Tijuca Tijuca - A Praça Saens
Pena e seus Arredores
Tijuca - O Eixo da Rua
Haddock Lobo e seus Arredores
Tijuca - O Eixo da Rua Conde
de Bonfim e seus Arredores
Tijuca - Rua São
Francisco Xavier
Tijuca - Praça Xavier de Brito
e Praça Barão de Corumbá
Tijuca - Os Bairros
da Grande Tijuca
Tijuca - Parque Nacional
da Tijuca

TIJUCA - O EIXO DA RUA HADDOCK LOBO E SEUS ARREDORES



Rua Haddock Lobo

Sobre a Rua Haddock Lobo, disse João do Rio, em seu livro a A Alma Encantadora das Ruas, página 9:

"é uma rua de calma alegria burguesa, que parece sorrir com honestidade."



A Rua Haddock Lobo, foi o Caminho de Engenho Velho , e foi através dela que teve origem a urbanização da Tijuca. Em 1855, o Senador Eusébio de Queirós abriu as Ruas do Matoso e do Cabido e pôs à venda lotes de terra. Em 1879, na Chácara do Barão de Ubá foram abertas as Ruas Barão de Ubá e Pereira de Almeida.

Na Rua Haddock Lobo foi aberto o primeiro cinema do Bairro, o Cinema Royal, no número 20 e ao seu lado funcionou o Cinema Pathé, logo depois ainda nas primeiras décadas do século surgiram mais : O Velo; o Haddock Lobo; o Avenida e o Central já no Largo da Segunda-Feira, bem mais tarde teria ainda o Cinema Madri. Na Rua existiu também o Estúdio Atlântica Cinematográfica, próximo do Cinema Velo, onde foram realizadas muitas chanchadas da década de 1950.



A Rua Haddock Lobo em 1915, foto copiada do livro
História dos Bairros - Tijuca



Vista do início da Rua Haddock Lobo, no
Largo do Estácio.



Prédio onde funciona o Sindicato dos
Trabalhadores da Indústria do Fumo,
construído em 1914.

Igreja Anglicana, localizada ao lado
da Igreja de São Sebastião.



Igreja de São Sebastião dos Frades Capuchinhos

São Sebastião, o protetor da cidade do Rio de Janeiro teve, sua primeira igrejinha construída por Estácio de Sá, ainda junto ao Morro Cara de Cão, com a transferência da cidade para o Morro do Castelo, Salvador Correia de Sá, primo de Estácio e Governador da Cidade, iniciou a construção da Igreja do Padroeiro, no Morro do Castelo e em seu segundo governo, entre 1578 a 1598, inaugurou a nova Igreja e transladou para ela a lápide com os restos mortais de Estácio de Sá, Fundador da Cidade.

Com o desmonte do Morro do Castelo, em 1922, a Igreja de São Sebastião foi transferida para uma nova Igreja da Rua Haddock Lobo na Tijuca: a Igreja de São Sebastião dos Frades Capuchinhos, e para ela também foram transferidos, em 1931, a lápide tumular de Estácio de Sá e o marco de fundação da cidade, que lá se encontra até hoje, mas antes estiveram numa casa na Praça Saens Peña, onde hoje é a Drogaria Granado.

A Igreja de São Sebastião é uma Igreja muito procurada pelos fiéis e todo ano no dia 20 de janeiro, festa do padroeiro, sai uma procissão da Igreja que atravessa o Centro, passando pela Catedral Metropolitana e vai até a Praça do Russel, na Glória, onde está a estátua de São Sebastião e onde é representado o Auto com a vida de São Sebastião.

A Igreja como é hoje foi construída entre 1928 e 1931, tendo como destaque sua decoração em estilo Néo-Bizantino com os altares em mosaico inspirados no Mosteiro de Beuron. Outro destaque são os grandes vitrais do transcepto, um dos quais apresenta a luta entre portugueses e franceses, na qual os portugueses expulsaram os franceses da Guanabara, em 1567. Na fachada da Igreja pode se ver um painel de azulejos, acima dos janelões, que representa a Fundação da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, por Estácio de Sá, em 1565, um detalhe deste painel pode ser visto na página: SUA HISTÓRIA. O projeto da Igreja é de autor desconhecido, mas foi adaptado por Guilherme Oates, em 1928.

















As três primeiras fotos mostram o prédio da Igreja de São
Sebastião dos Frades Capuchinho e nelas pode ser visto o
painel de azulejos com a Fundação da Cidade. As outras
fotos são do interior da Igreja e mostram: o altar principal
e dois altares laterais com os mosaicos em estilo Néo-
Bizantino; o vitral com a luta entre portugueses e franceses
pela posse da terra, em 1567; o marco da Fundação da
Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro e a lápide
tumular de Estácio de Sá.

Escola da Fundação Bradesco




O prédio onde hoje funciona a Escola da Fundação Bradesco localizado na Rua Haddock Lobo foi, no Século XIX, um Solar pertencente ao Barão de Mesquita, rico negociante que era filho do Conde de Bonfim, depois de moradia do Barão o prédio foi ocupado pelo Colégio Sul-Americano em 1898. No início do Século XX, deu lugar ao tradicional colégio Instituto La-Fayette, fundado pelo Professor La-Fayette Cortes.

Quando o Instituto Lafayette foi fechado, nos anos de 1980, o Governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, queria que o prédio fosse demolido para em seu lugar erguer um grande edifício, graças a um movimento dos moradores do Bairro e ex-alunos do colégio, o prédio foi preservado, e em leilão público foi adquirido pela Fundação Bradesco, criada por Amador Aguiar, que foi o fundador do Banco Bradesco, se transformando numa excelente escola para filhos dos funcionários do Banco e crianças pobres do bairro.






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Praça Castilhos França

A Praça Castilhos França mais conhecida como Praça Afonso Pena e cercada pelas ruas: Campos Sales; Afonso Pena; Doutor Satamini e Martins Pena. Atualmente ela funciona como uma grande área de lazer para todas as idades, onde se pode ver crianças brincando e tomando sol e adultos praticando esportes e jogando cartas. Na Rua Afonso Pena funcionou o Estúdio Omega Filmes.

Em 1900 foi aberta a Rua do Hipódromo, atual Rua Campos Sales, pela Sociedade Hípica Nacional, que funcionou onde hoje está localizado o América Futebol Clube.



Praça Castilhos França.


Rua Doutor Satamini, vendo-se a entrada do Metrô
Afonso Pena.


Vistas da Praça Castilhos França, com os prédios
das Ruas Doutor Satamini e Campos Sales.







América Futebol Clube





O América Futebol Clube, fica próximo da Praça Castilhos França, na esquina da Rua Campos Sales. O América e o
Tijuca Tênis Clube são os dois mais importantes clubes da Tijuca, mas se o Tijuca foi criado com fins sociais, o América
tinha como objetivo a dedicação aos esportes. O América foi fundado em 1904, quando alguns sócios do Clube Atlético
Tijuca, na Muda, que reunia praticantes de ciclismo e de corridas a pé, resolveram fundar o Clube para praticar um novo
esporte, em moda no Brasil: o futebol.

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Rua Mello Matos


Prédio da Casa dos Açores, tradicional Casa Portuguesa.

Prédio da Sociedade Libanesa.
Colégio Municipal Mario da Veiga Cabral.


Prédio onde funciona a Casa Portuguesa
de Trás os Montes e Alto Douro.


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