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Desde os tempos de D. João VI já se pensava em construir um canal navegável ligando o mar ao Rocio Pequeno, atual Praça Onze de Junho, que só recebeu este nome depois da Guerra do Paraguai, em homenagem ao dia em que a esquadra do Almirante Barroso venceu a Batalha do Riachuelo. O canal teria como objetivo secar um enorme pântano existente próximo da Cidade Nova, que era um foco de doenças, mosquitos e exalações desagradáveis. Mas só em 1857, foi iniciada a construção do Canal do Mangue, que foi a maior obra de saneamento do Rio de Janeiro, na época do Império, que possibilitou a extinção da Lagoa da Sentinela e dos pantanais de São Diogo, que iam até quase o Campo de Santana. A obra foi contratada ao Barão de Mauá, que a inaugurou juntamente com sua fábrica de gás para iluminação pública e doméstica que ficava próxima do Rocio Pequeno. No Governo de Henrique de Toledo Dodsworth, a idéia de prolongar a Avenida do Mangue até o Cais dos Mineiros, atual Arsenal da Marinha, foi posta em prática e foi aberta a Avenida Presidente Vargas, que recebeu este nome em homenagem ao então Presidente Getúlio Vargas. Para abrir a Avenida muitos desafios foram enfrentados, foram demolidos 525 prédios, desapareceram velhas ruas, enfrentou-se a oposição de muitos seguimentos. A Avenida tem 2.040 metros de extensão no trecho até a praça Onze, mas incluindo a parte já existente até a Praça da Bandeira sua extensão é de 4 quilômetros, sua largura atinge 80 metros da Candelária até a Praça Onze e 90 metros no trecho do Canal do Mangue. A Avenida Presidente Vargas, atualmente representa o maior canal de tráfego da cidade, comunicando o centro comercial da cidade aos viadutos da Ponte dos Marinheiros, que a partir daí fazem sua distribuição pela populosa Zona Norte. |
![]() Igreja de São Pedro dos Cléricos, foto de Marc Ferrez. |
![]() Igreja de São Joaquim, foto copiada do site do Colégio Pedro II, na Internet. |
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Na abertura da Avenida foram demolidas três importantes igrejas da cidade: a de São Pedro dos Cléricos, a de Bom Jesus do Calvário e a de São Domingos, só foi preservada a Igreja da Candelária, que teve sua grandiosidade e imponência respeitada e em torno dela, surgiu a Praça Pio X, com a Avenida passando ao seu redor. A Igreja de São Pedro dos Cléricos foi demolida, em 1944. Era uma das mais importantes Igrejas da cidade, sendo a maior jóia do Barroco carioca e a única na cidade a externar suas características na sua fachada, seu interior foi totalmente decorado por Mestre Valentim, apresentando uma talha em estilo Rococó. Sua construção datava de 1733. A Igreja de São Joaquim, que ficava ao lado do Colégio Pedro II, foi também demolida, na grande reforma de Pereira Passos, em 1904, para alargar a Rua Estreita de São Joaquim e abrir a atual Avenida Marechal Floriano. |
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![]() Vista da Praça em frente à Igreja da Candelária e a parte final da Avenida que vai terminar no Arsenal de Marinha. |
![]() Vista de prédios da Praça Pio X, em volta da Igreja da Candelária. |
![]() Vista do lado esquerdo da Av. Presidente Vargas, com o busto de Pereira Passos. |
![]() Vista do lado direito da Av. Presidente Vargas. |
![]() Vista dos prédios de ambos os lados da Avenida Presidente Vargas, tirada da Praça atrás da Igreja da Candelária. |
![]() Edifício Herm Stoltz na esquina da Avenida Rio Branco, representativo da arquitetura dos anos de 1950. Nele atualmente funciona a sede da Eletrobrás. |
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| Vistas da Avenida tiradas de um prédio próximo da esquina com a Avenida
Passos, tendo ao fundo a Igreja da Candelária. |
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![]() Camelódromo na esquina com a Rua Uruguaiana. |
![]() Edifício onde funciona o Detran, próximo da Avenida Passos. |
![]() Vista da Biblioteca Pública do Estado, na esquina com a Praça da República, tendo ao fundo a Igreja de São Jorge e o Campo de Santana. |
![]() Vista da Avenida, no trecho depois do Campo de Santana, tiradas de um prédio próximo da esquina com a Avenida Passos. |
![]() Vista do Sambódromo e do Elevado de acesso ao Túnel Santa Bárbara que cruza a Av. Presidente Vargas. Foto tirada de Santa Teresa. |
![]() Vista do Sambódromo - Passarela do Samba, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, em 1984, para o grande desfile de Escolas de Samba do Carnaval Carioca. Durante o ano nos locais onde ficam os camarotes funciona uma Escola. |
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| A Ponte dos Marinheiros, que era de madeira, foi reconstruída em
pedra e depois asfaltada, resistindo até o Governo de Carlos Lacerda, quando surgiu o conhecido Trevo dos Marinheiros, um notável emaranhado de elevados e viadutos que eliminou os cruzamentos de um dos locais de maior movimento de trânsito da cidade. |
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![]() Vista da Avenida e do Canal do Mangue, tirada da passarela de pedestres que atravessa a Avenida. Pode ser visto também parte do prédio da Empresa de Correiros e Telégrafos. |
![]() Edifício sede da Empresa de Correios e Telégrafos, construído na década de 1970. A foto foi tirada antes de ser construído o prédio do Tele-Porto ao seu lado. |
![]() Vista do prédio do Tele-Porto, um dos mais modernos da cidade, construído na década de 1990. |
![]() Vista do prédio onde funciona a Prefeitura do Rio de Janeiro, vendo-se uma parte do seu anexo e a passarela sobre a Avenida Presidente Vargas. |
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| Centro Administrativo São Sebastião, edifício
que abriga a sede da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, projetado pelo arquiteto Marcos Konder Netto e construído entre 1973 e 1982. |
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