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O desenvolvimento do Engenho Velho veio a partir do Caminho do Engenho Velho, hoje Rua Haddock Lobo, que tinha início no Largo do Estácio e se projetou na direção do Andaraí Pequeno, através do Caminho do Andaraí Pequeno, atual Rua Conde de Bonfim. O nome da Rua Conde de Bonfim foi dado em homenagem a uma das figuras mais ilustres da região na época do Império: o negociante José Francisco de Mesquita, que foi Conde e depois Marquês de Bonfim (1790-1873) e era pai do Barão de Mesquita, Jerônimo José de Mesquita. Somente a partir de 1870 a Tijuca foi considerada Zona Urbana da cidade. Até esta época a região era caracterizada por imensas propriedades, das quais citaremos algumas:
Em 1873 a família Azevedo, proprietária de terras na Muda, que tinha este nome devido ao fato de no local serem "mudados" os burros que arrastavam os bondes e deveriam a partir dali começar a subir a serra, abriu em suas terras as ruas: São Miguel; Santa Carolina e São Rafael. Em 1880, na Chácara do Aragão, que tinha frente para a Rua São Francisco Xavier e ia até a Rua Conde de Bonfim, foram abertas as ruas: Pereira de Siqueira e a Barão do Amazonas, atual Marquês de Valença. A Rua Aguiar, no Largo da Segunda-Feira, foi aberta nas terras do Comendador Sebastião da Costa Aguiar, proprietário da Chácara do Vintém, onde ficava localizada a Fonte do Vintém, que fornecia água que era vendida em copos aos transeuntes e em barris de madeira até 1900 e segundo Machado de Assis era a água preferida dos cariocas. Em 1889, as Ruas Visconde de Figueiredo e Conselheiro Zenha foram abertas pelo Barão de Mesquita que adquiriu terras da antiga residência do Duque de Caxias. Em 1911, João Vitório Pareto, proprietário de terras e prédios nas Ruas Conde de Bonfim e Barão de Mesquita abriu as Ruas Pareto e Santa Sofia e a Praça Hilda, construindo casas de aluguel para as classes pobres. Também em 1911, foi inaugurada a Praça Saens Peña. Em 1912, Elisa Jerônimo Mesquita, pertencente à família do Barão de Mesquita e proprietária de terras na Rua Major Ávila, solicitou ao Prefeito licença para abrir uma rua ao lado da Igreja de Santo Afonso, surgindo assim a Rua Santo Afonso. O Barão de Itacuruçá, abriu em terras da Chácara do Trapicheiro as ruas: Andrade Neves; Homem de Melo e Visconde de Cabo Frio, além da Praça Barão de Corumbá e também prolongou a Rua Uruguai da Rua Conde de Bonfim até o seu final. A abertura de ruas e a construção de moradias transformaram completamente a paisagem da Tijuca, que no início do Século XX se consolidou como Bairro. Por volta de 1920, as Ruas Conde e Bonfim e Haddock Lobo foram ocupadas por mansões e palacetes de grandes personalidades da República e nesta época a Tijuca apresentava o maior número de escolas do Distrito Federal, que se destacavam não apenas pelo número mas também pela qualidade, tinha também bons clubes e comércio razoável. O transporte por linhas de bonde eletrificado facilitava o acesso ao Bairro. Por volta de 1928, a urbanização da Conde de Bonfim atingiu a Muda e a Usina. O censo de 1933 mostrou um aumento acentuado da população na área entre o Largo da Segunda-Feira e a Praça Saens Peña e a Rua Uruguai. Dos anos 30 em diante a Conde de Bonfim passou por processos de crescimento como todo o restante do Bairro como já foi descrito na História do Bairro - Tijuca. |
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A Rua Conde de Bonfim de ontem... A primeira foto mostra um desfile de colegiais na Rua Conde de Bonfim, numa foto do início do século, tirada do Instituto La-Fayette, Departamento Feminino, onde podem ser vistos alguns dos sobrados que caracterizavam a moradia daquela época. As outra duas fotos mostram o palacete em que residiu Luís Alves de Lima e Silva - o Duque de Caxias, quando já era a sede do Club da Tijuca e quando abrigou o Instituto La-Fayette, Departamento Feminino. Este prédio desabou, no local foi construído o prédio onde funcionou a Loja de Departamentos Mesbla da Tijuca e atualmente funciona um Supermercado Sendas. As três fotos foram copiadas do livro: História dos Bairros - Tijuca editado pela João Fortes Engenharia. |
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| O Largo da Segunda-Feira fica no encontro das ruas: Haddock Lobo; Conde de Bonfim e São Francisco Xavier. Nas fotos está sendo mostrado o início da Rua Conde de Bonfim. O Largo tem este nome não se sabe bem por que razão, alguns dizem que é devido à feira que se realiza na segunda-feira, na Rua Aguiar, mas tudo indica que este nome é anterior à feira e conta-se uma estória mais antiga e curiosa, que em 1792, no local apareceu, numa segunda-feira, um homem assassinado e ali se colocou uma cruz que lá ficou até 1880 e o Largo passou a ser conhecido como o Largo da Segunda-feira. |
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![]() Vista da Rua Conde de Bonfim próximo ao prédio do Supermercado Sendas. |
![]() Prédio onde funciona o Supermercado Sendas, no local onde morou o Duque de Caxias, que na época era Rua do Andaraí Pequeno número 10. |
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![]() Vista da Rua Conde de Bonfim próximo ao Tijuca Tênis Clube. |
![]() Vista da Rua Conde de Bonfim próximo da Rua Itacurussá e Visconde de Cabo Frio. |
| Vistas de duas importantes Igrejas da Tijuca que se encontram neste trecho | |
![]() Igreja dos Sagrados Corações. |
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![]() Igreja Maronita de Nossa Senhora do Líbano. |
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A Igreja dos Sagrados Corações foi fundada em 31 de junho de 1936 e foi dedicada à Ordem dos Corações de Jesus e Maria, possui diversos trabalhos na comunidade, como coral de casais, encontros para pessoas separadas e o Centro Comunitário Padre Damião, que presta auxílio a pessoas carentes e fica localizado na Rua Desembargador Izidro. Logo acima da Igreja dos Sagrados Corações, na Conde de Bonfim, fica localizada a Igreja Maronita, de origem libanesa dedicada a Nossa Senhora do Líbano. |
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| Vistas da Rua Uruguai, a primeira foto mostra a esquina com a Rua Conde de Bonfim, a segunda e terceira mostra o trecho entre a Rua Conde de Bonfim e a Rua Homem de Melo e a quarta tirada no trecho final da rua, mostra o alto do Morro do Sumaré onde se encontram as antenas de comunicação que se interligam com o prédio da Embratel no centro da cidade e com outras Empresas de Telecomunicações e de Energia Elétrica. |
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Igreja de Nossa Senhora da Conceição localizada na Muda, esta Igreja foi a Matriz do Andaraí Pequeno, até o início do Século XX. Seu projeto arquitetônico é de Araújo Viana. |
![]() Vista da Rua Conde de Bonfim na região da Muda. |
![]() Vista da Favela do Borel, uma das maiores da Tijuca. |
![]() Vista da Rua Conde de Bonfim com a Favela do Borel. |
| O nome da favela teve origem na Fábrica de Fumos e Rapé de Borel&Cia, que estava localizava nesta região. A Favela do Borel possui cerca de 35.000 habitantes em 7.000 casas. É uma das mais perigosas da cidade e vive em meio a tiroteios de traficantes que lutam pelo controle do Morro, representando um perigo para todo o Bairro. É berço da Escola de Samba Unidos da Tijuca, importante Escola de Samba da cidade. A Tijuca possui três Escolas de Samba: além da Unidos da Tijuca, tem também a Acadêmicos do Salgueiro que tem sede na Rua Maxwell, mas que nasceu no Morro do Salgueiro e Acadêmicos da Tijuca, que teve origem no Morro da Formiga que fica em frente ao Morro do Borel. |
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Os Irmãos Maristas chegaram ao Brasil em 1897 e se estabeleceram em Congonhas do Campo em Minas Gerais. O Colégio Marista São José do Rio de Janeiro é o mais antigo colégio de ensino médio da cidade, tendo sido fundado em 1852 com o nome de São Pedro de Alcântara. Em 1902, o Cardeal-Arcebispo do Rio, Dom Joaquim Arcoverde, determinou que a instituição passasse a ser administrado pelos Padres Maristas. A estátua que se encontra na entrada da escola é do fundador da obra: São Marcelino José Bento Champagnat, que fundou em La Valle na França a Congregação dos Irmãozinhos de Maria, com a missão de educar utilizando a Pedagogia Marista. Esta obra se espalhou pelo mundo e é encontrada hoje em 78 países de todos os continentes. O prédio em que funciona o Colégio na Rua Conde de Bonfim, que foi construído em 1928, possue excelentes instalações que abrigam mais de mil alunos em suas salas de aula, possui piscina semi-olímpica, campo de futebol, ginásio esportivo e sua área se estende pela Floresta da Tijuca. O Colégio funcionava também em um prédio localizado na Rua Barão de Mesquita, num prédio de 1932, que foi desativado no final da década de 1990, representando uma grande perda para a juventude tijucana, que teve reduzidas as chances de estudar num colégio de excelente qualidade. |
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O Hospital da Venerável Ordem Terceira da Penitência funcionou desde 1763, até o início do século XIX, no Largo da Carioca, com a reforma de Pereira Passos ele passou a funcionar na Rua Conde de Bonfim, onde está até hoje.
É um hospital de grande porte, com todas as especialidades médicas, que vem se desenvolvendo da região, inicialmente ocupou o suntuoso prédio de frente para a Rua Conde de Bonfim, depois foi ampliado ganhando um anexo, que aumentou consideravelmente sua capacidade. Neste hospital, durante o Estado Novo, o médico Pedro Ernesto, perseguido pelo regime veio a falecer. |
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![]() Vista da Rua José Higino. |
![]() Vista da Rua Bom Pastor. |
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