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CENTRO - PRAÇA QUINZE DE NOVEMBRO



Praça XV de Novembro

A Praça XV de Novembro, sem dúvida pode ser considerada um dos locais mais importante da cidade do Rio de Janeiro, porque nela ocorreram, durante vários séculos, os acontecimentos mais significativos que afetaram o destino não só da cidade, mas também do país.

No início do século XVII, quando o Morro do Castelo começou a ser pequeno para a cidade, esta lançou-se para a Várzea, onde já existia uma ermida, erguida para Nossa Senhora do O', localizada numa área muito pantanosa. O local passou a ser o Terreiro da Polé, porque nele estava instalado o tronco, instrumento de tortura para castigar os negros. Depois foi chamado de Largo ou Rossio do Carmo, porque ficava em frente ao Convento do Carmo, depois foi Largo do Paço, porque nela estava localizada a casa que foi o Paço dos Vice-Reis e depois Paço Imperial.

Na Praça ficava o antigo Porto do Rio, com o Cais Pharoux, nele era da família Sá o trapiche de Ver o Peso, apropriado por Salvador Correia de Sá e Benavides em 1636 e que ficou sob o controle da família até 1850. Este trapiche encontrava-se mais ou menos no lugar onde hoje está o Espaço Cultural dos Correios, ao lado da Casa França Brasil e o acesso ao trapiche foi a origem da Rua do Ouvidor.

Além do Paço, fazem parte do conjunto da Praça XV de Novembro, o Arco do Telles, a Bolsa de Valores, o Chafariz da Pirâmide e a Estação das Barcas, de onde partem as barcas, os aerobarcos e os catamarãs que fazem o transporte de passageiros pela Baía de Guanabara, para Niterói, Paquetá e Ilha do Governador.

Na Praça XV existiu, um grande Mercado Municipal, que teve sua construção iniciada em 1825 e ficou pronto em 1841, foi projetado pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny e ia até a Rua do Ouvidor. Com as obras de reconstrução da cidade por Pereira Passos, no início do Século XX, ele foi demolido e em seu lugar surgiu um outro prédio todo metálico construído na Inglaterra e na Bélgica, com projeto de Alfredo Azevedo Marques. Dele atualmente resta apenas uma de suas torres metálicas, que eram cinco, onde funciona o Restaurante Alba Mar.

A tualmente um viaduto, o Elevado da Perimetral corta a Praça XV ligando o Aterro do Flamengo à Avenida Brasil. Em 1998 a Praça foi completamente remodelada ganhando um subterrâneo por onde passam os ônibus e foi restaurado o Chafariz da Pirâmide, juntamente com um pedaço do antigo cais.

Ao fundo da Praça, mas já pertencendo á Rua Primeiro de Março, existe ainda o importante conjunto arquitetônico formado pelo antigo Convento e pela Igreja do Noviciato do Carmo que foi a Catedral Metropolitana até mudar-se para a Av. Chile e pela Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo.




A Praça Quinze de Novembro, aquarela de Debret, mostrando o Paço, as Igrejas da Rua Primeiro
de Março, os prédios ao lado da Praça e o Chafariz da Pirâmide com o cais antigo.


Vista da área adjacente à Praça XV, ainda com o Morro do
Castelo. Foto de Marc Ferrez.




Vista da Praça XV, atualmente, com os grandes edifícios
que circundam a Praça e em primeiro plano a Ilha Fiscal. Foto
tirada do navio Rhapsody, saindo da Baía de Guanabara.




Vistas da Praça XV com seus edifícios e a ligação que hoje existe para a Ilha Fiscal.


Vista da área da Praça XV, tendo ao fundo o Morro do
Corcovado.

Vista da Praça XV, vendo-se o catamarã e a barca que fazem
a ligação Rio - Niterói.

Vista da torre que resta do antigo Mercado
Municipal, tendo em segundo plano os
prédios modernos da Academia Brasileira
de Letras e do Clube da Aeronáutica.

Vista do cais de embarque do aerobarco que faz a ligação
com Paquetá, ao fundo pode se ver o Arsenal da Marinha.

Vista da Praça em frente à Estação das Barcas, vendo-se a Avenida Presidente Juscelino Kubitscheck, mais conhecida
como Elevado da Perimetral.

Pode se ver também a Estátua eqüestre de D. João VI e ao fundo o prédio do Centro Cândido Mendes, localizado na Rua
da Assembléia. A primeira foto foi tirada antes da reurbanização da Praça, a segunda foi tirada após a restauração, quando
os pontos de ônibus passaram a ser subterrâneos e a Praça virou um grande calçadão. A Estátua foi ofertada pelo Governo
Português, em 1965, por ocasião do Quarto Centenário da Cidade do Rio de Janeiro.



Vista do Elevado da Perimetral.



Vista da praça, com a Estátua de D. João VI, tendo
ao fundo a Estação de Aerobarcos e mais distante o
Arsenal da Marinha.
Vista da Estação das Barcas antes e depois da restauração de 1998. O transporte de barcos entre Rio e Niterói foi
iniciado, em 1835, pela Companhia de Navegação Nicteroy.




Prédio onde funcionava a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. O primeiro prédio da Bolsa ficava no local onde antes era
o Mercado Municipal, num prédio do arquiteto Leopoldo de Siqueira Queiróz, concluído em 1935, mas que logo exigiu
uma expansão, ganhando novas instalações que só foram inauguradas em 1998. Foram necessários 35 anos para demolir
antigos casarões existentes no local e adaptar o projeto às novas exigências de preservação do Centro Histórico.
Atualmente a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro encontra-se desativada e existe em funcionamento apenas a Bolsa
de Valores de São Paulo, o que representou mais uma grande perda para a cidade.



Prédio na Praça Quinze esquina com a Rua D. Manuel.


Vista da Rua D. Manuel.


Vista do Museu Naval, na Rua D. Manuel.


Vista da Casa dos Telles.






A Casa do Telles que ficava localizada em cima do Arco foi
obra de José Fernandes Pinto Alpoim e foi construída em
1730, pertencia à família Telles de Menezes e atualmente
possui apenas um dos casarões originais, o que está em
cima do Arco com o mesmo nome. No dia que a foto acima
foi tirada, estava sendo realizada uma feira de carros antigos.
O Arco atualmente dá acesso à Travessa do Comércio,
antes Beco do Peixe.


Monumento ao General Manuel Luiz Osório, obra de Rodolfo
Bernadelli em homenagem ao militar que se destacou na
defesa do Império na Guerra do Paraguai - 1864 a 1870. Foi
encomendado em 1887 e inaugurado em 1894, depois de fundido
em Paris, na Fundição das Oficinas Thiébault, com o bronze
de canhões tomados pelo Brasil, na Guerra do Paraguai.
No interior do pedestal, repousou o corpo embalsamado do
General até os anos 90 quando foi transferido para sua terra
natal no Rio Grande do Sul, conforme informação dada no
rodapé da página 28, do livro "História das Ruas do Rio".




Rua do Mercado



A Rua do Mercado recebeu este nome em 1849, porque era
um caminho que levava à nova Praça do Mercado,
construída entre 1834 e 1841, por Grandjean de Montigny,
onde antes funcionava o Mercado do Peixe e que ocupava
o quarteirão entre o Largo do Paço e a Rua do Ouvidor.
Atualmente a área foi restaurada e os prédios encontram-se
em bom estado, constituindo um ponto de encontro,
principalmente nas sextas-feiras à noite.

Prédios da Rua do Mercado.



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