SUAS IGREJAS
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A ermida desabou em um dia de festa soterrando os fiéis, mas sobre suas ruínas teve início a construção de um novo templo que foi inaugurado, em 1761, por Frei Inocêncio do Desterro de Barros mesmo sem estar completamente pronto com uma procissão solene. Sua decoração interior teve início em 1785, por Mestre Inácio Ferreira Pinto e constitui-se em um monumento do estilo rococó brasileiro. Quando D. João chegou ao Brasil, em 1808, foi render graças pelo sucesso de sua viagem, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, que na época abrigava a Sé da cidade. D. João instalou-se na então Casa dos Vice-Reis, que passou a ser o Paço Real, em frente ao Convento do Carmo, que também foi ocupado pela Corte. Na época os carmelitas foram instalados no Hospício dos Capuchinhos localizado na Rua dos Barbonos atual Evaristo da Veiga. Em 13 de junho de 1808, D. João, por um Alvará Real elevou a Igreja à condição de Capela Real e logo depois também a Catedral, seguindo os moldes de Lisboa de acumular as duas funções no mesmo local. Em 1817, D. João mandou concluir a decoração interior da Igreja. As pinturas ficaram a cargo de José Leandro de Carvalho que pintou o painel do altar-mor no qual a Virgem Maria carregada entre nuvens tem a seus pés a Família Real e também as pinturas da nave. A partir de 1808 todas as grandes solenidades religiosas da Corte de Portugal e depois do Império Brasileiro tiveram lugar na Capela Real:
No tempo do Cardeal Arcoverde, Arcebispo entre 1897 e 1930, a Igreja ganhou a torre do lado da Rua Sete de Setembro, de gosto eclético, que descaracterizou a fachada original. Nesta torre foram colocadas as armas e o chapéu cardinalício, mais acima o relógio e os sinos, na fachada foi colocada a imagem em mármore branco do Padroeiro da Cidade - São Sebastião que tem uma altura de 4,5 metro. Para comemorar o jubileu do Dogma da Imaculada Conceição, a Igreja ganhou, acima da torre, dentro de um círculo gradeado de ferro, a imagem de Nossa Senhora da Conceição, em bronze dourado. Estas reformas foram inauguradas nas Comemorações dos 100 anos da Independência do Brasil em 1922. Em 1941 a Igreja de Nossa Senhora do Carmo foi tombada pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – SPHAN. A Igreja da Sé manteve sua condição de Catedral até 20 de novembro de 1976, quando a Catedral foi transferida para a Av. Chile e ela passou a ser a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé depois de ter sido por 168 anos a Sé da cidade do Rio de Janeiro. Em 2006, em virtude das más condições de conservação da Igreja que teve até partes ameaçadas de desabamento, teve início uma restauração completa da Igreja visando aprontá-la para as comemorações dos 200 Anos da Chegada de D. João ao Rio.
OBS: As gravuras que constam deste resumo foram copiadas dos folhetos: Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé – História, Arqueologia e Restauração e Restauração da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé – Caderno de Educação. |
![]() Vista da Torre da Antiga Catedral e uma parte de sua fachada. |
![]() Vista da Igreja na parte lateral que dá para a Rua Sete de Setembro. |
![]() Vista da fachada da Igreja com o detalhe sobre a imagem de São Sebastião, padroeiro da cidade. |
![]() Vista da Torre da Antiga Catedral, tirada do pátio do Edifício Cândido Mendes. |
![]() Vista do nave principal, com talha em Estilo Rococó, executada por Inácio Ferreira Pinto em 1785. |
![]() Vista de um altar lateral, mostrando o contraste das molduras douradas sobre o fundo branco, que dá leveza ao ambiente. |
![]() Vista do teto da Igreja. |
![]() Vista das tribunas laterais. |
![]() Placa que indica o local da lápide de mármore onde está uma urna que guarda as cinzas de Pedro Álvares Cabral, no corredor que vai dar ao vestíbulo da Rua Sete de Setembro. |
![]() Pia Batismal, que se encontra na sacristia da Igreja. |
OBS: As fotos desta página da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé foram tiradas antes dela ser fechada para restauração. Uma visão completa da Igreja após a restauração pode ser vista na página A Antiga Sé Após a Restauração.
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No Largo do Carmo eram realizadas manobras militares, por isto, próximo da Rua do Ouvidor, teve início em 1770, a construção da Igreja de Santa Cruz dos Militares, pelo engenheiro militar José Custódio de Sá e Faria, no local onde existia o Fortim de Santa Cruz. Este forte foi erguido pelo Governador Martim de Sá, para a defesa da Cidade, em 1605, mas em 1623 encontrava-se arruinado, sendo erguida no local a Igreja de Santa Vera Cruz, concluída em 1628, para os oficiais e soldados da guarnição. A Igreja original foi quase integralmente decorada por Mestre Valentim. Uma reforma ocorrida em 1914 redesenhou as fachadas laterais e substituiu toda a abóbada por elementos idênticos. O altar-mor de Mestre Valentim, destruído por um incêndio em 1923 foi parcialmente reconstruído em 1924, a partir de fotografias. O esquema de dois pavimentos, com o trecho superior coroado por frontão triangular e arrematado lateralmente por volutas é uma reminiscência do Barroco tardio, num período que já estava sendo influenciado pelo estilo Neoclássico, mas este modelo não influenciou outras construções, tendo sido mantida no século XIX o padrão tradicional de fachada. Na sacristia da Igreja existe um placa com os seguintes dizeres: " Este templo começou a ser construído em 1º de Setembro de 1770 em substituição à Capella que se achava neste local desde 1623 e foi bento em 28 de outubro de 1811. Foi reconstruído em parte em 1915 e, tendo sido damnificado por um incêndio em 29 de agosto de 1923, foi restaurado e melhorado em 1924, sendo sagrado solemnemente o seu altar-mor em 28 de novembro do mesmo amno." |
![]() Fachada da Igreja, de frente para a Rua Primeiro de Março. |
![]() Vista do Coro da Igreja. |
| Vistas do interior da Igreja de Santa Cruz dos Militares. | |
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Os fiéis de São José já se reuniam desde alguma data entre 1608 a 1640, numa pequena capela, então vizinha do mar, com frente para a Rua da Misericórdia. A Igreja como hoje se apresenta não tem nada da Igreja original, suas obras foram iniciadas em 1808 e finalizadas em 1842. Pouco se sabe da história de uma das mais antigas Igrejas da cidade, porque toda sua documentação se perdeu em 1711, quando ela foi saqueada pelo francês Duguay-Trouin, que a esvaziou de peças de grande valor histórico e artístico, durante sua invasão e saque à cidade. Os sinos da Igreja de São José são famosos por serem os sinos mais sonoros da cidade. A Igreja possui um sacrário e uma pia batismal que pertenceram à Igreja de São Sebastião do Morro do Castelo. Em sua fachada destacam-se: o frontão elevado e sua colocação acima de uma faixa horizontal contínua, que serve de base às pilastras das torres. A fachada lateral, desperta interesse por possuir um esquema usual das construções civis. No seu interior destaca-se a talha policrômica de caráter Rococó. |
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A Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo nasceu por iniciativa dos irmãos da Ordem, estabelecidos no Rio de Janeiro em 1648, e que realizavam seu culto no Convento das Carmelitas. Em 1752, resolveram construir um Templo, que atendesse melhor suas pretensões do que a Capela existente no Convento. A pedra fundamental do novo Templo foi lançada em 1755, tendo as obras terminadas em 1770, faltando apenas terminar as duas torres que foram concluídas: uma em 1849 e outra em 1850. A Igreja foi obra do mestre português Manuel Alves Setúbal e o projeto foi de autoria do Irmão Francisco Xavier Vaz de Carvalho. É um dos mais importantes monumentos reliogiosos da segunda metade do século XVIII e é a única igreja colonial que apresenta sua frontaria totalmente revestida de pedra. Toda a Igreja é uma obra de arte, desde seu frontispício totalmente em cantaria, no mais belo Estilo Barroco, com frontão curvilíneo, até suas torres que terminam com "varandim" abalaustrado e "coruchéus", cercando belíssimos "bulbos" azulejados de feição mourisca. Sua talha é toda pintada de branco com ornamentos em ouro, como era habitual nas Igrejas dedicadas à Virgem Maria, em belíssimo Estilo Rococó. O altar-mor tem seu frontispício em prata e a Igreja tem em toda sua extensão castiçais em prata ricamente decorados. Em seu interior trabalharam Luiz da Fonseca Rosa, Inácio Ferreira Pinto, Joaquim Pedro de Alcântara e Antonio Pádua e Castro. Em seu interior existe a Capela do Noviciato, construída em 1772 e que abriga uma talha dourada de Mestre Valentim, obra prima do Rococó Brasileiro, que não é aberta à visitação pública. |
![]() Vista da fachada da Igreja da Ordem Terceira de N. S. do Monte do Carmo e ao lado a fachada da Antiga Catedral. |
![]() Vista geral da nave da Igreja. |
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| A primeira foto mostra uma vista geral do riquíssimo altar-mor todo em prata e as outras três mostram detalhes do mesmo. |
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![]() Vista do altar principal de Nossa Senhora do Carmo. |
![]() Vista do altar principal destacando a imagem de Nossa Senhora. |
![]() Vistas das paredes laterais da Igreja. |
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![]() Detalhe de um dos magníficos castiçais de prata. |
![]() Vista de um altar lateral. |
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| Vista de uma mesa de prata colocada num dos lados do altar e um detalhe da mesma. |
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![]() Vista geral do teto da Igreja. |
![]() Detalhe do teto na entrada para o altar principal. |
![]() Vista da parte traseira da Igreja |
![]() Vista do púlpito da igreja. |
![]() Vista da pia batismal que se encontra na sacristia da Igreja. |
![]() Vista do Coro e do orgão. |
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