Tijuca Tijuca - A Praça Saens
Pena e seus Arredores
Tijuca - O Eixo da Rua
Haddock Lobo e seus Arredores
Tijuca - O Eixo da Rua Conde
de Bonfim e seus Arredores
Tijuca - Rua São
Francisco Xavier
Tijuca - Praça Xavier de Brito
e Praça Barão de Corumbá
Tijuca - Os Bairros
da Grande Tijuca
Tijuca - Parque Nacional
da Tijuca

TIJUCA - O EIXO DA RUA CONDE DE BONFIM E SEUS ARREDORES



A Rua Conde de Bonfim através do tempo

O desenvolvimento do Engenho Velho veio a partir do Caminho do Engenho Velho, hoje Rua Haddock Lobo, que tinha início no Largo do Estácio e se projetou na direção do Andaraí Pequeno, através do Caminho do Andaraí Pequeno, atual Rua Conde de Bonfim. O nome da Rua Conde de Bonfim foi dado em homenagem a uma das figuras mais ilustres da região na época do Império: o negociante José Francisco de Mesquita, que foi Conde e depois Marquês de Bonfim (1790-1873) e era pai do Barão de Mesquita, Jerônimo José de Mesquita.

Somente a partir de 1870 a Tijuca foi considerada Zona Urbana da cidade. Até esta época a região era caracterizada por imensas propriedades, das quais citaremos algumas:

  • A Chácara do Andaraí - que se estendia do Largo da Segunda Feira até a Rua José Higino;

  • As Chácaras do Trapicheiro - que pertenciam ao Barão de Itacuruçá, genro e herdeiro do Barão de Mesquita e que iam do atual Colégio Batista localizado na Rua José Higino, que era sua sede, e se estendia até quase a Muda, beirando a Serra da Carioca;

  • A Chácara do Portão Vermelho - que pertencia a Antonio Basílio seguia pela Rua Pinto Figueiredo até a Rua José Higino;

  • A propriedade de Militão Máximo de Souza, fazia fronteira com a Chácara do Portão Vermelho e se estendia até a Usina.

Em 1873 a família Azevedo, proprietária de terras na Muda, que tinha este nome devido ao fato de no local serem "mudados" os burros que arrastavam os bondes e deveriam a partir dali começar a subir a serra, abriu em suas terras as ruas: São Miguel; Santa Carolina e São Rafael. Em 1880, na Chácara do Aragão, que tinha frente para a Rua São Francisco Xavier e ia até a Rua Conde de Bonfim, foram abertas as ruas: Pereira de Siqueira e a Barão do Amazonas, atual Marquês de Valença.

A Rua Aguiar, no Largo da Segunda-Feira, foi aberta nas terras do Comendador Sebastião da Costa Aguiar, proprietário da Chácara do Vintém, onde ficava localizada a Fonte do Vintém, que fornecia água que era vendida em copos aos transeuntes e em barris de madeira até 1900 e segundo Machado de Assis era a água preferida dos cariocas. Em 1889, as Ruas Visconde de Figueiredo e Conselheiro Zenha foram abertas pelo Barão de Mesquita que adquiriu terras da antiga residência do Duque de Caxias. Em 1911, João Vitório Pareto, proprietário de terras e prédios nas Ruas Conde de Bonfim e Barão de Mesquita abriu as Ruas Pareto e Santa Sofia e a Praça Hilda, construindo casas de aluguel para as classes pobres. Também em 1911, foi inaugurada a Praça Saens Peña.

Em 1912, Elisa Jerônimo Mesquita, pertencente à família do Barão de Mesquita e proprietária de terras na Rua Major Ávila, solicitou ao Prefeito licença para abrir uma rua ao lado da Igreja de Santo Afonso, surgindo assim a Rua Santo Afonso. O Barão de Itacuruçá, abriu em terras da Chácara do Trapicheiro as ruas: Andrade Neves; Homem de Melo e Visconde de Cabo Frio, além da Praça Barão de Corumbá e também prolongou a Rua Uruguai da Rua Conde de Bonfim até o seu final.

A abertura de ruas e a construção de moradias transformaram completamente a paisagem da Tijuca, que no início do Século XX se consolidou como Bairro. Por volta de 1920, as Ruas Conde e Bonfim e Haddock Lobo foram ocupadas por mansões e palacetes de grandes personalidades da República e nesta época a Tijuca apresentava o maior número de escolas do Distrito Federal, que se destacavam não apenas pelo número mas também pela qualidade, tinha também bons clubes e comércio razoável. O transporte por linhas de bonde eletrificado facilitava o acesso ao Bairro.

Por volta de 1928, a urbanização da Conde de Bonfim atingiu a Muda e a Usina. O censo de 1933 mostrou um aumento acentuado da população na área entre o Largo da Segunda-Feira e a Praça Saens Peña e a Rua Uruguai. Dos anos 30 em diante a Conde de Bonfim passou por processos de crescimento como todo o restante do Bairro como já foi descrito na História do Bairro - Tijuca.





A Rua Conde de Bonfim de ontem... A primeira foto mostra um desfile de colegiais na Rua Conde de Bonfim, numa foto do início do século, tirada do Instituto La-Fayette, Departamento Feminino, onde podem ser vistos alguns dos sobrados que caracterizavam a moradia daquela época.

As outra duas fotos mostram o palacete em que residiu Luís Alves de Lima e Silva - o Duque de Caxias, quando já era a sede do Club da Tijuca e quando abrigou o Instituto La-Fayette, Departamento Feminino. Este prédio desabou, no local foi construído o prédio onde funcionou a Loja de Departamentos Mesbla da Tijuca e atualmente funciona um Supermercado Sendas.

As três fotos foram copiadas do livro: História dos Bairros - Tijuca editado pela João Fortes Engenharia.




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Um Passeio pela Rua Conde de Bonfim

Do Largo da Segunda-Feira até a Praça Saens Pena



O Largo da Segunda-Feira fica no encontro das ruas: Haddock Lobo; Conde de Bonfim e São Francisco Xavier.
Nas fotos está sendo mostrado o início da Rua Conde de Bonfim. O Largo tem este nome não se sabe bem por que
razão, alguns dizem que é devido à feira que se realiza na segunda-feira, na Rua Aguiar, mas tudo indica que este nome
é anterior à feira e conta-se uma estória mais antiga e curiosa, que em 1792, no local apareceu, numa segunda-feira,
um homem assassinado e ali se colocou uma cruz que lá ficou até 1880 e o Largo passou a ser conhecido como o
Largo da Segunda-feira.






Vista da Rua Conde de Bonfim próximo ao prédio do
Supermercado Sendas.



Prédio onde funciona o Supermercado Sendas, no local
onde morou o Duque de Caxias, que na época era Rua do
Andaraí Pequeno número 10.

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Da Praça Saens Pena até a Rua Uruguai


Vista da Rua Conde de Bonfim próximo ao
Tijuca Tênis Clube.



Vista da Rua Conde de Bonfim próximo da Rua Itacurussá
e Visconde de Cabo Frio.


Vistas de duas importantes Igrejas da Tijuca que se encontram neste trecho

Igreja dos Sagrados Corações.




Igreja Maronita de Nossa Senhora do Líbano.

A Igreja dos Sagrados Corações foi fundada em 31 de junho
de 1936 e foi dedicada à Ordem dos Corações de Jesus
e Maria, possui diversos trabalhos na comunidade, como
coral de casais, encontros para pessoas separadas e o
Centro Comunitário Padre Damião, que presta auxílio a
pessoas carentes e fica localizado na Rua Desembargador
Izidro. Logo acima da Igreja dos Sagrados Corações,
na Conde de Bonfim, fica localizada a Igreja Maronita,
de origem libanesa dedicada a Nossa Senhora do Líbano.
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Da Rua Uruguai até à Usina



Vistas da Rua Uruguai, a primeira foto mostra a esquina com a Rua Conde de Bonfim, a segunda e terceira mostra o trecho
entre a Rua Conde de Bonfim e a Rua Homem de Melo e a quarta tirada no trecho final da rua, mostra o alto do Morro do
Sumaré onde se encontram as antenas de comunicação que se interligam com o prédio da Embratel no centro da cidade e
com outras Empresas de Telecomunicações e de Energia Elétrica.






Igreja de Nossa Senhora da Conceição localizada na Muda,
esta Igreja foi a Matriz do Andaraí Pequeno, até o início
do Século XX. Seu projeto arquitetônico é de Araújo Viana.


Vista da Rua Conde de Bonfim na região da Muda.



Vista da Favela do Borel, uma das maiores da Tijuca.

Vista da Rua Conde de Bonfim com a Favela do Borel.
O nome da favela teve origem na Fábrica de Fumos e Rapé de Borel&Cia, que estava localizava nesta região. A Favela
do Borel possui cerca de 35.000 habitantes em 7.000 casas. É uma das mais perigosas da cidade e vive em meio a tiroteios
de traficantes que lutam pelo controle do Morro, representando um perigo para todo o Bairro. É berço da Escola de Samba
Unidos da Tijuca, importante Escola de Samba da cidade. A Tijuca possui três Escolas de Samba: além da Unidos da
Tijuca, tem também a Acadêmicos do Salgueiro que tem sede na Rua Maxwell, mas que nasceu no Morro do Salgueiro e
Acadêmicos da Tijuca, que teve origem no Morro da Formiga que fica em frente ao Morro do Borel
.


Colégio São José




Os Irmãos Maristas chegaram ao Brasil em 1897 e se estabeleceram em Congonhas do Campo em Minas Gerais. O Colégio Marista São José do Rio de Janeiro é o mais antigo colégio de ensino médio da cidade, tendo sido fundado em 1852 com o nome de São Pedro de Alcântara. Em 1902, o Cardeal-Arcebispo do Rio, Dom Joaquim Arcoverde, determinou que a instituição passasse a ser administrado pelos Padres Maristas.

A estátua que se encontra na entrada da escola é do fundador da obra: São Marcelino José Bento Champagnat, que fundou em La Valle na França a Congregação dos Irmãozinhos de Maria, com a missão de educar utilizando a Pedagogia Marista. Esta obra se espalhou pelo mundo e é encontrada hoje em 78 países de todos os continentes.

O prédio em que funciona o Colégio na Rua Conde de Bonfim, que foi construído em 1928, possue excelentes instalações que abrigam mais de mil alunos em suas salas de aula, possui piscina semi-olímpica, campo de futebol, ginásio esportivo e sua área se estende pela Floresta da Tijuca. O Colégio funcionava também em um prédio localizado na Rua Barão de Mesquita, num prédio de 1932, que foi desativado no final da década de 1990, representando uma grande perda para a juventude tijucana, que teve reduzidas as chances de estudar num colégio de excelente qualidade.



Hospital da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência

O Hospital da Venerável Ordem Terceira da Penitência funcionou desde 1763, até o início do século XIX, no Largo da Carioca, com a reforma de Pereira Passos ele passou a funcionar na Rua Conde de Bonfim, onde está até hoje.

É um hospital de grande porte, com todas as especialidades médicas, que vem se desenvolvendo da região, inicialmente ocupou o suntuoso prédio de frente para a Rua Conde de Bonfim, depois foi ampliado ganhando um anexo, que aumentou consideravelmente sua capacidade. Neste hospital, durante o Estado Novo, o médico Pedro Ernesto, perseguido pelo regime veio a falecer.




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Os Arredores da Rua Conde de Bonfim


Vista da Rua José Higino.

Vista da Rua Bom Pastor.


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