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CENTRO - AVENIDA RIO BRANCO

SUAS TRANSVERSAIS II



Rua do Rosário

A Rua do Rosário recebeu este nome em homenagem
à Igreja da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário,
que na verdade ficava localizada na Rua da Vala, atual Rua
Uruguaiana
. Nesta rua funcionou a primeira escola de pintura
e de desenho, fundada por Manuel Dias, apelidado
de "Romano", porque estudou em Roma. Nela foi instalado,
depois de 1840, o "Pensionat de Jeunes Demoiselles",
o mais famoso colégio da Corte, que ensinava francês
e boas maneiras.

Na Rua do Rosário morou o Dr. José Francisco Sigaud,
médico da Família Imperial e nela tiveram escritórios os
mais célebres advogados, médicos e engenheiros do Brasil,
entre eles: Rui Barbosa; Saldanha Marinho; Afonso Celso;
Furquim Werneck e Pecegueiro do Amaral.

Vista da Rua do Rosário, tirada da Avenida
Rio Branco, tendo ao fundo a Igreja de Nossa
Senhora do Rosário e São Benedito.



Prédio onde funcionava o Simpatia tradicional restaurante
da cidade, já fechado e que pertence à Irmandade da Igreja
de Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte
, na esquina
com a Rua do Rosário. Este prédio é um dos remanescentes
dos prédios originais da Avenida.

Este prédio foi premiado no Concurso de Fachadas
promovido, em 1904, para estimular a execução
de projetos para a Avenida Central, então
em construção.


Igreja de Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte,
pertencente à Irmandade, é uma das poucas da cidade em
que o espaço interno resulta da concepção arquitetônica e da
construção, prescindindo da talha como elemento de
reelaboração formal.

Seu projeto foi de autoria do Brigadeiro José Fernandes Pinto
Alpoim, em 1735. A fachada sofreu sucessivas reformas, tem
frontão e campanário do século XX, mas preserva a portada
central que foi projetada por Mestre Valentim, autor também
da Capela-mor. Nela também trabalhou Inácio Ferreira Pinto
entre 1785 e 1790.


Detalhe da fachada da Igreja de Nossa Senhora da
Conceição e Boa Morte.



Igreja de Nossa Senhora da Conceição e
Boa Morte, colada ao prédio onde funcionou
o Restaurante Simpatia.



Portada de Mestre Valentim.



Interior da Igreja de Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte

Vista do altar-mor.


Detalhe do interior da Igreja, com seu altar de prata.
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A Rua Sete de Setembro

Em meados do século XVII, por volta de 1646, tendo a vala que escoava a água da Lagoa de Santo Antônio se tornado insuficiente, foi construído um conduto de pedra e cal, chamado "o cano" como derivação da vala, pela Câmara Municipal, quando a cidade era governada por Duarte Correia Vasqueanes. O cano seguia em linha reta até o Terreiro do Carmo, hoje Praça XV de Novembro, para escoar as águas em excesso. O traçado deu origem a uma via de trânsito que até meados do século XIX, se chamou Rua do Cano e em 1856 veio a chamar-se Rua Sete de Setembro.

O cano inicialmente chegava até aos muros do Convento do Carmo, aí era desviado e passava por baixo do Convento e o caminho terminava na Rua do Carmo. Em 1853, foi demolida a Capela do Senhor dos Passos e os muros do Convento para que a rua pudesse seguir até o Largo do Paço. A partir do Governo de Gomes Freire de Andrada, o cano passou a ser utilizado para levar água do Chafariz da Carioca ao Chafariz do Largo do Paço. Só veio a perder seu aspecto de viela em 1902, na modernização da cidade realizada pelo Prefeito Pereira Passos.


Esquina da Rua Sete de Setembro com a
Avenida Rio Branco, vendo-se ao fundo
a alta torre da Igreja da Sé do Carmo,
na Rua Primeiro de Março.

Esquina da Rua Sete de Setembro com a Avenida Rio
Branco, do lado que vai para a Rua Uruguaiana.
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Rua Gonçalves Dias

A Confeitaria Colombo já foi um elegante endereço do Centro do Rio de Janeiro, oferecendo uma moldura para a vida intelectual mundana da cidade, com um extenso rol de clientes célebres. Hoje resta apenas o belo edifício erguido para a Patisserie Colombo, em 1894. O salão de chá no segundo andar foi construído em 1922, possue uma clarabóia visível do térreo através da abertura na laje, que aumenta o pé direto do térreo. Os grandes espelhos fabricados em Antuérpia têm molduras esculpidas em jacarandá e o espaço é complementado pelos móveis desenhados por Antônio Borsoi.


Fachada da Confeitaria Colombo.

Interior da Confeitaria, no andar térreo.

Vista do teto da Confeitaria, com sua
imensa clarabóia.

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Rua da Assembléia

A Rua da Assembléia até 1711, chamou-se Rua de São Francisco e Rua Padre Bento Cardoso, passou depois a chamar-se Rua da Cadeia, em virtude da localização da Cadeia Velha, onde hoje está localizado o Palácio Tiradentes e passou a ser a Rua da Assembléia, em 1853, em virtude de no mesmo lugar ter sido localizada a Câmara dos Deputados do Império. Em 1821 seu nome foi substituído para República do Peru, mas foi revogado em 1937. Um dos primeiros moradores da Rua foi Pedro Cubas, filho do fundador da cidade de Santos.


Prédio na esquina da Rua da Assembléia, remanescente dos
prédios originais, tem em seu térreo a loja Victor Hugo.

Vista da Rua da Assembléia, que cruza
com a Avenida Rio Branco.

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Avenida Nilo Peçanha


A primeira foto mostra o cruzamento da Avenida Rio Branco
com a Avenida Nilo Peçanha, vendo-se a Praça Henrique Lage,
a segunda mostra prédios da Avenida Nilo Peçanha e a terceira
mostra uma vista da esquina com a Avenida Rio Branco vendo-se
o prédio onde funcionou a sede do Banco do Estado da Guanabara,
posteriormente Banco do Estado do Rio de Janeiro - BANERJ,
construído em 1965.



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Avenida Evaristo da Veiga e Rua Treze de Maio


Vista do início da Rua Evaristo da Veiga, na
Cinelândia, onde se localiza a Câmara dos
Vereadores da Cidade do Rio de Janeiro e o
Teatro Municipal.


Vista do prédio da esquina da Rua Treze de Maio,
onde funciona a sede do Cordão do Bola
Preta, tradicional Clube Carnavalesco, cujo desfile no
sábado de Carnaval abre o Carnaval carioca.

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Outras Ruas Próximas



Vistas do Beco das Cancelas, pequena rua paralela às: Av. Rio Branco e Rua Primeiro de
Março, localizada entre elas. Na primeira pode se ver como as ruas da cidade eram estreitas e
também o seu calçamento antigo com um vão no meio por onde corria a água. A segunda
apresenta uma vista da esquina do Beco das Cancelas com a Rua do Rosário.


Travessa do Comércio, com vista de um prédio
localizado na esquina com a Rua do Ouvidor,
podendo se ter uma mostra de como eram
os prédios antigos da cidade: em baixo uma casa
comercial cujas portas davam diretamente para
a rua e em cima residência, no caso com dois
andares, toda ladeada de grade para onde
davam todas as janelas da residência.

Vista da Avenida Almirante Barroso, tendo
ao final a Praça do Expedicionário,
na Avenida Presidente Antonio Carlos.





 
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