |
![]() Quadro mostrando a Chegada de D. João a Salvador - óleo sobre tela de Cândido Portinari de 1972 da Coleção do Banco BBM S/A. |
![]() Retrato de D. João VI em óleo sobre tela de Jean Baptista Debret de 1816. |
![]() Retrato de D. Maria I, em óleo sobre tela de José Eduardo de Carvalho, do Século XIX. |
![]() A primeira imagem mostra os Retratos das seis filhas de D. João e D. Carlota: D. Maria Isabel Francisca, D. Maria da Assunção; D. Ana de Jesus; D. Maria Teresa; D. Maria Francisca de Assis e D. Isabel Maria, nem todos pertencem ao acervo do MHN. A segunda e uma reprodução de retrato de D. João VI ao lado do Trono que ficava no Senado. Havia tronos nos Palácios, no Senado e no Supremo Tribunal de Justiça, era o símbolo da autoridade do Monarca. |
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![]() Mostra na exposição de diversos objetos trazidos pela Família Real para o Brasil. |
![]() Exposição de louças e mobiliários pertencentes à Família Real. |
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| Busto de D. João VI, obra de Rodolfo Bernardelli em gesso, Século XIX. Neste
local estavam expostos diversos objetos pertencentes a D. João, incluindo uma bússola de Pedro Freire Branco de 1786 e a Esfera Armilar em cobre, antigo instrumento de astronomia, representando o conjunto da esfera celeste e o movimento dos astros, composto de um globo central - a Terra e vários anéis concêntricos chamados armilas - os corpos celestes. Era usada com instrumento de navegação até a invenção da bússola. O Rei D. Manuel (1495-1521) a adotou como seu emblema pessoal simbolizando o domínio de Portugal sobre os mares no período dos descobrimentos. D. João VI quando criou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves usou a Esfera Armilar sustentando o Brasão Imperial, encimado pela Coroa Real. O símbolo tornou-se conhecido e figura nas armas do Brasil Império. Este emblema sem a coroa é hoje o brasão republicano de Portugal. Uma Esfera Armilar pode ser encontrada no centro do Rio de Janeiro, na Praça Quinze de Novembro encimando o Chafariz da Pirâmide, importante obra de Mestre Valentim. |
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![]() Brasão Imperial. |
![]() Coroa Imperial, prata dourada cinzelada, pertencente ao Museu Imperial de Petrópolis, réplica do coroa de ouro de D. João VI. |
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| Dois importantes manuscristos. O primeiro é um conjunto de três documentos que mostram a
trajetória do Ato de Abertura dos Portos às Nações Amigas: o de 27 de janeiro de 1808 assinado pelo Conde da Ponte; o Decreto de Abertura dos Porots às Nações Amigas, assinado por João e o Registro de Abertura dos Portos que outorga validade ao ato, com data de 29 de janeiro de 1808. O segundo a Missa Festiva de autoria de Marcos Portugal de 1810. Ambos pertencentes ao Museu. |
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| A primeira foto mostra o leque comemorativo da chegada da Família Real em papel, marfim e prata, de 1808 da Coleção do Museu Mariano Procópio de Juiz de Fora. A segunda mostra um Relêvo Alegórico feito de alabastro por ocasião da chegada de D. João, pertencente ao acervo do Museu Histórico Nacional, o Novo Mundo é representado por uma índia curvando-se perante D. João e oferecendo as riquezas da Terra. Após 1815 com a elevação do Brasil a Reino outra alegoria mostrava a índia de coroa e manto. |
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![]() Retrato de D. Pedro I tendo ao fundo a Quinta da Boa Vista e em sua mão a 1a Constituição Brasileira, óleo sobre tela de Manuel de Araújo Porto Alegre de 1826. |
![]() Retrato de D.Pedro II, óleo sobre tela de Delfim Câmara de 1875. |
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| A primeira imagem mostra a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro em 7 de março de 1808, óleo sobre tela de Geoff Haunt, reproduz de forma fidedigna a chegada de D. João, embora tenha sido pintado em 1999. Esta obra é de uma coleção particular e foi amplamente utilizada em todas as exposições sobre a Chegada de D. João ao Brasil, mostra a Nau Príncipe Real onde viajava D.João acabando de fundear e as Naus Afonso de Albuquerque e Medusa além da fragata Urânia quje escoltou D. João durante toda a viagem. A segunda mostra um quadro que reproduz a Sessão do Conselho de Ministros que decidiu a Independência em 2 de setembro de 1822, óleo sobre tela de Georgia de Albuquerque pintado em 1922 nas comemorações dos 100 Anos da Independência do Brasil, tomando como base as informações do Conselheiro Antonio Menezes Drumond. Este fato motivou a Princesa Leopoldina a escrever a seu marido a carta que foi lida às margens do Riacho do Ipiranga e inspirou D. Pedro a romper os laços com as Cortes de Lisboa, proclamando a Independência do Brasil. |
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![]() Quadro que mostra Os Primeiros Sons do Hino da Independência, óleo sobre tela de Augusto Bracet, pintado em 1922 motivado pelas comemorações do Centenário da Independência, D. Pedro executa no cravo a composição de Evaristo da Veiga retratado ao seu lado. |
![]() Quadro que reproduz o Juramento Constitucional da Princesa Isabel, feito no Senado do Império ao completar quatorze anos em 29 de junho de 1860. Obra de Francisco Tirone de 1861/1862. |
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![]() A primeira imagem mostra um Retrato da Família Imperial, óleo sobre tela de autor não identificado do Século XIX. Mostra o Imperador D. Pedro II, a Imperatriz D. Teresa Cristina sentada, ao lado de D. Pedro, seu neto Pedro Augusto, filho do Duque de Saxe e a Princesa Leopoldina, à esquerda o Conde D'Eu e a Princesa Isabel e embaixo os três filhos do casal. Esta foi uma das últimas imagens da Família do Imperador. A segunda mostra Insígnia de Grão Cruz e Comendador, placa em ouro e esmalte. |
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Diversas exposições foram montadas em homenagem a D. João e a sua chegada ao Brasil, entre elas podemos destacar:
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A Livraria da Travessa em conjunto com a Casa de Palavra e a Companhia das Letras, entre 14 e 18 de abril, fez o lançamento de diversos livros sobre a época de D. João, muitas delas associadas a palestras e debates:
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Entre outros acontecimentos dedicados às comemorações dos 200 anos podemos destacar:
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