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CENTRO - PRAÇA MARECHAL ÂNCORA

MUSEU HISTÓRICO NACIONAL



A História do Museu Histórico Nacional

Ainda no tempo de Mem de Sá, a proteção da cidade era feita em dois pontos: um que ficava no alto do Morro do Castelo, o Forte de São Sebastião, destruído junto com o Morro; outra que ficava ao pé do Morro, a Bateria de Santiago, erguida na Piaçava, depois Ponta do Calabouço, onde já existia uma pequena fortificação francesa. Estas eram as principais proteções da cidade contra os invasores, as demais eram pequenas baterias, colocadas em pontos estratégicos. Em 1963, a Bateria de Santiago foi ampliada tornando-se a Fortaleza de Santiago.

No mesmo local veio a ser instalada, na época do Governador Gomes Freire de Andrada - o Conde de Bobadela, um dos maiores amigos e benfeitores da cidade, a Casa do Trem, construída em 1762, com a finalidade de armazenar material bélico, possuía uma oficina de conserto de armas e uma fundição. Nela ficaram guardadas as partes do corpo de Tiradentes, até que seguisse para exposição pública no Caminho Novo, que ligava o Rio de Janeiro às Minas Gerais. O pátio de entrada do prédio, retangular com arcada de sete vãos pode ter sido obra do Brigadeiro Alpoim, mas foi alterado no Governo do Vice-Rei Conde da Cunha (1763-1767), quando recebeu o nome de Pátio de Minerva e teve acrescentado o muro posterior com o Portão qde Minerva que pode ser visto na primeira foto da página.

Após a transferência da capital para o Rio de Janeiro, em 1763, passou a ser o Arsenal do Trem em um prédio de dois andares construído em volta do Pátio de Minerva que posteriormente recebeu o nome de Arsenal Real de Guerra. Passou então a ser um grande centro de pordução e armazenamento de armas e munições do Exército. Neste período, em 1783 em sua fundição passaram a ser realizadas as primeiras esculturas em bronze da América de autoria de Mestre Valentim da Fonseca e Silva e em 1811 nele se instalou temporariamente a Academia Real Militar que deu origem ao ensino militar no Brasil, antes de se instalar no prédio para ela construído no Largo de São Francisco.

Já no século XX, com a transferência do Arsenal para a Ponta do Cajú, o prédio foi ocupado por vários órgãos da Administração Federal, até que o conjunto sofreu modificações para abrigar o Palácio das Indústrias, o maior pavilhão da Exposição de 1922 que comemorou o Centenário da Independência, quando foi reformado em Estilo Neocolonial por Archimedes Memória e Francisco Cuchet. Depois da Exposição o prédio passou a abrigar o maior museu de história do Brasil - o Museu Histórico Nacional.

Desde o Século XVI este prédio vem guardando vestígios dos Períodos: Colonial, Imperial e Republicano, evoluindo no tempo de uma pequenina fortificação francesa, para Fortaleza de Santiago, Casa do Trem, Arsenal de Guerra e maior museu do Brasil, em um dos maiores complexos arquitetônicos e históricos do Brasil e orgulho da Cidade do Rio de Janeiro.




No prédio do Museu Histórico Nacional que é um dos museus mais importantes do Brasil, na parte onde hoje está a Coleção de Arte Sacra, ainda pode ser vista uma parte da muralha da Fortaleza de Santiago. O Museu é o guardião de mais de 250 mil peças de inestimável valor, entre elas a maior Coleção de Numismática da América Latina. São 18 mil metros quadrados de um conjunto maravilhosamente colonial, que ao longo do tempo ganhou elementos ecléticos, e transpira história por todos os seus muros e paredes.



O Museu promove exposições temporárias e possui três exposições permanentes: Colonização e Dependência, sobre a história econômica do Brasil; Memória do Tempo Imperial, que exibe os símbolos do poder daquele período e A Família Real e o Transporte no Rio de Janeiro, que proporciona uma viagem pelos caminhos dos meios de transporte do país.

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O Prédio do Museu Histórico



As fotos acima mostram a vista do belo prédio do Museu Histórico quando se vem da Praça Quinze de Novembro,
a primeira foto pode se ver na extremidade direita o prédio onde está localizada a Igreja de Nossa Senhora de Bonsucesso.



Na foto acima podemos ver a parte traseira do Museu, as fotos
ao lado e abaixo mostram a parte lateral do prédio do lado oposto
ao das duas primeiras fotos, dando para a Praça da Misericórdia.
Na sequëncia pode se ver torreão da esquina que dá para a
parte onde existe um trecho da Muralha da Fortaleza de Santiago.





Entrando no terreno do Museu e se posicionando de frente para o prédio, as duas fotos acima são do lado esquerdo do
prédio e as duas fotos abaixo são do lado direito do prédio.



Vistas do Portão de Minerva, entrada do Museu, a primeira tirada de fora do Museu e a segunda tirada de dentro do Pátio
de Minerva.


Restaurante do Museu, localizado na extremidade esquerda
do prédio, na primeira foto ainda pode se ver os antigos
trilhos por onde circulavam os vagões de carga.

Fotos do Museu Histórico Nacional tiradas do Clube da Aeronáutica em 2016.







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Parte do Museu Construída sobre o que restou da Fortaleza de Santiago



Hoje ainda pode ser visto um pequeno trecho da
muralha da Fortaleza de Santiago, com seus dois canhões.
O prédio foi sendo construído sobre ela. A Fortaleza
ficava junto ao mar.

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Interior do Museu Histórico

Arcadas do Pátio de Minerva










Pátio de Canhões Antigos e Históricos









Canhão utilizado por Duguay Trouin em sua invasão ao Rio de Janeiro no ano de 1711, depois de saquear a cidade, os
canhões de sua armada tiveram que ser jogados na Baía de Guanabara, para aliviar o peso das caravelas.







Exposição "A Família Real e o Transporte no Rio de Janeiro"








A Exposição mostra os tipos de transporte utilizados
pela Família Real na cidade e suas características, a
última carruagem não faz parte da exposição, está exposta
no hall por onde se sobe para as salas de exposições dos
outros andares. A parede ao fundo é uma mostra da
construção da época, da mesma forma que o restaurante.


Fatos e Figuras da História do Brasil ligados ao Museu





A primeira foto é de um busto do Governador Gomes Freire de Andrade - o Conde de Bobadela, que construiu o prédio da Casa do Trem em 1762. A segunda é um busto do Vice-Rei, Conde da Cunha 1o Vice-Rei a governar o Brasil após a Transferência da Capital para o Rio de Janeiro, que alterou e amplificou o prédio, transformando-o no Arsenal do Trem. A terceira de Mestre Valentim da Fonseca e Silva que trabalhou na Fundição e na Oficina de Armas para confecção de suas esculturas e de material bélico.

Em homenagem a estes três personagens da história do Brasil e da cidade foi montada no local, em 2013, uma exposição em comemoração aos 250 Anos da Transferência da Capital para o Rio de Janeiro. A apresentação da Exposição é mostrado na foto ao lado.

A quarta foto é de Tiradentes, cujos restou mortais permaneceram no Museu antes de serem expostos publicamente e a última mostra o quadro: Leitura da Sentença dos Inconfidentes óleo sobre tela de Eduardo Sá. Os bustos e o quadro estão expostos numa das alas do Museu onde se conta a sua História.

Homenagem à Fundação da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Relêvo em gesso e madeira de 1965 comemorativa dos 400
Anos da Fundação da Cidade do Rio de Janeiro em 1565.

Pintura de Armando Viana, óleo sobre tela de 1940,
Expulsão dos Franceses do Rio de Janeiro em 1567.

Fotos do esculturas importantes encontradas no Museu.

Estátua de D Pedro I.

Estátua de D. Pedro II.

Estátua do Padre Antonio Vieira.

Estátua equestre de D Pedro II.

Outras Curiosidades

O Museu apresenta em sua exposição permanente estudos feitos na sua fundição para as alegorias escultóricas do
Monumento a D. Pedro I existente na Praça Tiradentes




A primeira foto mostra em conjunto de três esculturas alegóricas da Estátua: a do Rio São Francisco, a do Rio Madeira e a do Rio Paraná. Não existe a do Rio Amazonas.

As outras duas acima e a foto ao lado mostram em destaque das três esculturas: a segunda é do Rio Madeira; a terceira é do Rio São Francisco e a foto ao lado do Rio Paraná.


Outra curiosidade é a apresentação de três trabalhos realizados por Mestre Valentim para a Igreja de Santa
Cruz dos Militares
onde trabalhou entre 1802 e 1812: duas esculturas em madeira para os nichos da fachada de
São Mateus e São José e um candelabro.





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LADEIRA, RUA, LARGO E IGREJA DA MISERICÓRDIA
 




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