Tijuca Tijuca - A Praça Saens
Pena e seus Arredores
Tijuca - O Eixo da Rua
Haddock Lobo e seus Arredores
Tijuca - O Eixo da Rua Conde
de Bonfim e seus Arredores
Tijuca - Rua São
Francisco Xavier
Tijuca - Praça Xavier de Brito
e Praça Barão de Corumbá
Tijuca - Os Bairros
da Grande Tijuca
Tijuca - Parque Nacional
da Tijuca

TIJUCA - RUA SÃO FRANCISCO XAVIER



Rua São Francisco Xavier


Vista da Rua São Francisco Xavier, próximo ao
Largo da Segunda-Feira.

A Rua São Francisco Xavier deve seu nome à Igreja
dedicada ao santo existente no local desde os primórdios
da Cidade. Hoje esta rua se estende do Largo da
Segunda-Feira até próximo do Morro da Mangueira,
atravessando o Bairro do Maracanã.

Escola Municipal Orsina da Fonseca.


Colégio da Companhia de Santa Teresa de Jesus, no
local onde funcionava o Colégio Imperial D. Pedro II.


Vista da Praça localizada entre as Ruas São Francisco
Xavier, Doutor Satamini e Heitor Beltrão.


Vista do que resta atualmente do Rio dos Trapicheiros.

Os tradicionais rios que circundavam a Tijuca foram aos poucos desaparecendo. A poluição e as obras de urbanização
acabaram com eles. Dentre os mais importantes podem ser citados: Jacaré, Joana, dos Trapicheiros e Maracanã, que não
mais existem como eram mas correm por baixo das ruas e ainda podem ser vistos em alguns locais, como o Rio dos
Trapicheiro que corre paralelamente à Rua Heitor Beltrão e pode ser visto na foto acima no cruzamento com a
Rua São Francisco Xavier.

Igreja de São Francisco Xavier

A Igreja de São Francisco Xavier do Engenho Velho, teve sua origem numa pequena Ermida, dedicada ao jesuíta, que ficou conhecido como Apóstolo da Índia, falecido em 1552, com fama de santidade. A Ermida foi construída próximo do Rio dos Trapicheiros, em terras pertencentes à Companhia de Jesus, por volta de 1572, tendo sido erguida com a participação de José de Anchieta e pode ser considerada o berço da Tijuca.

Após a canonização de São Francisco, que se deu em 1622, foi fundada a Igreja, por iniciativa do Padre André Manoel. Extinta a Companhia de Jesus, no Brasil, a Igreja passou a pertencer ao Curato de São Francisco Xavier, pela Provisão Imperial de 11 de abril de 1761. O Curato foi elevado a Paróquia Encomendada em 1762. Em 2 de dezembro de 1795 a Matriz de São Francisco Xavier do Engenho Velho foi elevada à condição de Paróquia Perpétua e teve como 1o Vigário Colado o Padre André de Melo Botelho que permaneceu no cargo até 1820. A Igreja tornou-se com o tempo, um centro religioso e social do Engenho Velho e em torno dela se desenvolveu o Bairro da Tijuca.

Em 1805, estando a Igreja em ruína, foi iniciada a construção de um novo templo, que ficou pronto em 1815 e dele ainda restam a fachada e as torres decoradas com azulejos, porque o restante já teve reconstruções posteriores. A Igreja teve muitos ilustres freqüentadores, incluindo a Família Imperial, sendo que a Imperatriz D. Teresa Cristina foi a 1ª Provedora da devoção das Sete Dores da Santíssima Virgem, que foi por ela fundada. Outro freqüentador ilustre foi o Duque de Caxias, que morava num palacete na Rua do Andaraí Pequeno atual Rua Conde de Bonfim, e em 1869, muito ajudou em uma das reformas por que passou a Igreja. Até hoje, a Missa em homenagem ao Duque de Caxias, mandada celebrar pelo Exército, no Dia do Soldado, 25 de agosto, é realizada nesta Igreja.

A Igreja como se vê atualmente é proveniente da reforma ocorrida em 1928 na gestão de Monsenhor Mac Dowell. Em 1931, a Igreja foi agregada à Basílica de São João Latrão, de Roma, passando a gozar de todas as indulgências e graças espirituais anexas à mesma, condição única na América do Sul, na época recebeu do Papa Pio XI uma relíquia de São Francisco Xavier. Em 1960, a cúpula da Igreja ruiu e uma nova foi contruída de concepção semelhante a anterior. Com as obras do Metrô a Igreja ameaçou desabar mas obras de contenção a mantiveram intacta.





Matriz de São Francisco Xavier do Engenho Velho,
em 1817, em gravura de Ender, copiada do livro:
História dos Bairros - Tijuca editado por João Fortes
Engenharia. As demais fotos são da Igreja atualmente.













Colégio Militar e Colégio Pedro II - Unidade Tijuca

O Colégio Militar foi fundado em 1889, por D. Pedro II, graças ao esforço do Duque de Caxias, então Senador do Império como: Imperial Colégio Militar, atendendo a um antigo sonho dos militares brasileiros. O prédio em que está localizado era uma Chácara onde morou José Francisco de Mesquita, o Conde de Bonfim, negociante mineiro e seu filho Jerônimo José de Mesquita, o Barão de Mesquita, negociante e filantropo.

O Colégio possui campo de tiro, hípica, piscina semi-olímpica e campo de futebol e dentro de seus limites está localizado o imenso rochedo conhecido como Pedra da Babilônia, que é usado para a prática de alpinismo. Somente em 1956 foram criados no Brasil outros Colégios Militares em: Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre e Curitiba. Em 1989, o Colégio passou a ser misto, admitindo meninas no seu corpo discente.

O Colégio Pedro II - Unidade Tijuca, teve sua origem no Colégio Imperial D. Pedro II , cujo primeiro externato, no Século XIX estava localizado junto ao Largo da Segunda-Feira, onde hoje se encontra o Colégio da Companhia de Santa Teresa de Jesus. Atualmente funciona em um prédio em frente do Colégio Militar e as rivalidades entre seus alunos era tradicional, durante os anos 60.




Vista do Colégio Militar e da Rua São Francisco Xavier.

Pórtico de entrada do Colégio Militar.
Vistas da Capela do Colégio que está ligada à Arquidiocese do Rio de Janeiro e é aberta à população.

Vista lateral do Colégio Militar.

Colégio Pedro II - Unidade Tijuca.


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