CINELÂNDIA II
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O prédio da Biblioteca Nacional foi construído entre 1905 e 1910, pelo arquiteto Francisco Marcellino de Souza Aguiar, com projeto do fracês Hector Pépin, é um prédio em Estilo Eclético, mas possue componentes do Neo-Clássico, com seu aspecto externo semelhante a um templo grego ou romano com seis colunas e o frontão apresentando uma decoração grega, mas também tem componentes de Art-Nouveau. Apresenta duas alas com ritmo constante de janelas e cantos arredondados nas quatro esquinas. É um prédio monumental, possuindo uma belíssima escadaria, saguão de entrada de frente para a Cinelândia e toda a decoração em vitrais franceses. A Biblioteca Nacional é a maior da América Latina, possue um acervo de dez milhões de volumes, entre os quais se destacam milhares de obras raras, que pertenciam à Biblioteca trazida por D. João VI, de Portugal, em 1808. De seu acervo destaca-se a primeira edição dos Lusíadas de Luís de Camões, a grande coleção de gravuras de Albert Dürer e a Bíblia de Mogúndia, de 1462. |
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Outra instituição que pertence à vinda de D. João VI e da Casa Real Portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, é a Academia Imperial de Belas Artes, criada em 1816 pela Missão Artística Francesa chefiada pelo pintor Joaquim Lebreton, que havia sido chefe de todos os museus e bibliotecas francesas, conforme o modelo da Escola de Beaux-Arts de Paris. Com a Missão Francesa vieram para o Brasil grandes artistas franceses, como: João Batista Debret, Nicolau e Augusto Taunay, Zeferino e Marcos Ferrez e o joalheiro Ratier, além de grande quantidade de profissionais especializados. Esta missão fundou no Rio de Janeiro a primeira escola profissionalizante do Brasil - a Real Escola de Artes e Ofícios. A Escola funcionou inicialmente na Avenida Passos, num prédio projetado por Grandjean de Montigny, em Estilo Neo-Clássico, após sua demolição, seu frontão foi colocado no Jardim Botânico. A República que determinou novo padrão de arquitetura exigia nova sede para a então Escola de Artes e Ofícios e foi então construído o prédio que hoje abriga o Museu de Belas Artes, com projeto de Adolfo Morales de los Rios, que é um dos prédios mais importantes do Estilo Eclético da cidade, em moda na época. A fachada principal do prédio é uma inspiração da fachada ocidental do Museu do Louvre, de Paris, incluída a Cúpula do Pavilhão do Relógio. Sua fachada do terceiro andar é decorada por cariástides, colunas com figuras femininas. O prédio foi construído entre 1906 e 1908, passou a abrigar o Museu Nacional de Belas Artes, em 1937, quando era Ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema. O Museu possue um acervo de cerca de 20 mil peças de arte decorativa e popular e nele tem sido realizadas grandes exposições internacionais. |
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O prédio do Tribunal Superior de Justiça, foi construído no início do século por Adolfo Morales de los Rios, inspirado no estilo romano dos prédios pontifícios renascentistas, para o Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro, para ser o quarto Palácio Episcopal da cidade. Foi vendido em 1909 para o Governo Federal e nele passou a funcionar o Tribunal Superior de Justiça. Merecem destaque seu hall com escadaria em estrutura metálica, um vitral representando a justiça e o teto do plenário em estuque pintado. |
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O Palácio Pedro Ernesto, onde funciona a Câmara de Vereadores da Cidade do Rio de Janeiro, em cujas escadarias a população se reúne para protestos políticos e manifestações diversas, foi projetado pelo arquiteto Heitor de Mello e foi decorado por Eliseu Visconti, Rodolfo Bernadelli e Carlos Oswald, tendo sido inaugurado em 1923. O prédio foi construído no local onde em 1871 foi inaugurada a Escola São José, ao lado do Convento da Ajuda, na esquina da Rua Evaristo da Veiga. Depois aí funcionou o Conselho Municipal, que pode ser visto na primeira foto da página da Avenida Rio Branco e posteriormente a Câmara Municipal. A fachada voltada para a Praça é referenciada na arquitetura francesa da época de Luís XIV a XVI e é marcada pela exaltação da simetria. No final da década de 1940, foi construído o Anexo da Câmara, que fica atrás do prédio principal e abriga os gabinetes dos vereadores cariocas. Destaca-se pelo aproveitamento do estreito espaço disponível e pelo projeto arquitetônico que mantem certa sintonia com o prédio histórico, dando-lhe um fundo de qualidade. Seu projeto é de Antonio de Geraldo Raposo e Samuel Albano de Aratanha. |
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