Tijuca Tijuca - A Praça Saens
Pena e seus Arredores
Tijuca - O Eixo da Rua
Haddock Lobo e seus Arredores
Tijuca - O Eixo da Rua Conde
de Bonfim e seus Arredores
Tijuca - Rua São
Francisco Xavier
Tijuca - Praça Xavier de Brito
e Praça Barão de Corumbá
Tijuca - Os Bairros
da Grande Tijuca
Tijuca - Parque Nacional
da Tijuca

TIJUCA - PARQUE NACIONAL DA TIJUCA



História do Parque Nacional da Tijuca



Mapa do Parque Nacional da Tijuca, painel em azulejos que se encontra em frente à
Cachoeira da Cascatinha.


O que favoreceu a ocupação da Tijuca foi o café, introduzido no Rio por volta de 1760, ao final do século já apareciam as primeiras plantações na região, que foi aos poucos se estendendo por toda a Serra da Carioca até a Floresta da Tijuca, causando a devastação de ambas. A Floresta foi ocupada por inúmeras fazendas de café e outras culturas, às custas da derrubada da mata primitiva. A ação predatória causou a decadência dos cafezais, pelo rápido declínio da produtividade, na primeira metade do Século XIX. Então D. Pedro II voltou sua atenção para a Floresta com o objetivo de obter água para a cidade.

Em 1857, o Barão de Bom Retiro, Ministro dos Negócios do Império, desapropriou fazendas devastadas pelas plantações. A Floresta só voltou a ter seu esplendor após o reflorestamento, sob a incumbência do Major Archer, primeiro administrador da Floresta, que entre 1861 e 1874 plantou cem mil árvores com um pequeno número de escravos, num processo que transformou o local na maior floresta urbana do mundo, só destronada, há poucos anos, quando a Floresta do Pico da Pedra Branca, localizada também no Rio de Janeiro passou a estar localizada em área urbana.

Depois do Major Archer, o reflorestamento teve continuidade com o Barão Gastão d'Escragnolle que o transformou em Parque Público e o paisagista Augusto Glazius, que traçou os caminhos e demarcou os recantos do Parque. No Governo de Pereira Passos as estradas do Parque ganharam novos calçamentos, tendo sido calçadas as estradas: da Cascatinha; da Boa Vista; do Açude; da Vista Chinesa; da Gávea Pequena; de Furnas; da Barra da Tijuca e do Pica-Pau.

Entre 1943 e 1944, sob a coordenação de Raymundo Ottoni de Castro Maya, a área passou por grandes reformas. O arquiteto Wladimir ALves de Souza projetou o portão de entrada, no Alto da Boa Vista e reformou a Capela Mayrink que é originária do início do Século XIX. Nesta época Burle Marx traçou caminhos e trilhas, introduziu novas espécies botânicas e reformou o Açude da Solidão, transformando a represa insalubre e um lago rodeado por plantas tropicais.

Nos anos 80 o Parque passou por um grande abandono, quando ficou difícil e perigoso visitá-lo, mas nos anos 90 a situação melhorou e ele voltou a ser um local de lazer, onde se pode passear e suas trilhas voltaram a ser procuradas pelas pessoas que apreciam caminhadas.

Por trás dos portões de pedra, com acesso pela Praça Afonso Viseu, o Parque Nacional da Tijuca oferece alguns dos mais singelos lugares do Rio de Janeiro, numa junção de vocações turísticas, históricas e culturais. Respirar fundo nesta ilha de tranqüilidade é um legado deixado pelo Imperador D. Pedro II.



Vista do Sumaré, próximo do Corcovado, onde se localizam
as antenas transmissoras das Empresas de Comunicações
e de Energia Elétrica.
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Cachoeira da Cascatinha




A Cachoeira da Cascatinha é a primeira atração do passeio ao Parque. Tem a seu lado um Restaurante,
construído no local onde ficava a residência do Visconde de Taunay, nobre francês que plantava café.
A casa do Visconde pode ser vista na gravura de Rugendas, de 1835, copiada do livro História dos
Bairros - Tijuca
editado por João Fortes Engenharia.






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Vista Chinesa

A Vista Chinesa tem este nome devido ao quiosque que se encontra no local e que lembra um pagode chinês. É um mirante, de onde se descortina uma maravilhosa vista do Morro do Corcovado, da Lagoa Rodrigo de Freitas e do Pão de Açúcar. O quiosque tem forma hexagonal e possue uma cabeça de dragão encimando cada coluna, em seus dois estágios.




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Capela Mayrink



Capela Mayrink, um dos inúmeros recantos encontrados no
Parque Nacional da Tijuca. É um local romântico para a
realização de casamentos. Seu interior possui três telas de
Cândido Portinari. Ela pertenceu ao Comendador Antônio
Souto, ao Barão de Mesquita e ao Conselheiro Francisco
Paula Mayrink, que a consagrou a Nossa Senhora da
Conceição. Em 1896 o Governo desapropiou as terras para
proteger os mananciais mas a Capela foi mantida.



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Estrada da Canoa

Durante o Império, quando a Praia da Gávea, hoje de São Conrado era utilizada para desembarcar escravos, muitos seguiam para as fazendas pelo caminho que hoje é a Estrada da Gávea, mas outros subiam a mata pelo Córrego da Canoa, com destino à Zona Norte, onde estavam as plantações de café e açúcar.

O caminho tortuoso que seguiam é hoje a Estrada da Canoa, que foi construída na gestão do Prefeito do Rio de Janeiro General Ângelo Mendes de Morais (1947-1951), para fazer a ligaçao da Gávea com a Tijuca. Dela se descortinam vistas maravilhosas, como a Pedra da Gávea e a Pedra Bonita, de onde atualmente os praticantes de vôo livre se lançam para descerem suavemente na Praia do Pepino.



Estrada da Canoa que liga São Conrado ao Parque Nacional
da Tijuca, terminando na Estrada da Gávea Pequena.



Vista da Pedra da Gávea, tirada do Mirante da Estrada
da Canoa.


Vista da Pedra Bonita, tirada do Mirante da Estrada
da Canoa. No alto da Pedra está localizada a pista de
lançamento dos vôos livres.


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