Tijuca Tijuca - A Praça Saens
Pena e seus Arredores
Tijuca - O Eixo da Rua
Haddock Lobo e seus Arredores
Tijuca - O Eixo da Rua Conde
de Bonfim e seus Arredores
Tijuca - Rua São
Francisco Xavier
Tijuca - Praça Xavier de Brito
e Praça Barão de Corumbá
Tijuca - Os Bairros
da Grande Tijuca
Tijuca - Parque Nacional
da Tijuca

TIJUCA - OS BAIRROS DA GRANDE TIJUCA III



Bairro do Estácio

Desde o Século XVIII, o caminho que se tinha para ir do Centro da cidade para São Cristóvão e para o Andaraí Pequeno era através da Rua Matacavalos, atual Rua do Riachuelo passando pela Estrada de Mata-Porcos, hoje Rua Frei Caneca que terminava no Bairro de Mata-Porcos, que é o atual Largo do Estácio, onde a estrada se bifurcava. Neste Largo começava o Caminho do Engenho Velho, atual Rua Haddock Lobo. Desde esta época já existia no local a Igreja do Divino Espírito Santo, que la se encontra até hoje.

Na foto ao lado pode se ver o Bairro de Mata-Porcos, em 1817, com a Igreja do Divino Espírito Santo, numa gravura de Ender, copiada do livro História dos Bairros - Tijuca, editado por João Fortes Engenharia.




Largo do Estácio atualmente, com a Igreja
do Divino Espírito Santo.




Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro,
localizada no Estácio.


Hospital da Polícia Militar.




I Batalhão da Polícia Militar, na Rua Frei Caneca. Prédio
projetado por Heitor de Mello, em 1913, sua fachada
conjuga o Estilo Itálico com ameias, torres e torreões
de vigia, próprio de edifícios militares. O resultado se
constituiu em um conjunto pouco coerente em
matéria de arquitetura.


Na foto ao lado pode se ver o Chafariz Paulo Fernandes, na
Rua Frei Caneca, construído em 1817, é formado por um
tanque em cantaria com cinco bicas e que tem um corpo
maior, assobradado, onde existe um balcão corrido com
bacia de pedra. Na foto acima é visto o Largo do Estácio
com a Estação do Metrô - Estácio.





Vistas do Largo do Estácio com a Estação do Metrô,
tendo ao fundo a Cidade Nova e os prédios da Avenida
Presidente Vargas
, na primeira o prédio sede dos
Correios e na segunda o prédio onde funciona a
Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
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Bairro da Praça da Bandeira


A primeira foto mostra a Rua Mariz e Barros na região
próximo à Rua Ibitutuna. A segunda é da Basílica de Santa
Terezinha do Menino Jesus, fundada em 15 de outubro de
1926, inspirada na Igreja de Gesú, de Roma. Em 1947 foi
elevada à condição de Paróquia e logo depois recebeu a
designação de Basílica porque abriga os restos mortais
de São Justino, martirizado pelo Imperador Adriano de
Roma. A Basílica se caracteriza pelo fato de que
nela o Papa pode celebrar missas e todas tem no
altar um lugar reservado para o Sumo Pontífice.






Vistas do Hospital Graffrée e Guinle, inaugurado em 1929 por vontade da família Guinle associada a Cândido Graffée, com
o objetivo de tratar de doenças sexualmente transmitidas, porque na época não existia no Brasil um hospital que recebesse
estes enfermos. Em 1975 o Hospital passou a pertencer à Faculdade de Medicina e Cirurgia da UNIRIO. As fotos mostram
a parte do Hospital e sua Capela que estão na Rua Vicente Licínio, a frente do Hospital fica na Rua Mariz e Barros.

Rua Ibituruna


Na Rua Ibituruna ficam: a Universidade Veiga de Almeida,
mostrada nas três primeiras fotos e o Abrigo Santa Teresa.







Instituto de Educação

O tradicional Instituto de Educação do Rio de Janeiro, que funciona no imponente prédio localizado na Rua Mariz e Barros 273, têm uma História que remonta a mais de um Século quando foi criada, pelo Decreto Imperial de no 7684, a Escola Normal da Corte do Brasil no longínquo 6 de março de 1880.

A Escola só foi instalada em 5 de abril do mesmo ano com a presença do Imperador D. Pedro II e da Imperatriz D. Teresa Cristina e muitas outras personalidades, de maneira provisória nas instalações do Imperial Colégio Pedro II, no centro da cidade. Seu objetivo era formar professores para o 1o e 2o graus do ensino. Nesta época já contava com 175 alunos matriculados e seu primeiro Diretor foi Bejamim Constant Botelho de Magalhães.

Em 1888 com o nome de Escola Normal, ela foi transferida para a Escola Central que funcionava no Largo de São Francisco e depois para a Escola Técnica Rivadávia Corrêa onde permaneceu até 1914 quando passou a funcionar na Escola Pedro Varela, que foi demolida para a construção do Metrô, ficava localizada na Rua Joaquim Palhares.


No dia 11 de outubro de 1930, a Escola Normal ganhou a sua sede definitiva, na Rua Mariz e Barros, num prédio majestoso em Estilo Neocolonial carioca, escolhido em um concurso que especificava a opção estilística do projeto. O projeto vencedor foi de Ângelo Brunhs e José Cortez e foi construído entre 1928 e 1930 pela Sociedade Comercial e Construtora Ltda..

O prédio fica me torno de um pátio em forma de claustro e tem o centro arrematado por uma fonte. As fachadas apresentam elementos decorativos inspirados na arquitetura do período colonial executados em argamassa.

Em 19 de março de 1932 a Escola passou a chamar-se Instituto de Educação pelo Decreto no 3810.

Durante muitos anos o Instituto de Educação formou milhares de professores cariocas, que em suas salas utilizavam o tradicional e sempre impecável uniforme das "normalistas": blusa branca e saia plissada azul, que foi instituído em 1915.

O Instituto de Educação foi por muito tempo a única escola da cidade que formava professores, a segunda foi a Escola Normal Carmela Dutra, nome dado em homenagem à esposa do Presidente Eurico Gaspar Dutra. No início dos anos de 1960, já como então Estado da Guanabara foram criadas mais quatro escolas: a Escola Normal Heitor Lira na Penha; a Escola Normal Julia Kubitschek no Centro da cidade, a Escola Normal Sara Kubitschek em Campo Grande e a Escola Normal Inácio Azevedo Amaral no Jardim Botânico.

No dia 10 de setembro de 1997, através do Decreto no 23.482 o Instituto de Educação foi transferido pelo Governo do Estado para a Fundação de Apoio à Escola Técnica - FAETEC, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia.

Posteriormente, em 3 de junho de 1998, com as mudanças na Lei de Diretrizes e Bases, estabelecendo que o professor de 1a a 4a série deve ter formação superior ele passou a denominar-se Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro e no mesmo ano em 18 de setembro o Governo instituiu o Colégio de Aplicação – CAP/ISERJ.








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