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CENTRO - PRAÇA QUINZE DE NOVEMBRO



História da Praça XV de Novembro

A Praça XV de Novembro, sem dúvida pode ser considerada um dos locais mais importante da cidade do Rio de Janeiro, porque nela ocorreram, durante vários séculos, os acontecimentos mais significativos que afetaram o destino não só da cidade, mas também do país.

No nício do século XVII, quando o Morro do Castelo começou a ser pequeno para a cidade, esta lançou-se para a Várzea, onde já existia uma ermida, erguida para Nossa Senhora do O', localizada numa área muito pantanosa que passou a ser conhecida como Terreiro do Ó. Posteriormente o local passou a ser o Terreiro da Polé, porque nele foi instalado o tronco, instrumento de tortura para castigar os negros.

Depois também ficou conhecido como Largo ou Rossio do Carmo, porque ficava em frente ao Convento do Carmo, passou a ser o Largo do Paço, porque nele estava localizada a casa que foi o Paço dos Governadores, Paço dos Vice-Reis, Paço Real e Paço Imperial. Com a Proclamação da República, em 1889 passou a ser a Praça Quinze de Novembro e sofreu uma reforma em 1894 para o novo ajardinamento e a inauguração da Estátua do General Osório.

Na Praça ficava o antigo Porto do Rio, com o Cais Pharoux, nele era da família Sá o trapiche de Ver o Peso, apropriado por Salvador Correia de Sá e Benavides em 1636 e que ficou sob o controle da família até 1850. Este trapiche encontrava-se mais ou menos no lugar onde hoje está o Espaço Cultural dos Correios, ao lado da Casa França Brasil e o acesso ao trapiche foi a origem da Rua do Ouvidor.

Além do Paço, fazem parte do conjunto da Praça XV de Novembro, o Arco do Telles, a Bolsa de Valores, o Chafariz da Pirâmide e a Estação das Barcas, de onde partem as barcas e os catamarãs que fazem o transporte de passageiros pela Baía de Guanabara, para Niterói, Paquetá e Ilha do Governador.

Na Praça XV existiu, um grande Mercado Municipal, que teve sua construção iniciada em 1825 e ficou pronto em 1841, foi projetado pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny e ia até a Rua do Ouvidor. Com as obras de reconstrução da cidade por Pereira Passos, no início do Século XX, ele foi demolido e em seu lugar surgiu um outro prédio todo metálico construído na Inglaterra e na Bélgica, com projeto de Alfredo Azevedo Marques. Dele atualmente resta apenas uma de suas torres metálicas, que eram cinco, onde funciona o Restaurante Alba Mar.

Atualmente um viaduto, a Avenida Juscelino Kubitscheck, mais conhecido como Elevado da Perimetral corta a Praça XV ligando o Aterro do Flamengo à Avenida Brasil. Em 1998 a Praça foi completamente remodelada ganhando um subterrâneo por onde passam os ônibus e foi restaurado o Chafariz da Pirâmide, juntamente com um pedaço do antigo cais.

Ao fundo da Praça, mas já pertencendo á Rua Primeiro de Março, existe ainda o importante conjunto arquitetônico formado pelo antigo Convento e pela Igreja do Noviciato do Carmo que foi a Catedral Metropolitana até mudar-se para a Av. Chile e pela Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo.




Gravura do Largo do Paço, atual Praça Quinze de Novembro, em aquarela de Jean Baptiste Debret, de
1818. A gravura copiada do livro: Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, volume I, página 141, mostra
o Paço, as Igrejas da Rua Direita, os prédios ao lado do Largo e o Chafariz da Pirâmide com o cais antigo.



As duas fotos mostram: uma vista da área adjacente ao Largo do Paço, com o Morro do Castelo, em foto de Marc Ferrez
de 1877 copiada do livro: O Rio Antigo do Fotógrafo Marc Ferrez de Gilberto Ferrez e uma vista da Praça XV, com o
Mercado Municipal, do tempo de Pereira Passos, que ocupava grande espaço da praça, hoje existe apenas uma de suas
torres onde funciona o Restaurante Alba Mar, a foto foi obtida no Facebook na página Fotos Antigas do Rio de Janeiro.


Vista da Praça XV, tirada do navio MSC Armonia em 2008,
saindo do Porto do Rio, quando se formava uma forte tempestade
que acompanhou o navio até bem depois da saída da Barra.

Vista da área da Praça XV depois da reurbanização, em
foto recente de 2008, tirada em frente à entrada da
Estação das Barcas.

Vista da mesma Praça XV, tirada à noite, de um catamarã
chegando à Estação das Barcas.

Vista da área da Praça XV, tendo ao fundo o Morro do
Corcovado.

Vista da Praça XV, atualmente, com os grandes edifícios
que circundam a Praça e em primeiro plano a Ilha Fiscal.
Foto tirada do navio MSC Ópera, da Baía de Guanabara.

Vista da Praça XV, tirada de um catamarã que partiu
da Estação das Barcas rumo a Niterói.




A foto ao lado acima é uma vista da Praça XV, tirada do navio Costa Allegra em 2002, saindo do Porto do Rio de Janeiro. Pode ser visto em destaque o moderno prédio do Centro Cândido Mendes. A foto ao lado abaixo, tirada do navio MSC Ópera em 2010, mostra a área da praça com uma barca chegando à Estação, ao fundo vemos a Igreja da Antiga Sé.

A foto acima tirada de um passeio à Ilha Fiscal, mostra a torre que resta do antigo Mercado Municipal, tendo em segundo plano os modernos prédios da Academia Brasileira de Letras e do Clube da Aeronáutica.




Vistas da Praça XV com seus edifícios e a ligação que hoje existe para a Ilha Fiscal. A foto foi tirada da Ilha e em uma
delas pode se ver ao fundo o Morro do Corcovado.




As duas fotos acima e a do lado mostram a Praça Quinze de Novembro vista da sacada do prédio do Clube da Aeronáutica que está localizado ao lado do Aeroporto Santos Dumont próximo da Praça Marechal Âncora. Podem ser vistos diversos prédios da Praça, o ancoradouro da Estação das Barcas com uma barca atracada e a torre do Restaurante Albamar, na terceira foto aparece parte da Ilha das Cobras pertencente à Marinha do Brasil.

As duas fotos abaixo foram tiradas da Orla Prefeito Luiz Paulo Conde inaugurada para os Jogos Olímpicos - RIO 2016 que fornece uma visão do lado contrário das fotos anteriores e mostram em primeiro plano as instalações do Espaço e Centro Cultural da Marinha, uma novidade só possível pela derrubada do Elevado da Perimetral que permitiu a circulação por toda a extensão da orla até a Praça Mauá.



Duas vistas da Praça XV, a primeira tirada quando se vem da Estação das Barcas, tendo ao fundo o Conjunto do
Convento e das Igrejas do Carmo e a segunda tirada da Rua Primeiro de Março. Em ambas pode se ver a estátua
do General Manuel Luiz Osório.

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A Praça XV de Novembro em seus detalhes

Estátua de D. João VI e Elevado da Perimetral

Vista da Praça em frente à Estação das Barcas, vendo-se a Avenida Presidente Juscelino Kubitscheck, mais conhecida
como Elevado da Perimetral.

Pode se ver também a Estátua eqüestre de D. João VI e ao fundo o Edifício do Centro Cândido Mendes, localizado na Rua
da Assembléia. A primeira foto foi tirada antes da reurbanização da Praça, a segunda foi tirada após a restauração, quando
os pontos de ônibus passaram a ser subterrâneos e a Praça virou um grande calçadão. A Estátua foi ofertada à cidade pelo
Governo Português, em 1965, por ocasião do Quarto Centenário da Cidade do Rio de Janeiro.

Vistas em diferentes ângulos da Estátua de D. João VI.






Duas vistas da feirinha popular que se realiza
todos os sábados do calçadão da Praça, na área
embaixo do Elevado da Perimetral.



Estação das Barcas da Praça Quinze

O transporte de barcos entre Rio e Niterói foi iniciado em 1835, pela Companhia de Navegação Nicteroy, atualmnte este serviço é feito pela CCR Barcas. A travessia diária de barca, do Rio para Niteroi e vice-versa, é uma rotina que milhares de pessoas fazem todos os dias, quando veem à trabalho, para estudo, ou outros afazeres em ambas as cidades.

Antes da construção da Ponte Rio-Niteroi, na década de 1970, à única forma de atravessar a Baía de Guanabara para atingir uma destas duas cidades era pelas barcas de transporte de passageiros do tipo Ferry-Boat ou Catamarãs, algumas mais antigas se assemelhavam a enormes balsas ou barcaças. Estas barcas ainda é usada nos dias de hoje, como uma excelente solução de transportes para muitos, mas as barcas se modernizaram e oferecem um serviço mais confortável e eficiente.

Geralmente as capacidades das barcas variam, existindo as menores para 427 passageiros, barcas médias para 1300 passageiros e as maiores com capacidade para até 2000 passageiros. A travessia dura cerca de 20 minutos, a viagem é tranquila e confortável. Nas Estações das Barcas existem bares e lanchonetes e em seu interior geralmente existe uma pequena lanchonete-bar onde são vendidos refrigerantes e comestíveis simples. Algumas barcas, possuem decks laterais e também decks frontais abertos, de onde pode-se ter uma bela vista da paissagem enquanto se navega. Algumas barcas mais antigas possem deck traseiro aberto, mas coberto, sendo um excelente lugar para fazer a viagem, principalmente em dias quentes.



Vista da Estação das Barcas do Rio restaurada recentemente junto com toda a Praça. Além do transporte pelas barcas pode-se utilizar também o serviço de Catamarã para Niterói e para a Ilha de Paquetá.

A foto abaixo mostra uma barca chegando na Estação da Praça XV, tendo ao fundo a Ilha das Cobras e as duas seguintes mostram um Caramarã também chegando à Estação.





Prédio da Bolsa de Valores




Prédio onde funcionava a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.
O primeiro prédio da Bolsa ficava no local onde antes era o Mercado
Municipal, num prédio do arquiteto Leopoldo de Siqueira Queiróz,
concluído em 1935, mas que veio exigir uma expansão, ganhando
novas instalações que só foram inauguradas em 1998.

Foram necessários 35 anos para demolir antigos casarões existentes
no local e adaptar o projeto às novas exigências de preservação do
Centro Histórico. Atualmente a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro
encontra-se desativada e existe em funcionamento apenas a Bolsa
de Valores de São Paulo, o que representou uma grande
perda para a economia da cidade.


Rua D. Manuel


Prédio pertencente à Assembléia Legislativa na Praça Quinze
esquina com a Rua D. Manuel.

Vista geral da Rua D. Manuel.

Vista do Museu Naval, na Rua D. Manuel.


Vista do Centro Cultural Paço Imperial e da parte da Assembléia
Legislativa que fica na Rua D. Manuel.

Casa do Telles


A Casa do Telles ficava localizada em cima de um Arco
que ficou conhecido como Arco do Telles. Foi construída
em 1730 por José Fernandes Pinto Alpoim, pertencia à
família Telles de Menezes e atualmente possui apenas um
dos casarões originais. O Arco atualmente dá acesso à
Travessa do Comércio, anteriormente conhecida como
Beco do Peixe.




Monumento ao General Manuel Luiz Osório

Monumento ao General Manuel Luiz Osório, obra de Rodolfo
Bernadelli em homenagem ao militar que se destacou na
defesa do Império na Guerra do Paraguai - 1864 a 1870. Foi
encomendado em 1887 e inaugurado em 1894, depois de fundido
em Paris, na Fundição das Oficinas Thiébault, com o bronze
de canhões tomados pelo Brasil, na Guerra do Paraguai.



No interior do pedestal, repousou o corpo embalsamado do
General até os anos 90 quando foi transferido para sua terra
natal no Rio Grande do Sul, conforme informação dada no
rodapé da página 28, do livro História das Ruas do Rio.



Rua do Mercado



A Rua do Mercado recebeu este nome em 1849, porque
era um caminho que levava à nova Praça do Mercado,
construída entre 1834 e 1841, por Grandjean de Montigny,
onde antes funcionava o Mercado do Peixe e que ocupava
o quarteirão entre o Largo do Paço e a Rua do Ouvidor.

Atualmente a área foi restaurada e os prédios encontram-se
em bom estado, constituindo um ponto de encontro,
principalmente nas sextas-feiras à noite.

Prédios da Rua do Mercado.





Nova Área Disponível com a Restauração da Praça

A Praça XV de Novembro foi uma das áreas recuperadas pela Prefeitura da Cidade no Projeto de Revitalização do Porto Maravilha. Após a demolição do Elevado da Perimetral uma enorme área foi liberada ligando a Praça Mauá à Praça XV e se estendendo até a Avenida General Justo. Toda esta área foi ou está sendo restaurada criando novas regiões para serem recuperadas.

Na Praça XV toda a região entre a praça e o Museu Histórico Nacional estendendo-se até a Avenida Presidente Antônio Carlos e a Rua Dom Manuel, berço da cidade na região que abrigou no passado o Morro do Castelo, passou por grande reforma. Imensos terrenos foram ocupados pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para a construção de um conjunto de prédios modernos denominados Lâminas I, I I, III, IV e V. As obras atingiram também a Praça dos Expedicionários na Avenida Presidente Antônio Carlos que foi totalmente recuperada.

O Edifício Lâmina IV, fica interligado ao Lâmina I por meio de uma passarela no 4º andar. No Lâmina I funcionará toda a área criminal da 2ª Instância do Tribunal de Justiça. O Edifício Lâmina V é um prédio inteligente que abrigará a Diretoria de Tecnologia da Informação - DGTEC e terá toda infraestrutura capaz de manter o sistema de informática do Tribunal de Justiça em funcionamento de forma ininterrupta.

Além dos novos prédios, foram recuperados três prédios tradicionais da região que agora podem ser observados com suas faixadas voltadas para a Praça XV como pode ser visto nas fotos abaixo: o Museu Naval, a Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, e o antigo Palácio da Justiça do Rio de Janeiro que passou por uma completa restauração de seu interior e nele foi instalado o Centro Cultural do Poder Judiciário do Rio no seu primeiro andar e o Museu da Justiça no terceiro andar e nos dois últimos andares do prédio será instalada a Escola de Administração Judiciária - ESAJ.

A Praça XV foi interligada à Praça Mauá através da Orla Prefeito Luiz Paulo Conde que passa pela Candelária e atravessa o Arsenal de Marinha. Por baixo desta área passa o Túnel Prefeito Marcello Alencar que liga a Avenida Alfredo Agache à Avenida Rodrigues Alves próximo do Túnel Binário do Porto atravessando a Praça Mauá e toda a Avenida Rodrigues Alves até o Bairro da Gamboa.



Acima prédio do Museu Naval, abaixo prédio do antigo Palácio da Justiça do Rio de Janeiro ainda em obras e que
abriga atualmente o Museu da Justiça e o Centro Cultural do Poder Judiciário do Rio de Janeiro.





Acima outra foto do antigo Palácio da Justiça do Rio de Janeiro e o prédio anexo da Assembléia Legislativa do Estado do Rio
de Janeiro. Abaixo o calçadão da Praça e os prédios à suja volta com destaque para o Prédio da Bolsa de Valores e outros que
se estendem até a Rua Visconde de Itaboraí ao final da Avenida Presidente Varga, na segunda foto aparece o prédio da
Estação das Barcas e a área para embarque e desembaque de passageiros, ao fundo o prédio do Centro Administrativo
do Tribunal de Justiça.





Acima o trajeto feito pelos veículos que vêm da Avenida Alfredo Agache e não seguem para o Túnel Prefeito Marcello Allencar
cujo entrada fica nesta direção. Os veículos tem que fazer um desvio contornando a Praça Marechal Âncora e indo em direção
à Rua Jacó do Bandolim que fica entre os prédios da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro e o antigo Palácio da
Justiça e seguem pela Rua Dom Manuel até a Rua Erasmo Braga onde alcançam a Avenida Presidente Antônio Carlos.

Os dois prédios citados são mostrados nas fotos abaixo, o prédio que aparece ao fundo na foto acima é um dos prédios novos
do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.



Praça Quinze de Novembro Chafariz da Pirâmide Arsenal de Marinha e Espaço
e Centro Cultural da Marinha
Centro Cultural Paço
Imperial I
Centro Cultural Paço
Imperial II
Orla Prefeito Luiz Paulo Conde
Boulevard Olímpico
Despedida do Elevado
da Perimetral



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