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SUA REDONDEZA



Rua Senador Dantas

A Rua Senador Dantas foi aberta em 1886, para ligar o Largo da Carioca à Rua do Passeio e facilitar a movimentação para a zona sul da cidade pelos bondes puxados a burro. Seu nome foi uma homenagem ao importante Conselheiro e Senador do Império, Manoel Pinto de Souza Dantas.

O Senador Dantas como era conhecido, nasceu em 1831 e foi magistrado e importante político do período imperial brasileiro como membro do Partido Liberal, tendo sido Deputado Provincial, Deputado Geral e Presidente das Províncias de Alagoas e da Bahia. Foi também Ministro da Agricultura e como membro do Gabinete presidido por José Antônio Saraiva foi sucessivamente Ministro da Justiça e do Império. Após a morte de Zacarias de Góis e Vasconcelos, assumiu sua vaga no Senado do Império. Foi Presidente do Banco do Brasil no Império e manteve o cargo com a República. Foi pai de Rodolfo Epifânio de Sousa Dantas, político e jornalista, fundador do Jornal do Brasil.

Na esquina da Rua Senador Dantas com a Rua do Passeio fica localizado o imponente prédio onde estavainstalado o Hotel Serrador de propriedade de Francisco Serrador, idealizador da Cinelândia, recentemente foi seu proprietário o empresário Eike Batista que instalou nele a sede de suas empresas, mas com a decadência do empresário o prédio voltou a ser hotel com a instalação do Windsor Astúrias Hotel.

A Rua Senador Dantas possui muitos outros prédios importantes como o do Banco do Brasil e recentemente nela foi inaugurada uma Livraria Cultura no local onde existiu o antigo Cinema Vitória. A Livraria Cultura é uma empresa fundada em 1947 por Eva Herz e tem sido referência no mercado brasileiro com 19 lojas pelo Brasil. Na livraria está instalado o Teatro Eva Herz.




A foto acima é um a vista geral de prédios da Rua Senador Dantas, tendo à sua frente o Passeio Público e como destaque os prédios do Windsor Astúrias Hotel e a parte de cima do prédio do Banco do Brasilo. A segunda foto mostra o imponente prédio do Hotel.


As fotos abaixo mostram o interior da Livraria Cultura








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Rua do Riachuelo

Antes da chegada de D. João ao Brasil, quando não haviam sido ainda aterrados os mangais de São Diogo, que abriu caminho para que se chegasse ao Paço de São Cristóvão, era a Estrada de Matacavalos, que os cariocas utilizavam para chegar ao Andaraí Pequeno, atual Tijuca e também ao interior do Brasil, através do Bairro de Mataporcos, atual Estácio. Seu nome derivava do fato de ser um caminho cheio de barrancos, que cansava muito os animais que nele transitavam. Passou a se chamar Rua do Riachuelo depois da Guerra do Paraguai, em homenagem à Batalha em que o Almirante Barroso derrotou a esquadra paraguaia em águas argentinas do Rio Paraná.

Pela Estrada de Matacavalos, entraram na cidade os franceses de Duclerc, em 1710, em sua marcha para a Alfândega, vindo pelo Morro do Desterro, atual Morro de Santa Teresa.

Seu mais ilustre morador foi o General Manuel Luís Osório, que nela morou e morreu, em 1879. Em 1870, nesta rua foi inaugurado o novo Hospital do Carmo, que havia sido fundado em 1773, nos fundos da Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo na Rua Primeiro de Março. Era uma rua tão característica dos oitocentos que Machado de Assis localizou nela alguns personagens de seus romances, inclusive sua famosa Capitu.





A primeira foto acima mostra a Igreja da Sociedade de São Vicente de Paulo, a segunda o Prédio dos Democráticos, clube carnavalesco da famosa sociedade Os Democráticos, as Grandes Sociedades foram as antecessoras das Grandes Escolas de Samba e a terceira é do prédio do Hospital do Carmo que funciona no local desde 1870.

A primeira fotos abaixo mostra outra vista do Hospital do Carmo com o detalhe de sua fachada. A segunda mostra a Casa onde morou o General Manuel Luís Osório, o Marquês de Herval que é atualmente tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional e foi recentemente restaurada, esta casa, em estilo Néoclássico, já migrando para o Eclético, esteve abandonada e durante muito tempo foi um cortiço pobre, possue uma fachada de azulejos portugueses e tem 13 janelas todas voltadas para a Rua do Riachuelo.



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Praça da Cruz Vermelha

A Praça da Cruz Vermelha surgiu no local onde ficava o Morro do Senado que foi desmontado entre 1880 a 1906. A Praça mantém um conjunto de prédios do início do século XX e foi recentemente reurbanizada. É um ponto importante da cidade, porque além do ponto de vista da integração urbana, abriga dois importante hospitais: o Instituto Nacional do Câncer e o Hospital da Cruz Vermelha, que ocupa um prédio de grande beleza, projetado pelo arquiteto Pedro Campofiorito, inaugurado em 1923.

Praças circulares no cruzamento de ruas movimentadas são marca do urbanismo de Pereira Passos. O prédio da Cruz Vermelha tem uma fachada curva que acompanha a Praça. A escultura de cimento sobre o tímpano e as cruzes pintadas de vermelho chamam a atenção para a função do edifício. Atrás dela a cúpula com mirante arremata a composição.




Vista dos prédios antigos e da Praça da Cruz Vermelha.

Prédio do Hospital da Cruz Vermelha.
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