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![]() Vista da Praça Tiradentes. |
O Largo do Rossio Grande, depois Campo dos Ciganos, em 1747
passou a ser o Campo da Lampadosa, em 1808 passou para Campo do Polé, depois de 1822 foi a Praça da Constituição e finalmente Praça Tiradentes em 1890. Praça de
muitos nomes e muitos moradores ilustres, como José Bonifácio de Andrada e Silva que residiu na esquina com a Avenida Passos, onde D. Pedro I gostava de despachar. Foi um
lugar de boemia, que começou com os bailes do Visconde do Ouro Seco em seu Solar e se mantém na Estudantina, a mais autêntica gafieira do Rio de Janeiro, onde os cariocas
continuam a fazer a festa.
No meio da Praça foi inaugurada em 1862, uma estátua eqüestre de D. Pedro I, mandada erguer por D. Pedro II, representando o Imperador ao proclamar a Independência do Brasil. A estátua, que ficou sob a responsabilidade de Louis Rochet, baseado em projeto do João Maximiniano Mafra, foi o primeiro monumento cívico do Rio de Janeiro e do Brasil, tem em seu pedestal quatro esculturas em bronze que representam os quatro maiores rios brasileiros. |
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![]() Prédio do Teatro João Caetano. |
O Real Teatro de São João foi inaugurado em 12 de outubro de 1813, em 1824 nele foi promulgada, com a presença do Imperador e da Imperatriz, a Primeira Constituição Brasileira, mas no momento da solenidade o teatro pegou fogo. Foi reconstruído e reinaugurado por D. Pedro I, em 1826, passando a chamar-se Teatro São Pedro de Alcântara. Em 1838 foi arrendado por João Caetano, o maior artista do século XIX, mas tornaria a ser destruído pelo fogo em 1851 e em 1856. João Caetano o reconstruiu em 1857. Em 1929 foi demolido e reconstruído em Estilo Art-deco e finalmente em 1986 foi reformado e ganhou sua foram atual. Uma tradição popular diz que o Teatro foi consumido por três incêndios, porque em sua construção original utilizou material que estava destinado à construção da Nova Sé e que se encontrava abandonado no Largo de São Francisco, portanto este material não deveria ser utilizado num Teatro, porque era destinado a uma Catedral. |
![]() Vista dos Teatro João Caetano de frente para a Praça Tiradentes. |
![]() Vista da parte de trás do Teatro João Caetano, tirada da Rua Luís e Camões. |
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O Gabinete Real Portugues de Leitura foi construído pelo arquiteto Raphael da Silva Castro, entre 1880 e 1887, no chamado Estilo Néo-Manoelino ou Néo-Gótico Portugues. Nele se destacam os diversos elementos decorativos, nos quais foram utilizados pedra lavrada, vidros policromados e ferro. Possue fachada de pedra de lioz, sobressaindo nas mísculas as estátuas de Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Infante D. Henrique e Vasco da Gama. Foi inaugurado pela Princesa Isabel, em 1887 e nele se realizaram as primeiras sessões da academia brasileira de letras sob a Presidência de Machado de Assis. |
![]() Placa em mármore com a História do Gabinete Real Portugues de Leitura. |
Possue como acervo 350.000 volumes, obras raras do século XVI e XVII, entre as quais: a edição "princeps" de "Os Lusíadas", de 1572; as "Ordenações de D. Manuel", editadas em 1521; cartas e manuscritos de Machado de Assis, Camilo Castelo Branco, Gonçalves Dias; uma importante coleção de numismática; pinturas e esculturas de Rodolfo Bernardellui, Teixeira Lopes e outros. A placa contendo as informações sobre gabinete encontra-se localizada em frente ao mesmo, na Rua Luís de Camões, fato não comum na cidade e bastante interessante, porque qualquer pessoa que passe pelo local fica sabendo um pouco da História do monumento. |
![]() Vistas do prédio do Gabinete Real Portugues de Leitura. |
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