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CENTRO - PRAÇA TIRADENTES



Praça Tiradentes

O Largo do Rossio Grande, depois Campo dos Ciganos, em 1747 passou a ser o Campo da Lampadosa, em 1808 passou para Campo do Polé, depois de 1822 foi a Praça da Constituição e finalmente Praça Tiradentes em 1890. Praça de muitos nomes e muitos moradores ilustres, como José Bonifácio de Andrada e Silva que residiu na esquina com a Avenida Passos, onde D. Pedro I gostava de despachar. Foi um lugar de boemia, que começou com os bailes do Visconde do Ouro Seco em seu Solar e se mantém na Estudantina, a mais autêntica gafieira do Rio de Janeiro, onde os cariocas continuam a fazer a festa.

No meio da Praça foi inaugurada em 1862, uma estátua eqüestre de D. Pedro I, mandada erguer por D. Pedro II, representando o Imperador ao proclamar a Independência do Brasil. A estátua, que ficou sob a responsabilidade de Louis Rochet, baseado em projeto do João Maximiniano Mafra, foi o primeiro monumento cívico do Rio de Janeiro e do Brasil, tem em seu pedestal quatro esculturas em bronze que representam os quatro maiores rios brasileiros.




Vista geral da Praça Tiradentes.


Vista da Praça Tiradentes destacando o monumento
a D. Pedro I.




Monumento a D. Pedro I no meio da Praça Tiradentes.

Igreja Presbiteriana, único prédio em Estilo Gótico no Centro do Rio de Janeiro, tendo ao fundo o Prédio do Conjunto
Cultural da Caixa Econômica Federal que fica na Avenida Chile. Os primeiros presbiterianos chegaram ao Rio de Janeiro em
1859. Sua primeira sede situava-se na Rua do Ouvidor, posteriormente foi instalada na Rua 7 de Setembro, na Rua Regente
Feijó e no Campo de Santana. Em 1870 foi comprado o terreno na então Rua da Barreira, hoje Rua Silva Jardim. O primeiro
templo construído no local datava de 1874, mas o tempo não foi favorável à manutenção desta construção, o prédio
passou por diversas reformas ao longo do século XX.



Prédio do Teatro Carlos Gomes.

Prédio na esquina da Praça Tiradentes
com a Rua da Carioca.

Vista da Igreja da Lampadosa localizada na
Avenida Passos, próximo da Praça Tiradentes.

Numa das faces laterias do Campo dos Ciganos estendia-
se um terreno desocupado, que era aproveitado pelos
ciganos para o mercado de cavalos. Nele, em 1747, a
Irmandade Negra da Alampadosa ou Lampadosa, ergueu a
pequena Igreja de Nossa Senhora da Lampadosa. A Igreja
adquiriu tanta importância que passou a designar todo o
campo como - Campo da Lampadosa, até 1808. Além disto
ela deu origem também à Rua da Lampadosa, atual Rua
Luís de Camões.

Na porta desta Igreja, Tiradentes teve seus últimos
momentos de recolhimento, a caminho da forca, que
ficava localizada na esquina da Avenida Passos com a
Rua Senhor dos Passos.


Teatro João Caetano


Prédio do Teatro João Caetano.

O Real Teatro de São João foi inaugurado em 12 de outubro de 1813, em 1824 nele foi promulgada, com a presença do Imperador e da Imperatriz, a Primeira Constituição Brasileira, mas no momento da solenidade o teatro pegou fogo. Foi reconstruído e reinaugurado por D. Pedro I, em 1826, passando a chamar-se Teatro São Pedro de Alcântara. Em 1838 foi arrendado por João Caetano, o maior artista do século XIX, mas tornaria a ser destruído pelo fogo em 1851 e em 1856. João Caetano o reconstruiu em 1857. Em 1929 foi demolido e reconstruído em Estilo Art-deco e finalmente em 1986 foi reformado e ganhou sua foram atual.

Uma tradição popular diz que o Teatro foi consumido por três incêndios, porque em sua construção original utilizou material que estava destinado à construção da Nova Sé e que se encontrava abandonado no Largo de São Francisco, portanto este material não deveria ser utilizado num Teatro, porque era destinado a uma Catedral.


Vista dos Teatro João Caetano de frente
para a Praça Tiradentes.


Vista da parte de trás do Teatro João Caetano, tirada
da Rua Luís e Camões.

Gabinete Real Portugues de Leitura

O Gabinete Real Portugues de Leitura foi construído pelo arquiteto Raphael da Silva Castro, entre 1880 e 1887, no chamado Estilo Néo-Manoelino ou Néo-Gótico Portugues. Nele se destacam os diversos elementos decorativos, nos quais foram utilizados pedra lavrada, vidros policromados e ferro. Possue fachada de pedra de lioz, sobressaindo nas mísculas as estátuas de Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Infante D. Henrique e Vasco da Gama. Foi inaugurado pela Princesa Isabel, em 1887 e nele se realizaram as primeiras sessões da academia brasileira de letras sob a Presidência de Machado de Assis.


Placa em mármore com a História do
Gabinete Real Portugues de Leitura.

Possue como acervo 350.000 volumes, obras raras do século XVI e XVII, entre as quais: a edição "princeps" de "Os Lusíadas", de 1572; as "Ordenações de D. Manuel", editadas em 1521; cartas e manuscritos de Machado de Assis, Camilo Castelo Branco, Gonçalves Dias; uma importante coleção de numismática; pinturas e esculturas de Rodolfo Bernardellui, Teixeira Lopes e outros.

A placa contendo as informações sobre gabinete encontra-se localizada em frente ao mesmo, na Rua Luís de Camões, fato não comum na cidade e bastante interessante, porque qualquer pessoa que passe pelo local fica sabendo um pouco da História do monumento.



Vistas do prédio do Gabinete Real Portugues de Leitura.


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