LARGO DE SÃO FRANCISCO E REDONDEZAS
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O Largo de São Francisco foi aberto no Governo de Gomes Freire de Andrada (1733-1763), com o nome de Largo da Sé, para nele abrigar uma nova catedral, pois a Igreja de São Sebastião do Morro do Castelo, já encontrava-se em ruínas e não comportava mais o numeroso Cabido. As obras foram iniciadas em 1749, paralisadas em 1752, reiniciadas para sofrer nova interrupção com a morte de Gomes Freire. Em 1808, com a chegada de D. João, como as obras ainda não estavam concluídas, seu arcabouço foi utilizado para construir um prédio para a Academia Real Militar e nunca mais se pensou em construir aí a Catedral. Se Gomes Freire não conseguiu erguer a Igreja no Largo da Sé, a poucos passos dela foi erguida outra Igreja, por Frei Antonio do Desterro, devoto de São Francisco de Paula, que lançou a pedra fundamental de uma pequena ermida em 1759, para abrigar a Venerável Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, inicialmente instalada na atual Igreja de Santa Cruz dos Militares. A ermida, foi substituída pelo templo como existe hoje numa longa construção, que esteve a cargo de Mestre Valentim entre 1801 e 1813 e por Antonio de Pádua e Castro entre 1840 e 1845. Este templo é considerado um dos mais belo Estilo Rococó do Brasil, apesar de tardio. Deve a Igreja muito de seu esplendor ao armador João Siqueira, que a ajudava às escondidas, depositando para ela à noite tudo quanto ganhava. Nesta Igreja foi rezada, em 1896, a Missa de Corpo Presente pela alma do grande músico brasileiro Carlos Gomes. A Capela do Noviciato, de Nossa Senhora das Vitórias , com talha de feição Rococó é de autoria de Mestre Valentim. |
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O Largo São Francisco em 1875, foto de Marc Ferrez. Nesta época existia um jardim em frente ao prédio da Escola Politécnica, circundando a Estátua de José Bonifácio, este jardim logo depois foi desfeito. A estátua que ainda hoje existe foi inaugurada em 1872 e foi obra do escultor francês Luiz Rochet, em comemoração ao Cinqüentenário da Independência, numa solenidade que contou com a presença de D. Pedro II. Do lado esquerda aparecem as fachadas dos prédios da Rua do Teatro. |
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O velho prédio do Largo de São Francisco, teve sua construção iniciada em 1811, com o projeto do brigadeiro João Manuel da Silva, para ser sede da Academia Real Militar, seu prédio original era de dois andares com o tempo ganhou outros dois. Nele passou a funcionar em 1812 a Academia e depois suas sucessoras: a Escola Militar precursora do Instituto Militar de Engenharia; a Escola Central; a Escola Politécnica, fundada em 1862, que foi um centro de altos estudos e precursora da atual Academia Brasileira de Ciências; a Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil e a Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que nele permaneceu até 1965, quando mudou-se para a Cidade Universitária na Ilha do Fundão. Atualmente, nele funciona o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ. Foi chamado pelo historiador Mario Barata, de: "Berço da Engenharia Brasileira". Foi o primeiro prédio do país a ser construído especialmente para abrigar um instituição de ensino, já que as escolas e faculdades contemporâneas, foram todas instaladas em prédios existentes ou adaptados. |
Pelas salas deste venerável casarão passaram como alunos ou professores, a maioria dos grandes vultos da Engenharia brasileira e este prédio foi palco de importantes experiências pioneiras em diversos ramos da técnica. Em 1962 foi tombado como "monumento nacional", mas hoje ele encontra-se não só sub-utilizado mas muito maltratado e desfigurado, tendo sido alvo de obras que demoliram importantes partes de suas paredes de alvenaria de pedra. Em virtude de sua história ligada à Engenharia Brasileira, O Clube de Engenharia e outra instituições ligadas ao ramo, inclusive a Associação dos Antigos Alunos da Politécnica, mantém o sonho de vê-lo restaurado e transformado no Museu da Engenharia ou da Tecnologia. |
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Em 1886, recebeu este nome em homenagem aos três irmão Andradas: José Bonifácio, Antonio Carlos e Martim Francisco. Antes foi a Rua da Pedra do Aljube, porque era o caminho para a Pedreira da Conceição, nas proximidades da Prisão Eclesiástica do Aljube e depois Rua do Fogo, porque atravessava uma chácara onde se fabricavam fogos de artifício. Nesta rua estabeleceu-se em 1767 o Padre Ventura com sua Casa de Ópera ou Ópera dos Vivos, um primitivo teatro onde os figurantes eram homens e não bonecos, como era habitual, este teatro foi destruído em 1769 por um incêndio. Nesta rua foi também organizada oficialmente a Maçonaria no Brasil, em 24 de junho de 1821, com a Loja Comércio e Arte. Era uma rua bastante abandonada que só recebeu calçamento em 1839, mas nela funcionou a primeira indústria a vapor do Brasil, em 1864, uma fábrica de chocolate. |
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