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CENTRO - AVENIDA PRESIDENTE VARGAS

SUA REDONDEZA



Avenida Passos

A Av. Passos foi aberta em 1791, chamando-se primitivamente, Rua do Real Erário e também Rua da Moeda. Em 1817, passou a chamar-se Rua do Sacramento, porque nela estava situada a igreja do mesmo nome. Quando em 1903, o Prefeito Pereira Passos realizou a sua gigantesca obra de urbanização, uma das atingidas foi a Rua do Sacramento, que foi alargada e prolongada até a Avenida Marechal Floriano. Sessenta e três prédios foram demolidos.

No dia 27 de junho de 1903, com a presença do Presidente da República, a rua foi inaugurada, o povo aclamou o Prefeito e decidiu batizar a nova artéria com o nome de Av. Passos em sua homenagem.




Vista do cruzamento das Avenidas Presidente Vargas
e Passos. Na segunda foto pode se ver a Igreja do Santíssimo
Sacramento da Antiga Sé
, uma igreja oitocentista de exterior
Néo-Clássico, projetada por João da Silva e José Bethencourt
da Silva, seu interior apresenta uma talha "Classicizante".
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Avenida Marechal Floriano Peixoto


Vista da Escola Municipal Rivadávia Correa, localizada entre as Avenidas Presidente Vargas e Marechal Floriano.

Até 1903 existiam duas ruas: a Rua Larga e a Rua Estreita de São Joaquim. A Rua Estreita era a mais antiga, de meados do século XVII, as duas se encontravam diante da Igreja de São Joaquim. Pereira Passos resolveu convertê-las em uma rua que ligasse a então Cidade Nova ao mar, através da Rua Visconde de Inhaúma, para isto demoliu becos e travessas, inclusive a Igreja de São Joaquim e fez surgir a Avenida Marechal Floriano Peixoto, mas até hoje ela ainda é conhecida como Rua Larga.

Nela estão localizados: o Colégio Pedro II, desde 1837, um dos mais tradicionais colégios da cidade; o Palácio Itamarati e o prédio sede da Light, antiga Rio de Janeiro Tramway, Light and Power Company Limited.


Palácio Itamarati

O prédio do Palácio do Itamarati foi construído em meados do século XIX, com o projeto de José Maria Jacinto Rabello, para o Condes de Itamarati, Francisco José da Rocha e sua esposa, enriquecidos com o café do Vale do Paraíba, ao lado de sua residência. O Palácio tinha como finalidade oferecer festas, por isto o prédio não tinha quartos, apenas salões. Mas na verdade os Condes nunca deram uma festa no Palácio, mas ele foi emprestado para a festa em homenagem o Conde D'Eu, dada após a Guerra do Paraguai. A Condessa foi elevada à categoria de Marquesa após a morte do marido, num procedimento que não era habitual naquele tempo.




O prédio original era pintado de rosa, a cor do Estilo Néo-Clássico. Foi o Primeiro Palácio Presidencial e foi residência oficial : do Marechal Deodoro da Fonseca, de Floriano Peixoto e de Prudente de Morais, primeiro Presidente civil da República. Em 1897 a sede do Governo passou para o Palácio do Catete, então seu nome passou a ser Palácio Itamarati e nele passou a funcionar o Ministério das Relações Exteriores, que nele permaneceu até a mudança para Brasília, atualmente abriga o Museu Diplomático, mas ainda funciona como Consulado. No Palácio trabalhou como Ministro das Relações Exteriores, José Maria da Silva Paranhos, o Barão do Rio Branco, o mais eminente diplomata brasileiro.


Vista do Lago e do prédio onde funciona a Biblioteca que
possue grande acervo sobre a diplomacia brasileira.


Vista do prédio onde ainda hoje funciona o Consulado.


Vista dos jardins.


Vista da parte traseira do prédio.

Colégio Pedro II

O Colégio Pedro II, um dos mais importantes da cidade e do país, tem uma história que remonta ao ano de 1739, com a fundação o Colégio dos Órfãos de São Pedro por inspiração de D. Antonio de Guadalupe, 4º Bispo do Rio de Janeiro. Em 1766, passou a ocupar as instalações da Capela de São Joaquim, próximo no local onde hoje se encontra o Colégio Pedro II - Centro, passando a ser o Seminário de São Joaquim.

D. João VI, em 1818, extinguiu o Colégio que foi restabelecido pelo Príncipe Regente, o futuro D. Pedro I, em 1821. Dez anos depois, em 1831, foi remodelado e passou a ser administrado pelo Governo Imperial. Em 1837, Bernardo Pereira de Vasconcelos, Ministro do Império, apresentou ao Regente Pedro de Araújo Lima a proposta de reforma do Colégio que passou a ser: Imperial Colégio Pedro II, em homenagem ao Imperador-menino e ele lá se encontra até hoje, formando inestimáveis valores do cenário cultural e político do país em suas salas de aula.



Foto antiga do Colégio Pedro II, copiada do site do
Colégio Pedro II, na Internet.


Prédio onde ainda hoje funciona o Colégio Pedro II - Centro.

Centro Cultural Light

O Light and Power Company, em 1905 iniciou a prestação de serviços de energia elétrica na cidade, mas em pouco tempo monopolizou os serviços de iluminação elétrica, fornecimento de gás, o serviço de bondes e de telefonia do Rio de Janeiro. Ao longo do tempo perdeu o serviço de bondes que foi extinto, o de telefonia e o de gás que passaram para outras empresas, ficando apenas com os de eletricidade. O Prédio da Light, atualmente abriga o Centro Cultural Light.

O prédio da Light foi projetado por F. S. Pearson e é de 1911, apresenta em seu interior uma estrutura metálica que na época tinha que ser encoberta por uma fachada, que no caso, teve inspiração no Maneirismo italiano, nele tendo destaque as marquises em ferro sobre as entradas.


Prédio onde atualmente funciona o Centro Cultural Light.
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Rua de Santana


Vista da Igreja de Santana.

A atual Rua de Santana chamava-se inicialmente Rua
das Flores
, provavelmente por existirem jardins nas suas
primitivas e poucas residências. Passou a ser Rua de Santana,
em 1870, porque nela começou a ser reconstruída a Igreja de
Santana, que antes ficava na região onde hoje está a
Estação D. Pedro II.

A imagem de sua padroeira, que sob seu teto ainda
se venera, é a mesma vinda há mais de dois séculos
para os seus primeiros devotos cariocas. Nela foi
instalada, por D. Sebastião Leme, o Santuário Nacional do
Coração Eucarístico de Jesus.

Próximo da Rua de Santana, na Rua Irineu Marinho, O Globo,
um dos mais importantes jornais do Brasil, levantou, em 1955,
o seu monumental edifício sede.



Detalhe do pórtico Neo-Clássico da Igreja.

Detalhe da escultura que ornamenta o seu pórtico.


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