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![]() Vista da Cidade com o Morro do Castelo Foto de 1877, tirada por Marc Ferrez |
Vista do Morro do Castelo, antigo Morro do Descanso, vendo-se a Ladeira do Castelo ou do Colégio, que levava ao antigo Colégio dos Jesuítas e sua Igreja. Na orla pode ser visto: o Arsenal de Guerra, antiga Casa do Trem e atual Museu Histórico Nacional construído por cima dos muros do Forte de Santiago e o Casarão do Quartel do Moura. |
![]() Vista do centro da cidade abrangendo as regiões das Praça Quinze de Novembro e Mauá e parte da Esplanada do Castelo, tirada da Baía de Guanabara. |
![]() Vista da cidade, abrangendo a região da Cinelândia, Lapa e Esplanada do Castelo, tirada do Aterro da Glória. |
![]() Vista do centro da cidade vendo-se edifícios da Esplanada do Castelo, tirada de Santa Teresa. |
![]() Vista do centro da cidade, tendo em primeiro plano os edifícios da Avenida Chile, tirada de Santa Teresa. |
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![]() Este mapa foi copiado do livro "Rio de Janeiro - Uma viagem no " Tempo" de Fernando da França Leite. |
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A cidade do Rio de Janeiro começou, oficialmente, com as primeiras construções no Morro Cara de Cão, em 1565. Na verdade, 10 anos antes, aqui aportou o francês Nicolau Durand de Villegagnon, com a finalidade de realizar o sonho de aqui estabelecer uma França Antártica. Escolheu para se instalar uma pequena ilha, hoje conhecida como Ilha de Villegagnon, onde ergueu o Forte de Coligny. O sonho durou pouco. Em 1560, o Governador Geral Mem de Sá assaltou a ilha, arrasou o forte e expulsou os franceses. A fundação do povoado, pelos portugueses, só ocorreu em 1565, com um forte e uma vila no Morro Cara de Cão. Mas logo em seguida, em 1567, a cidade foi transferida para o Morro do Descanso, depois Morro do Castelo e a ocupação foi feita a partir do alto do morro durante o Século XVI, com implantação também de trapiches na ponta da Saúde e na Prainha, atual Praça Mauá.. Hoje é difícil imaginar, mas a maior parte desta área era ocupada por lagoas, pântanos e ilhas que foram sendo incorporadas. Onde hoje é o Catete, passava o Rio Carioca que nascendo na Serra do Corcovado, próximo das Paineiras, descia por Laranjeiras, corria no sentido do Caminho Velho de Botafogo (atual Rua Senador Vergueiro) e desembocava na Praia do Sapateiro (atual Flamengo), onde hoje existe a Rua Cruz Lima. Como o Rio Carioca, várias outras porções de água foram desaparecendo, como desapareceram as lagoas do Boqueirão, a da Pavuna, a do Desterro e a de Santo Antônio. No Século XVII, o Morro foi sendo abandonado e a cidade se lançou para a Várzea, atual Praça Quinze e foi ocupada a região entre o Morro do Castelo e o Morro de São Bento, através da Rua Direita, hoje Rua 1º de Março. A ocupação avançou firme para os atuais bairros de Botafogo, Rio Comprido e São Cristóvão, espraiando-se pela Zona Norte, até as alturas do Engenho Novo. No Século XVIII, o Centro, especialmente a atual Rua do Ouvidor, era o coração do aglomerado populacional instalado nas cercanias do Morro de Santo Antônio. A área recebera seus primeiros embelezamentos na administração de Gomes Freire de Andrade - o Conde de Bobadella, com a construção do Convento de Santa Teresa e, especialmente, do Aqueduto hoje conhecido como Arcos da Lapa, entre 1723 a 1763, que trazia a água do Morro de Santa Teresa para o Largo da Carioca. Com o Marquês do Lavradio, tiveram início as obras de saneamento, o aterro das lagoas e dos pântanos. O primeiro grande impulso para odesenvolvimento urbano veio com a transferência para o Rio de Janeiro da capital do Brasil, a 2 de janeiro de 1763. Eprosseguiu com a administração do Vice-rei Luiz de Vasconcellos e Souza, entre 1779 e 1790, tendo como obra de maior importância o desmonte do Morro da Mangueiras e a incumbência, dada a Valentim da Fonseca e Silva - o Mestre Valentim, de construir o Passeio Público, a Rua das Bellas Noites (hoje Marrecas) e a Praça do Carmo. Entre 1808, quando chegou a Família Real, o Rio de Janeiro saiu do anonimato e entrou no comércio internacional, com a Abertura dos Portos Brasileiros, inaugurando um período de opulência e grande intercâmbio: técnico, artístico e científico. As marcas deixadas pelas missões artísticas e científicas, podem ainda hoje ser encontradas no Centro da Cidade do Rio de Janeiro. Em 1812, quando o Rio se tornou a capital do Reino Unido de Portugal e Algarves, a população da cidade já era de cerca de 70 mil pessoas, só com a Corte vieram umas 15 mil pessoas. A partir de 1822, transformada em capital do Império do Brasil, a cidade não parou mais de crescer. Em 12 de agosto de 1834, um Ato Adicional definiu o Município da Corte ou Município Neutro, desligando-o da Província do Rio de Janeiro. No final do século a população já atingira 800 mil pessoas, e o Rio era uma cidade que havia acumulado grande quantidade de problemas de comunicação, de saneamento e de doenças. O crescimento desordenado, fez com que, ainda no tempo do Império, fosse feita uma remodelação urbana, com base no plano do Ministro João Alfredo. A cidade, que evoluíra do arraial fortificado do século XVI para uma vila senhorial, no século XVII, e para uma cidade mercantil, nos séculos XVIII e XIX, estava pronta para entrar no século XX, já com o status de metrópole cultural, Capital da República. No início do século XX o Centro do Rio tinha estagnado e se tornado inviável, mas era apesar de tudo, o grande cartão postal, do País e da República. O Prefeito Pereira Passos com o apoio do Presidente Rodrigues Alves e recursos abundantes, resultantes da expansão do mercado internacional do café, destruiu e arrasou o que estava feito e construiu no seu lugar, o núcleo básico de uma cidade nova, moderna, arejada, à moda de Paris. Em pouco mais de três anos, 1902 a 1905, foram arrasadas áreas inteiras, espantando a população marginal que se alojava em cortiços e casas de cômodos. Sua obra de remodelação incluiu a abertura: da Avenida Central, hoje Av. Rio Branco; do Canal do Mangue; das Avenidas Rodrigues Alves, Paulo de Frontin, Salvador de Sá e Beira-Mar; a Boulevard de São Cristóvão e do Túnel Novo, para dar acesso às novas áreas próximas do mar. Paralelamente, foi desenvolvido um trabalho de proteção sanitária visando erradicar a febre amarela, tarefa entregue ao cientista Oswaldo Cruz. Com a Avenida Central, rasgada do mar ao mar, deslocou-se o coração da cidade, da tradicional Rua do Ouvidor, via colonial para uma artéria moderna. Na nova Avenida foram construídos importantes prédios como: o Teatro Municipal, a Biblioteca Nacional, a Escola de Belas Artes, entre outros, onde predominava o estilo francês, cuja influência iria predominar até o final da década de 30. Em 1922 foi iniciado o desmonte do Morro do Castelo, pelo Prefeito Carlos Sampaio. Com as terras dali retiradas foram aterradas: a praia de Santa Luzia, a enseada da Glória, até a ponta do Russel, e iniciado o aterro onde mais tarde seria instalado o Aeroporto Santos Dumont. Em 1937 foi iniciado o trabalho de aproveitamento da área resultante do desmonte do Morro do Castelo, surgindo a atual Esplanada do Castelo. Entre 1939 e 1941 foi aberta a Av. Presidente Vargas, pelo Prefeito Henrique Dodsworth, com extensão de mais de 4 quilômetros e 70 metros de largura. A partir de 1940 acentuou-se o crescimento da cidade em direção à Zona Sul, com o superpovoamento de Copacabana, a antiga Coocóapênupan, a praia dos socós dos tamoios, mas o Centro do Rio, veio a ganhar sua paisagem urbana de hoje, incorporando grandes edifícios comerciais que consolidaram o perfil do Bairro como centro comercial e financeiro da cidade. Hoje, no tumultuado cotidiano em que se vive, pressionado pelo relógio e a pressa de milhões de habitantes, pouca gente se detém diante das ruas, praças, becos, travessas, palácios, monumentos e sobrados do Centro do Rio de Janeiro, sem se darem conta de que eles são registros da história deste país, com uma riqueza que não se encontrará em nenhuma outra cidade. |
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Acesso ás Páginas da
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Os Franceses no Rio |
Villegagnon - A França Antártica |
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