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CENTRO - PRAÇA MARECHAL ÂNCORA



Praça Marechal Âncora

A Praça Marechal Âncora, que já se chamou Largo do Moura, é um enclave no coração agitado da cidade do Rio de Janeiro de hoje, mas que leva ao Rio de Janeiro antigo, embora cercada de edifícios modernos e altos, concentra um quarteirão do Rio Colonial, formado pelo Museu Histórico Nacional, pela Igreja de Nossa Senhora de Bonsucesso e pela Santa Casa da Misericórdia, mais uma vez mostrando a convivência harmoniosa do antigo e do novo, na cidade. É um prolongamento natural da Praça XV, resultado dos inúmeros aterros, que foi ganhando terreno ao mar.


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Museu Histórico Nacional

Ainda no tempo de Mem de Sá, a proteção da cidade era feita por duas Fortalezas: uma que ficava no alto do Morro do Castelo, o Forte de São Sebastião, destruído junto com o Morro; outra que ficava ao pé do Morro, a Fortaleza de Santiago , erguida na Piaçava, depois Ponta do Calabouço. Estas eram as principais proteções da cidade contra os invasores, as demais eram pequenas baterias, colocadas em pontos estratégicos.

No mesmo local veio a ser instalada, na época do Governador Gomes Freire de Andrada - o Conde de Bobadela, um dos maiores amigos e benfeitores da cidade, a Casa do Trem, construída em 1762, com a finalidade de armazenar material bélico, que possuía uma oficina de conserto de armas e uma fundição. Nela ficaram guardadas as partes do corpo de Tiradentes, até que seguisse para exposição pública no Caminho Novo, que ligava o Rio de Janeiro às Minas Gerais. O pátio de entrada do prédio, retangular com arcada de sete vãos pode ter sido obra do Brigadeiro Alpoim, mas foi alterado no Governo do Vice-Rei Conde da Cunha (1763-1767), quando recebeu o nome de Pátio de Minerva e teve acrescentado o muro posterior com o portão que pode ser visto na primeira foto da página.

Posteriormente passou a ser o Arsenal Real de Guerra, concluído em 1822. Já no século XX, com a transferência do Arsenal para a Ponta do Cajú, o prédio foi ocupado por vários órgãos da Administração Federal, até que o conjunto sofreu modificações para abrigar no Palácio das Indústrias, o maior pavilhão da Exposição de 1922 que comemorou o Centenário da Independência,quando foi reformado em Estilo Neocolonial por Archimedes Memória e Francisco Cuchet. Depois o conjunto foi transformado em Museu.




Hoje no local ainda pode ser visto um pedaço da muralha da Fortaleza de Santiago, no prédio do Museu Histórico Nacional que é um dos mais importantes do Brasil, na parte onde hoje está a Coleção de Arte Sacra. O Museu é o guardião de mais de 250 mil peças de inestimável valor, entre elas a maior Coleção de Numismática da América Latina. São 18 mil metros quadrados de um conjunto maravilhosamente colonial, que ao longo do tempo ganhou elementos ecléticos, e transpira história por todos os seus muros. O Museu promove exposições temporárias e possui três exposições permanentes: Colonização e Dependência, sobre a história econômica do Brasil; Memória do Tempo Imperial, que exibe os símbolos do poder daquele período e No Tempo das Carruagens, que proporciona uma viagem pelos caminhos dos meios de transporte do país.

Vistas do Prédio do Museu Histórico Nacional








Vistas do pórtico de entrada do Museu, a primeira tirada de dentro do Museu e a segunda tirada de fora.


Vistas do prédio na parte construída sobre a Fortaleza de Santiago.


Hoje ainda pode ser visto um pequeno trecho da muralha da Fortaleza de Santiago, com seus dois
canhões. A Fortaleza ficava junto ao mar.

Vistas do Interior do Museu Histórico Nacional
As três primeiras fotos mostram o Pátio de Minerva que é um hall de acesso aos prédios do Museu, nele se destacam
os diversos arcos redondos. A quarta foto mostra Uma das carruagens da Exposição: Nos Tempos das Carruagens.




Vistas do pátio interno onde existe uma exposição de canhões antigos e históricos.










Canhão utilizado por Duguay Trouin em sua invasão ao Rio de Janeiro no ano de 1711, depois de saquear a cidade, os
canhões de sua armada tiveram que ser jogados na Baía de Guanabara, para aliviar o peso das caravelas.


Pátio dos canhões iluminado.


Área do restaurante onde pode se ver os antigos trilhos
por onde circulavam os vagões de carga.


Estátua de D Pedro I.

Estátua de D. Pedro II.

Estátua do Padre Antonio Vieira.

Estátua equestre de D Pedro II.

Fatos e Personagens ligados à História do Museu Histórico Nacional









A primeira foto é de um busto do Governador Gomes Freire de Andrade - o Conde de Bobadela, que construiu o prédio da Casa do Trem em 1762. A segunda é um busto do Vice-Rei, Conde da Cunha que alterou e amplificou o prédio. A terceira de Mestre Valentim que construiu no local uma fundição para confecção de material bélico. A quarta é de Tiradentes, cujos restou mortais permaneceram no Museu antes de serem expostos publicamente e a última mostra o quadro: Leitura da Sentença dos Inconfidentes óleo sobre tela de Eduardo Sá. Os bustos e o quadro estão expostos numa das alas do Museu onde se conta a sua História.

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Museu da Imagem e do Som e Serviço de Saúde dos Portos


Prédio do Museu da Imagem e do Som.


Prédio do Serviço de Saúde dos Portos.

Os prédios do Museu da Imagem e do Som e do Serviço de Saúde dos Portos, juntamente com os prédios do Museu Histórico Nacional e a Academia Brasileira de Letras são os únicos remanescentes da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil, realizada em 1922.

O Museu da Imagem e do Som foi construído para ser o Pavilhão da Administração e do Distrito Federal na Exposição, projetado por Silvio e Raphael Rebecchi. Fica localizado na Praça Rui Barbosa, tendo sido tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual em 1988 e restaurado em 1990. Seu principal acervo se refere à coleção fotográfica da Música Popular Brasileira e da cidade do Rio de Janeiro.

O prédio do Serviço de Saúde dos Portos, foi construído para ser o Pavilhão de Estatística da Exposição, projetado por Gastão Bahiana. Fica localizado na Praça Marechal Âncora e pertence à Marinha. Possuia originalmente uma cúpula que desapareceu, quando foi acrescido de uma massa grosseira em cima da cornija e de uma marquise metálica, recentemente foi completamente restaurado.


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Aeroporto Santos Dumont

O Aeroporto Santos Dumont foi construído em uma área aterrada com o desmonte do Morro do Castelo, tendo sido inaugurado em 1944.

O prédio do Aeroporto Santos Dumont foi projetado pelos irmãos Marcelo e Milton Roberto, em 1938, que ganharam um concurso nacional, um ano após terem também ganho o concurso para construir o prédio da ABI, na Rua Araújo Porto Alegre A construção foi um marco da arquitetura moderna brasileira, com seu duplo saguão, onde destacam-se painéis de Cadmo Fausto, retratando o sonho mitológico de Ícaro, realizado por Alberto Santos Dumont com o 14Bis. Os jardins em frente ao Aeroporto, foram projetados por Burl Marx.

Em fevereiro de 1998, o Aeroporto foi atingido por um incêndio, mas foi completamente recuperado em apenas 180 dias, inclusive os painéis que foram delicadamente restaurados.




Vista geral do Aeroporto Santos Dumont, tirada de alto
do Pão de Açúcar, tendo ao fundo a Ponte Rio-Niterói.



Vista da área do Aeroporto Santos Dumont, tirada da Baia de
Guanabara, tendo em primeiro plano a Ilha Fiscal e ao fundo
o Pão de Açúcar.


Vista da área do Aeroporto Santos Dumont tirada de
Santa Teresa.



Pouso de um avião na pista do Aeroporto, foto tirada
da Baía de Guanabara.


Vistas do Aeroporto Santos Dumont, tiradas da Baía de Guanabara.


Angar da VARIG, no Aeroporto Santos Dumont.


Jardins em frente ao Aeroporto, desenhados por Burl Marx.

Vistas do Prédio do Aeroporto Santos Dumont e de um dos painéis de seu saguão.









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