Centro Rua 1º de Março Esplanada Castelo Praça XV de Novembro Largo da Carioca Praça da República Av. Presidente Vargas Largo de S. Francisco
Avenida Rio Branco Praça Mauá Praça Marechal Âncora Lapa Santa Teresa Avenida Chile Praça Tiradentes

CENTRO - AVENIDA RIO BRANCO

A AVENIDA CENTENÁRIA - 2005



Folheto com as Comemoração do Centenário da Avenida Rio Branco


Vista da Avenida Central

CLUBE DE ENGENHARIA

"Centenário da Avenida Rio Branco"

"Convidamos para participar do Encontro de Comemoração, pelo Clube de Engenharia, do Centenário de Construção da Avenida Rio Branco. Esta comemoração ocorrerá através da realização de uma Exposição sobre a construção da avenida; da apresentação do espetáculo "Da Central a Rio Branco: essa avenida tem história", promovido pelo grupo Poesia Simplesmente; do desfile cívico-popular ao longo da Avenida Rio Branco, organizado pela Confraria do Garoto; da realização de duas mesas-redondas sob o aspecto histórico da avenida e de duas mesas-redondas sob o aspecto atual da avenida, com a participação de palestrantes, depoentes e debatedores altamente qualificados; da apresentação da Banda de Música do Corpo de Fuzileiros Navais, além do Coral Feminino da Marinha; da realização do Painel "100 Anos da Avenida Rio Branco " de enceramento do Encontro, com participação de autoridades federais, estaduais e municipais."

Retorna ao Início da Página



Fatos importantes ocorridos na Avenida em seus Cem Anos


Instituído o concurso de fachadas que previa prédios comerciais de no mínimo três pavimentos e de 10 a 35 metros de frente.

Com 2 km de comprimento e 22m de largura a Avenida Central foi inaugurada com grande pompa, no dia 15 de novembro de 1905, celebrando o aniversário da República.

A Biblioteca Nacional cuja estrutura de ferro fundido é norte americano, foi inaugurada em 1906.

A Escola Nacional de Belas Artes, atual Museu Nacional de Belas Artes, foi inaugurado em 1906.

O Teatro Municipal foi inaugurado no dia 14 de junho de 1909.

A Caixa de Amortização, inaugurada em 1906, situa-se em local privilegiado, o round-point de 60m de diâmetro, no encontro da Avenida com a Rua Visconde Inhaúma.

O Palácio Monroe foi o pavilhão de exposição do Brasil na Feira de Louisiana nos Estados Unidos, em 1904 e reproduzido na Avenida em 1906. Foi sede da Câmara dos Deputados e Senado Federal. Em 1976 foi demolido sem nenhuma justificativa aceitável.

Em 1911, a Avenida ganha uma nova e feérica iluminação, é inaugurado o Hotel Avenida e a Galeria Cruzeiro consolida-se como o centro das atividades da cidade.

No dia 10 de fevereiro de 1912 morreu o Barão do Rio Branco e, em sua homenagem, a Avenida recebeu o seu nome.

O Correio da Manhã de 5 de fevereiro de 1916 publica: "...centenas de automóveis alguns lentamente ordenados, subiam e desciam a Avenida, fonfonando alegremente. Em quase todos passavam gentis senhoritas e elegantes criancinhas, lindamente fantasiadas, que alegremente tomavam parte na batalha de lança-perfumes, confeti e serpentinas, que se trava, ali e acolá, em todos os pontos centrais".

O fim da guerra e a vitória das forças aliadas em 12 de novembro de 1918 foi efusivamente comemorado na Rio Branco.

No princípio dos anos 1920, nota-se duas grandes transformações nas imediações da Avenida. Surge a Cinelândia e o Morro do Castelo, berço da cidade, é demolido.

Em 1928 é inaugurado o Café Nice na Galeria Cruzeiro no térreo do Hotel Avenida, ponto de encontro de compositores populares.

Com o fim da revolução de 1930 os gaúchos vitoriosos amarraram seus cavalos no Obelisco localizado no extremo sul da Avenida o que causou grande indignação nos cariocas, que posteriormente amarraram dois gaúchos, nus em pelo, no mesmo monumento.

O desfile da Força Expedicionária Brasileira - FEB em 1945 leva uma multidão entusiasmada à Avenida comemorando o fim da II Guerra Mundial e o êxito dos nossos soldados na Itália.

Em 1952 foi inaugurado o Edifício Marquês de Herval, com 36 andares e fachada ondulada revestida de brise-soleil. Por causa das linhas em ziguezague da sua fachada, foi apelidado de "tem nego beba aí".

Na Avenida, os anos 1960 foram anos de passeata. E, talvez a mais famosa de todas tenha sido a "Passeata dos Cem mil", no dia 26 de junho de 1968, envolvendo artistas, intelectuais, estudantes e trabalhadores numa grande manifestação contra a violência do governo, pedindo o fim da censura e a liberdade de expressão.

A partir da segunda metade do século XX em diante constata-se que a rápida substituição de modelos arquitetônicos ecléticos por edifícios modernistas caminhou de mãos dadas, na Avenida Rio Branco, com a destruição de espaços de convívio que haviam se tornado tradicionais. Um a um, os bares, cafés e confeitarias desapareceram. Cada vez mais a Avenida se tornava lugar de trabalho, de escritórios, de passagem.

Retorna ao Início da Página



Fotos do Desfile Cívico-Popular


A Avenida Rio Branco atualmente.


Vista lateral do Teatro Municipal e do prédio do Clube Naval,
com a Banda de Música do Corpo de Fuzileiros Navais
formada para sua apresentação no desfile.

Banda de Música do Colégio Militar.


Vista geral do desfile comemorativo do
Centenário da Avenida Rio Branco.


Faixa comemorativa do Centenário da Avenida no
prédio do Clube Naval.



Banda de Música da Confraria do Garoto.


Banda de Música do Corpo de Fuzileiros Navais em frente
ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro.


Solenidade de encerramento do desfile em frente
ao Obelisco da Avenida Rio Branco.

Retorna ao Início da Página



A Avenida das Multidões

Nestes cem anos de existência a Avenida Rio Branco foi a Avenida de grandes edifícios e grandes multidões, por ela passaram foliões, ranchos, cordões, sociedades e blocos festejando o Carnaval; por ela passaram grandes passeatas e ocorreram grandes manifestações nos momentos políticos importantes vividos pelo país; por ela passaram pessoas em desfile comemorando grandes feitos como a chegada dos pracinhas da FEB que lutaram nos campos da Itália e também os jogadores de futebol ganhadores das Copas do Mundo de Futebol; nela foram sempre realizados grandes comícios e ela foi palco de manifestações de toda espécie, principalmente na grande Praça que se encontra no final da Avenida – a Cinelândia e no seu cruzamento com a Avenida Presidente Vargas.

Por ela passam ainda hoje, diariamente, milhares de pessoas no seu dia-a-dia de trabalho, indo e vindo em todas as direções, apressadas e distraídas, sem se darem conta de toda a História que esta Avenida tem para contar destes seus cem anos de existência.



O povo carioca festeja na Avenida a vitória da Revolução
em 24 de outubro de 1930.





Enterro de um oficial legalista morto no levante do 3o Regimento
de Infantaria da Praia Vermelha, comandado por Agildo Barata,
em 26 de novembro de 1935. O velório se fez no Clube Militar e
o caixão foi carregado pelo Presidente Getúlio Vargas e por
Antonio Carlos.


Detalhe do Carnaval de rua na Avenida em 1940.

Terça-feira de Carnaval na Avenida em 1940.


Comício de estudantes contra o Eixo, na
Cinelândia, em 27 de junho de 1942.


Desfile da Força Expedicionária Brasileira, na Avenida,
depois da II Guerra Mundial, no retorno ao país,
em 15 de julho de 1945.


Desfile de Escola de Samba na Avenida,
como parte dos festejos da criação do
Estado da Guanabara, em 21 de abril de 1960.


Manifestação da União Nacional dos Estudantes na Cinelândia em
1963, em apoio às Reformas de Base preconizadas pelo Presidente
João Goulart.


A Marcha da Vitória, da Campanha da Mulher pela Democracia,
que percorreu a Avenida e encerrou-se na Esplanada do Castelo,
em 2 de abril de 1964.


Passeata estudantil na Cinelândia, após a morte do estudante
Édson Luís de Lima Souto, morto em conflito com a Polícia
Militar, no Restaurante do Calabouço, em 28 de março de 1968.



Passeata que reuniu cem mil manifestantes na Avenida em 26
de junho de 1968, contra o Regime Militar, como resultado
do processo desencadeado pela morte do estudante Édson Luís.



O grande Comício das Diretas Já no
Rio de Janeiro, em frente à Candelária,
no cruzamento das Avenidas Rio
Branco e Presidente Vargas, em 1985.
Foto tirada da Internet.


Observação: As fotos acima foram tiradas da Coleção Nosso Século da Editora Abril.


Retorna à página CENTRO
Retorna ao início da página