Centro Rua 1º de Março Esplanada Castelo Praça XV de Novembro Largo da Carioca Praça da República Av. Presidente Vargas Largo de S. Francisco
Avenida Rio Branco Praça Mauá Praça Marechal Âncora Lapa Santa Teresa Avenida Chile Praça Tiradentes

CENTRO - AVENIDA RIO BRANCO

CINELÂNDIA IV



Museu Nacional de Belas Artes - Seu Acervo

O prédio construído entre 1906 e 1908, passou a abrigar o Museu Nacional de Belas Artes em 1937, quando era Ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema. O Museu possue um acervo de cerca de 20 mil peças de arte decorativa e popular e nele tem sido realizadas grandes exposições internacionais.

O Museu possui dois corredores, um à direta de quem entra por sua entrada principal e outra à esquerda, nestes corredores está em exposição permanente a coleção de obras que forma o Acervo Greco-Romano do Museu. Ao longo destes corredores e na parte posterior do prédio ligando os dois corredores existem salas com o restante do acervo do Museu dividida em: Arte do Período Colonial; Arte do Século XIX; Sala Portinari. Ainda existem salas atrás e também na entrada do prédio que abrigam exposições temporárias nacionais e internacionais.




Galerias de Esculturas Greco-Romanas



As duas fotos acima mostram os dois corredores que abrigam o Acervo Greco-Romano, a primeira a Galeria da Direita e a segunda a Galeria do Esquerda. As Galerias mostram diversas reproduções de esculturas gregas e romanas colocadas em nichos, formando um belíssimo conjunto. A primeira galeria tem em seu centro, em destaque uma grande escultura da Victoria de Samotracia encontrada em 1863 na Ilha de Samotracia, em uma das últimas moldagens do original em mármore existente no Museu do Louvre, em Paris.

Esculturas Greco-Romanas que se encontram na Galeria da Direita



Três vistas da Escultura da Victoria de Samotracia em destaque no meio do imenso corredor, rodeada por um conjunto de obras que são reproduções de esculturas greco-romanas.




As três esculturas acima representam: O Discóforo, escultura grega do século I - II a.C em reprodução de Autor Desconhecido seguindo Narcides em obra do século V - VI d.C.; Sileno com Dionísio / Baco Pequeno escultura do século I-II d.C. em reprodução de Autor Desconhecido e Démostenes escultura grega dos anos 384 a 322 a.C. em reprodução de Autor Desconhecido seguindo Polieucto em obra de 280 a.C.. A obra original de Demóstenes encontra-se nos Museus do Vaticano em Roma, as outras duas são do Museu do Louvre em Paris.

As esculturas abaixo representam três versões da deusa grega Afrodite que é a romana Vênus: Afrodite, dita de Milus escultura de cerca de 100 a.C. em reprodução de Autor Desconhecido; Afrodite Agachada ou se Banhando em reprodução de Autor Desconhecido seguindo Doidalsas da Bitínia, Grécia Antiga, hoje Turquia, em obra da primeira metade do século III a.C. e Afrodite, dita de Arles escultura grega de Praxíteles dos anos 390 a 330 a.C. em reprodução de Autor Desconhecido. O original da Afrodite Agachada encontra-se no Museu dos Uffizi em Florença, as outras duas são do Museu do Louvre em Paris.





As duas esculturas representam: Os Lutadores, escultura do século século III a.C., em reprodução de Autor Desconhecido e Apolo Matador de Lagarto, escultura grega de Praxíteles dos anos 390 a 330 a.C., em reprodução de Autor Desconhecido seguindo autor do século I - II d.C.. O original da primeira encontra-se no Museu dos Uffizi em Florença, o da segunda no Museu do Louvre em Paris.


Esculturas Greco-Romanas que se encontram na Galeria da Esquerda



As três esculturas acima representam: Ártemis / Diana Caçadora, dita de Versalhes, escultura grega do século I - II d.C em reprodução de Autor Desconhecido seguindo Leocaris em obra da Grécia Antiga do século IV a.C.; Centauro montado por Eros/Amor/Cupido, escultura do século I-II d.C. em reprodução de Autor Desconhecido e Oferenda de Pílades, com cabeça de Antínoo e Orestes cerca de 10 a.C. a 130-138 d.C em reprodução de Autor Desconhecido. As duas primeiras obras tem seu original no Museu do Louvre em Paris a última é do Museu do Prado em Madri.

As esculturas abaixo representam: Adônis, dito Centocelle, escultura de 120 a 140 d.C. em reprodução de Autor Desconhecido; Dionísio /Baco, dito de Richelieu, escultura do Século II a. C. em reprodução de Autor Desconhecido e Guerreiro Combatendo de cerca de 100 a.C., segundo Agasias de Éfeso, escultura do Século II a I a.C., em reprodução de Autor Desconhecido. O original de Adônis é dos Museus do Vaticano, os do Guerreiro e de Dionísio do Museu do Louvre em Paris.







As três esculturas acima representam: Marcelo (Marcos Cláudio Marcelo, Roma, Itália, escultura de 42 a.C. - Baia, Itália, escultura de 23 a.C.) como Hermes / Mercúrio Iogo tipo Luodovisi do Século I d.C. em reprodução de Autor Desconhecido seguindo Cleómenes em obra do século V a.C.; Lacoonte e seus filhos, em reprodução de Autor Desconhecido seguindo Agesandro, Artenodoro e Polidoro, possilvelmente entre 42 e 20 a.C. e Filopemene ferido, escultura de (Megalópolis [Sinasu], Grécia Antiga, 253 a.C. - Mesene 184 a.C.) em reprodução de Autor Desconhecido seguindo Pierre Jean David, dito David D'Angers 1788-1856. A obra original de Lacoonte encontra-se nos Museus do Vaticano, as outras duas são do Museu do Louvre em Paris.


A escultura acima representa: Apolo dito do Belvedere, escultura de 130 a 140 d.C. segundo obra de 330-320 a.C., em reprodução de Autor Desconhecido seguindo possivelmente Leocares, Grécia Antiga Seculo IV a.C.. O original encontra-se nos Museus do Vaticano. As duas fotos ao lado mostram: a primeira a sequência de esculturas do lado direito da Galeria e a segunda as do lado esquerdo.




Galeria de Arte do Período Colonial



Mostra das salas onde fica a Galeria de Arte Colonial do Museu, que reúne peças do mobiliário religioso e laico, importantes para a produção artística do Brasil Colonial, além de pinturas de artistas da chamada Escola Fluminense de Pintura, formada por artistas do Rio de Janeiro entre o Século XVII e início do Século XIX.

A criação da Real Escola de Artes, Ciências e Ofícios no Rio de Janeiro, fez com que arte produzida no Brasil sofresse uma transformação radical.





As fotos acima mostram: a primeira uma imagem da Imaculada Conceição esculpida entre 1701 e 1800 junto com uma de Nossa Senhora do Milagre de Nazaré, ambas de Autor Desconhecido e um Oratório Ermida do Nordeste do Século XIX de Autor Desconhecido.

As fotos abaixo mostram três Oratórios de autores desconhecidos: o primeiro um Oratório de Salão de Minas Gerais do Século XVIII com imagem de Santo Antônio e Nossa Senhora do Monte do Carmo; o segundo um Oratório Ermida de Diamantina, Minas Gerais do Século XVIII e o terceiro um Oratório de São Domingos de Gusmão e São Gonçalo do Amarante esculpido entre 1701 e 1800.





Galeria de Arte Brasileira do Século XIX e Início do Século XX

A Galeria de Arte Brasileira do Século XIX que alcança também obras do início do Século XX, tem como objetivo mostrar pinturas que ilustram os períodos do neoclassicismo, do romantismo e algumas de suas variações, do realismo como temporão do impressionismo e a experimentação simbolista, entre outras.

Ao conjunto foi acrescido uam seleção de esculturas do período formativo de artes visuais no Brasil. São apresentadas na Galeria obras importantes sob a guarda do Museu Nacional de Belas Artes ausentes há décadas, além de obras inéditas nunca antes exibidas.

Salas nas quais estão expostas a Coleção de Arte Brasileira do Século XIX e início do Século XX








Rodolfo Bernadelli, escultor, Henrique Bernadelli, pintor, e Félix Bernardelli, pintor e músico, são conhecidos como os Irmãos Bernadelli, viveram do Brasil e tiveram muita influência nas artes deste período. Rodolfo nasceu no México em 1852 e faleceu no Rio de Janeiro em 1931, tendo se naturalizado brasileiro em 1874 e Henrique nasceu em Valparaiso, no Chile em 1858 e faleceu no Rio de Janeiro em 1936, Félix é menos conhecido. Os irmãos deixaram o México em 1866 e depois de passarem pela Argentina e Chile chegaram ao Rio Grande do Sul em 1870, depois se transferiram para o Rio de Janeiro.

José Maria Oscar Rodolfo Bernadelli foi o mais importante dos irmãos, ao chegar ao Rio foi estudar na Academia Imperial de Belas Artes na qual depois passou a ser professor de Escultura Estatuária até 1910. Com a Proclamação da República foi incumbido de reformar a Academia que se transformou na Escola Nacional de Belas Artes e passou a ser seu Diretor e como tal lutou pelo espaço hoje ocupado pelo Museu por ocasião da Abertura da Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco.

Foi o maior escultor do período e suas obras estão espalhadas pela cidade até nossos dias, como exemplo podemos citar:

Rodolfo e Henrique Bernadelli deram nome a uma Praça em Copacabana - a Praça Irmãos Bernadelli, na qual existe uma escultura em homenagem aos dois irmãos.

Henrique Bernadelli foi um importante pintor, tendo sido Professor da Escola Nacional de Belas Arte entre 1891 e 1905. Deixou importantes obras na decoração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e na Biblioteca Nacional.

Obras dos Irmãos Bernadelli: Rodolfo, escultor e Henrique, pintor expostas no Museu.



A primeira foto ao lado mostra um coleção de pequenas esculturas de Rodolfo Bernardelli, a segunda e a foto acima mostram "Davi" escultura de 1875, com a escultura inteira e um detalhe da cabeça de Golias.

As três fotos abaixo mostram: as duas primeiras "Cristo e a Mulher Adúltera", escultura de 1884, em duas diferentes vistas e a terceira é uma Maquete para o Monumento a José de Alencar.








As duas primeiras fotos acima mostram a Maquete para o Monumento "A Descoberta do Brasil" escultura realizada em 1899 em duas diferentes vistas. A última foto mostra o Busto de Domingos José Gonçalves de Magalhães - Visconde de Araguaia, escultura de 1876.


A foto acima é da escultura "Faceira" de 1880, a primeira foto ao lado e uma escultura belíssima de "Moema" de 1895 representativa do Período do Indianismo uma vertente do movimento romântico nas artes visuais. A segunda é uma pintura de Henrique Bernadelli, "Tarantela", píntada enttre 1878 e 1886.






Três obras de Henrique Bernadelli: a primeira "Os Bandeirantes", óleo sobre tela; a segunda "Messalina, 1878/1886", óleo sobre tela e a terceira "Paisagem Romana, Itália, 1878/1885", óleo sobre tela.
Obras de Jean-Baptiste Debret nascido na França em 1768 e falecido na França em 1848 e Nicolas-Antoine Taunay nascido da França em 1756 e falecido na França em 1830, que fizeram parte da Missão Artística Francesa

As fotos ao lado mostram duas obras de Nicolas-Antoine Taunay: "Vista da Baía do Rio e do Largo da Carioca tomada do Jardim do Convento de Santo Antônio" e "Entrada da Baía e da cidade do Rio, a partir do terraço do Convento de Santo Antônio em 1816", ambas pintadas em 1816. A foto acima, de Jean-Baptiste Debret é o retrato de D. João VI, pintado em 1817.




A fotos acima mostram duas obras de Jean-Baptiste Debret: "Estudo para Desembarque de D. Leopoldina no Brasil" pintada em 1817 e "Estudo para Sagração de D. Pedro I".

Outras esculturas do Século XIX




As três esculturas acima mostram: "Alegoria do Império Brasileiro" de 1872, obra de Francisco Manuel Chaves Pinheiro (Rio de Janeiro - 1822 a 1884); Busto da Baronesa de Sorocaba de 1829, obra de Marc Ferrez (França - 1798 a Rio de Janeiro - 1899), escultor que fez parte da Missão Artística Francesa e Busto de Tiradentes - Joaquim José da Silva Xavier, obra de Décio Vilares (Rio de Janeiro - 1851 a 1931).



As duas esculturas acima mostram: "D Pedro I [Imperador do Brasil]", de 1828, obra de Francesco Benaglia (Roma, Itália,1787-1846) em mármore esculpido, e Ator João Caetano interpretando Oscar da peça "Oscar, o filho de Assien" de Antoine-Vincent Arnault, de 1860, obra de Francisco Manuel Chaves Pinheiro (Rio de Janeiro - 1822 a 1884) em gesso patinado.

Pinturas importantes da época do Império



"Batalha dos Guararapes" quadro encomendado pelo Governo Imperial em 1879. Foi exposto na Exposição Geral da Academia Imperial das Belas Artes em 1879 juntamente com o quadro Batalha do Avahy. É obra do pintor Vitor Meirelles, nascido nem Florianópolis em 1832 e falecido no Rio de Janeiro em 1903


"Batalha de Avahy" quadro pintado entre 1872 e 1877 em Florença na Itália. A gigantesca obra retrata em um tom dramático um episódio da Guarra do Paraguai. É a maior pintura de cavalete da história da arte brasileira. Depóis de exposto em Florença, foi exposto no Largo do Paço e em 1879 fez parte da Exposição Geral da Academia Imperial das Belas Artes.

É obra do pintor Pedro Américo, nascido em Pernambuco em 1843 e falecido em Florença na Itália em 1905. A primeira foto mostra a obra de Pedro Américo na sala do Museu tendo em primeiro plano a escultura Estudo para a Estátua Equestre de D. Pedro I de 1857, obra de Louis Rochet, nascido em 1813 e falecido em 1878, na França. As demais fotos mostram outras visões do quadro Batalha do Avahy e a última o Brasão Imperial de D. Pedro II colocado na moldura da obra.







As fotos acima mostram duas telas do pintor Vitor Meirelles: a tela "A Primeira Missa no Brasil"pintada entre 1859 e 1860, é uma obra que ao longo do tempo tornou-se conhecida dos brasileiros e foi a primeira obra de um artista brasileiro a ser exposta no Salon de Paris em 1861. Participou em 1862 da Exposição Geral da Academia Imperial das Belas Artes e seu autor foi agraciado com a Ordem da Rosa, entregue pelo Imperador D. Pedro II e a obra um estudo para "Combate Naval de Riachuelo" pintada entre 1868 e 1872.

As fotos abaixo mostram: a tela "Nóbrega e seus Companheiros", obra de Manuel Joaquim Corte Real pintada cerca de 1843 e a tela "Iracema", obra de José Maria de Medeiros nascido em Açores em 1849 e falecido no Rio de Janeiro em 1925, pintada em 1884.





As fotos acima mostram duas visões da tela "Elevação da Cruz em Porto Seguro, Bahia", pintada em 1879 pelo pintor Pedro Peres, nascido em Portugal em 1850 e falecido no Rio de Janeiro em 1923. As fotos abaixo mostram: a tela "Deposição de Jesus Cristo", obra de Léon Palliére, nascido no Rio de Janeiro em 1823 e falecido em Paris em 1887 e a tela "Poema à Virgem" do pintor Firmino Monteiro, nascido em 1855 e falecido em 1888 no Rio de Janeiro.






As três telas mostram: "Retrato do Maestro Francisco Manuel ditando o Hino Nacional a suas Enteadas" de 1850, obra de José Correia de Lima, nascido em 1814 e falecido em 1857 no Rio de Janeiro; "Retrato do Imperador D. Pedro II", obra de Antônio Araújo de Sousa Lobo e "Rua Direita" atual Rua Primeiro de Março, de 1907 obra de Gustavo Dall'Ara, nascido na Itália em 1865 e falecido no Rio de Janeiro em 1923.

Avenida Rio Branco Palácio Monroe Mapa do Centro do Rio de Janeiro
antes da construção da Avenida Central
Cinelândia I Cinelândia II Cinelândia III

Cinelândia IV

Suas Transversais I Suas Transversais II Um Novo Meio de Transporte
no Centro do Rio
A Avenida Centenária - 2005



Retorna à página CENTRO
Retorna ao início da página