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CENTRO - PRAÇA DA REPÚBLICA



Praça da República - Sua História

A atual Praça da República, foi um depósito de lixo e esgoto colonial, sobre o terreno alagadiço aterrado pelo Conde de Resende, Vice-Rei do Brasil. No início do século XVIII, ainda era um campo de cajueiros e ficava fora da cidade, que terminava na Rua da Vala, hoje Uruguaiana, nesta época chamava-se Campo de São Domingos. Mais tarde passou a chamar-se Campo de Santana e a partir de 1822, por ordem de D. Pedro I, passou a ser o Campo da Aclamação, devido ao fato histórico da Aclamação do Primeiro Imperador do Brasil, ocorrida em 12 de outubro de 1822. Em 1831, possuía três nomes: era para uns o Campo de Honra; para outros o Campo da Regeneração e ainda o Campo da Liberdade. Em 1889, com a Proclamação da República passou a ser finalmente a Praça da República.

No século XIX, a praça separava a "Cidade Nova" da "Cidade Velha". Em 1873, foi reurbanizada, sendo demolido um antigo chafariz de 1818 e casas humildes de trabalhadores. Na época da Proclamação da República, nela morava, próximo da Casa da Moeda, o Marechal Deodoro da Fonseca, numa casa ainda hoje preservada, desta casa o Marechal saiu para proclamar a República. Em 1870, existia na praça um grande picadeiro, onde os candidatos a cocheiro de tílburis aprendiam o ofício e prestavam exames.

Gravuras copiadas da Revista Nossa História – número 18 de abril 2005, texto: "Cego Furor Homicida" de Cristopher Burden
pág. 64 e 65. Quartel no Campo de Santana e Igreja no Campo de Santana.

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Praça da República - Atualmente

A primeira foto mostra uma vista da região onde se localiza o Campo
de Santana, que é a grande área verde, no meio dos prédios da Av.
Presidente Vargas, da Praça da República que a circunda e quase
se confunde com o Campo e de uma parte do Bairro do Estácio.
Dentro do campo funciona a Escola Municipal Campos Sales.

Este imenso parque, foi inaugurado em 1880, urbanizado e ajardinado pelo arquiteto inglês Augusto Glaziou, autor também do Jardim atual do Passeio Público e dos jardins dos Palácios Imperiais: de Petrópolis e da Quinta da Boa Vista. Na foto tirada de um prédio da Av. Presidente Vargas, pode se ver a Igreja de São Jorge e a Biblioteca Pública Estadual, localizada na esquina da Avenida com a Praça da República.

A segunda foto tirada de dentro do Campo de Santana, mostra a clareira central com um Monumento à República e tem ao fundo o prédio onde funcionou o Ministério da Guerra e hoje funciona o Comando Militar do Leste.

Vistas dos jardins do Campo de Santana


Casa onde residiu o Marechal Deodoro da Fonseca.

Igreja de São Jorge, localizada na esquina da Rua da Alfândega.


Prédio do Arquivo Nacional

O prédio mostrado nas duas fotos acima abrigou, a partir de 1868, a antiga Casa da Moeda, que nele funcionou até 1983. É uma jóia do Estilo Neoclássico da cidade, tendo sido construído depois de 1859, pelos engenheiros Teodoro Antonio de Oliveira e Antonio Francisco Guimarães Pinheiro em pedra gnaisse. Possue um pórtico de acesso que lhe dá uma composição erudita e refinada, apresenta três frontões na mesma fachada, solução que lhe confere uma grandeza e eloquência palaciana. O prédio foi restaurado e hoje abriga o Arquivo Nacional, que já teve sua sede em um prédio do outro lado da Praça.

Prédio que foi a residência do Barão de Ubá e que já abrigou o Arquivo Nacional. Sua feição Neoclássica é resultante de sucessivas
reformas anteriores a 1818, suas características originais são desconhecidas. Seu pórtico central monumental, em cantaria alinhado
com a rua, possue dez metros de altura. O prédio encontra-se atualmente em condições bastante precárias.


Prédio onde funciona a Faculdade de Direito da
Universidade Federal do Rio de Janeiro.


Prédio onde funciona o Hospital Souza Aguiar.


A foto acima mostra prédios da Rua da Conceição, próximo
da Praça da República, em primeiro plano a lateral do prédio do
antigo Arquivo Nacional. A foto ao lado mostra um trecho da Rua
República do Líbano esquina com Rua Visconde do Rio Branco,
próximas da Praça da República.



Quartel Geral do Corpo de Bombeiros.

Capela ao lado do prédio do Corpo de Bombeiros.
Quartel Geral do Corpo de Bombeiros

Em 1864, foi instalado no Rio de Janeiro, o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte, que havia sido criado em 1856. O prédio atual foi inaugurado no Governo de Rodrigues Alves, com sua dupla fachada, a outra dando para a Rua do Senado. Foi projetado por Francisco Marcelino de Souza Aguiar e construído entre 1898 e 1903. É uma interessante aplicação da estrutura metálica, própria da Revolução Industrial.

As dependências internas ficam em volta de um grande pátio de notável estrutura aparente de aço importado da Alemanha. Representa uma grande obra de engenharia do século XIX, mas se foi assumido no Modernismo, na época de sua construção era considerado de mau gosto, por esta razão teve que ser composto com uma fachada acadêmica, onde se destaca sua alta torre. Possue em seu interior um Museu Histórico do Corpo de Bombeiros.

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Região da Central do Brasil

A região da Central do Brasil é um entroncamento metrô-rodo-ferroviário de grande importância para a cidade, porque diariamente são milhares de cariocas e fluminenses que circulam pela região. É o principal pólo de ligação do Rio de Janeiro com a periferia do Município.

A Estrada de Ferro Central do Brasil, é o ponto final dos trens que trafegam pela cidade, mas já foi ligação ferroviária entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Foi criada em 9 de fevereiro de 1855, quando o Governo Imperial firmou contrato com o engenheiro inglês Edward Price para a construção da primeira seção de uma estrada de ferro que visava promover, a partir do Município da Corte uma completa integração do território brasileiro sobre trilhos, na época foi chamada de Estrada de Ferro D. Pedro II.

Sua estação principal foi construída no local onde existia a primeira Igreja da Confraria de Santana, formada pelos negros. Esta Igreja foi demolida em 1855, para dar lugar à primeira Estação D. Pedro II da qual partiriam, em 1858, os primeiros trens da cidade, que iam até Queimados e serviam principalmente para transportar mercadorias. Em 1864, a Estrada de Ferro atingiu o Município de Barra do Piraí, em 1871, Porto Novo do Cunha, para escoar a produção das fazendas do interior para o Porto do Rio de Janeiro e em 1877 a Estrada ligava o Rio de Janeiro a São Paulo. om da Proclamação da República, em 1889, a Estrada de Ferro teve seu nome alterado para Estrada de Ferro Central do Brasil.

A Estação ganhou um prédio novo em 1865, que foi feito seguindo a planta do engenheiro Jorge Radmarker, foi depois reformulado por Pereira Passos, que dirigiu a empresa por duas vezes. Em 1937 dela partiram os primeiros trens elétricos, inaugurados pelo Presidente Getúlio Vargas e pelo seu então Diretor, o General Mendonça Lima, em cuja gestão teve início a constução de sua monumental estação atual.

O Terminal Américo Fontenelle é um terminal de ônibus intermunicipais e existe na região uma importante estação do Metrô do Rio. Nesta região foi aberto o primeiro túnel da cidade, o Túnel João Ricardo, em 1921, ligando a Central ao Bairro da Saúde.

No Morro da Providência, que fica atrás da Central surgiu a segunda favela da cidade, em 1897, com a ocupação do Morro pelos soldados da Campanha de Canudos e que ao retornarem não tinham onde morar. Nesta época ele se chamava Morro da Favela, que era o nome de um lugar próximo de Canudos, onde os soldados ficaram. O nome com o tempo foi generalizado para todos os locais que apresentavam o mesmo tipo de ocupação, fazendo nascer as favelas, que depois viriam a ocupar grande parte dos morros da cidade. Esta foi a segunda favela porque em 1893 já havia ocorrido uma ocupação semelhante no Morro de Santo Antonio.

Outro ponto de destaque da região é o Palácio Duque de Caxias, construído no local onde o Conde de Linhares ergueu o primeiro quartel da cidade. O prédio foi a sede do antigo Ministério do Exército e hoje nele funciona o Comando Militar do Leste, num prédio construído entre 1937 e 1941, na época do Governo de Getúlio Vargas, projetado por Cristiano Stockler das Neves. Seu nome foi dado em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, Patrono do Exército Brasileiro, na frente do prédio existe o Panteão erguido para Caxias.







Vistas da região da Central do Brasil. A primeira foto mostra o prédio do primeiro Quartel da cidade construído pelo Conde de Linhares em foto de Marc Ferrez de 1895, copiada do site: www.fotosite.com.br/novo_futuro/ler_coluna.php?id=375. A segunda mostra a região atualmente, com o prédio da Estação D. Pedro II e do antigo Ministério da Guerra, hoje Comando Militar do Leste tirada da Avenida Presidente Vargas. A terceita e a quarta mostram a região vista do Bairro de Santa Teresa.

Estação D. Pedro II

A atual Estação D. Pedro II, foi construída entre 1946 a 1945, projetado por Roberto Magno de Carvalho e pelo Escritório Robert R. Prentice, no Governo de Getúlio Vargas.

Seu prédio é de estilo aerodinâmico com abas baixas, que mordem na esquina a torre do relógio e tem sua verticalidade realçada por descer até o solo. Outros aspectos a serem considerados no prédio são: o coroamento escalonado da torre e o espaço bem iluminado da gare. Possui uma torre de 135 metros de altura, que tem no seu topo o famoso relógio da Central do Brasil, que permite que de vários pontos da cidade se possa ver a hora.



Vista do prédio da Estação D. Pedro II.

Vista do prédio anexo à Estação D. Pedro II, onde funciona a
sede da Companhia Brasileira de Transportes Urbano.

Destaque do prédio.

Destaque da torre do prédio.

Comando Militar do Leste

Palácio Duque de Caxias é o nome do majestoso prédio que fica em frente à Praça da República e ao lado da Estação D. Pedro II. Nele funcionou o Ministério da Guerra durante o tempo em que o Rio de Janeiro foi capital da República, hoje nele funciona o Quartel-General do Comando Militar do Leste, que é um dos Comandos Militares de Área do Brasil, responsável pela 1a Região Militar e 1a Divisão de Exército, com sede no Rio de Janeiro e pela 4a Região Militar e 4a Divisão de Exército, sediadas em Belo Horizonte.

O prédio foi erguido na área onde antes funcionava o antigo Quartel General, construído no século XIX. Foi projetado por Christiano Stockler das Neves e inaugurado em 1941, quando foi aberta a Avenida Presidente Vargas, durante o Governo de Getúlio Vargas. É um modelo exemplar de Art-Deco da cidade, que tem seu mais expressivo conjunto urbanístico-arquitetônico contínuo nas construções da Esplanada do Castelo.

A sua fachada principal perdeu o Estilo Eclético do primeiro Quartel, que no entanto foi mantido na fachada lateral de argamassa coroado pela grande águia de cimento.

O prédio foi marco por muitos episódios importantes da História do Brasil, nele ocorreram a Aclamação de D. João VI como rei de Portugal, o Dia do Fico, a Aclamação de D. Pedro I como Imperador do Brasil e, posteriormente, sua abdicação, o Juramento Constitucional de D. Pedro II e a Proclamação da República, entre muitos outros.

Dele partiu a Força Expedicionária Brasileira para sua campanha na Itália na 2ae Guerra Mundial e dele partiram, em 1945, os comandos para a operação que resultou na deposição do Presidente Getúlio Vargas.

Em 1949 foi inaugurado, em frente ao prédio, o Panteão Duque de Caxias, com uma estátua eqüestre do Patrono do Exército de autoria de escultor Rodolfo Bernadelli.



Duas vistas do Palácio Duque de Caxias com uma iluminação
que o torna ainda mais majestoso.




Vista do prédio do Comando Militar do Leste.

Detalhe da fachada do prédio.


Vistas da fachada lateral do prédio do Comando Militar do
Leste, em frente à Estação D. Pedro II. Esta fachada pertenceu
ao antigo Quartel General.

Panteão de Caxias, Patrono do Exército Brasileiro, em frente ao prédio do Comando Militar do Leste.


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