Centro Rua 1º de Março Esplanada Castelo Praça XV de Novembro Largo da Carioca Praça da República Av. Presidente Vargas Largo de S. Francisco
Avenida Rio Branco Praça Mauá Praça Marechal Âncora Lapa Santa Teresa Avenida Chile Praça Tiradentes

CENTRO - ESPLANADA DO CASTELO I



Morro do Castelo

Depois da expulsão dos franceses, Mem de Sá assumindo o governo da cidade, tomou a providência de transferí-la para um local mais protegido, escolheu para isto o morro que permitia dominar amplamente a várzea que se estendia no seu sopé e também a entrada da barra marítima, este Morro passou a chamar-se do Morro do Descanso, depois de São Januário e finalmente Morro do Castelo, em 1614, devido ao Forte ali construído lembrar um castelo medieval. Logo que foi decidida a transferência começaram as mudanças para o novo local, mas a sede primitiva não foi de todo abandonada, lá permaneceram alguns pioneiros, a igrejinha de São Sebastião, com o túmulo de Estácio de Sá e um posto semafórico, erguido no alto do Morro Cara de Cão, para avisar ao Castelo da entrada ou aproximação de navios.

Aos pés do morro as várzeas se estendiam a perder de vista, para o sertão, sendo interrompidas algumas vezes por morros e outeiros e entre eles havia a região alagadiça, com pântanos e algumas lagoas. O Morro não poderia sobreviver por si só, pois não tinha água nem pastagens, portanto, o terreno era inóspito e teria de ser conquistado pelos primeiros habitantes da cidade.

Logo de início surgiram duas descidas do Morro: uma que era a Ladeira do Descanso, que descia numa nesga do terreno e se estendia para o lado norte, em direção ao interior da baía, logo depois passou a chamar-se Ladeira da Misericórdia; a outra foi feita para atender à necessidade de buscar água e ficava na face oposta do Morro, na encosta sul em direção ao Rio Carioca, que era o único manancial de água potável então conhecido, esta ficou conhecida como Ladeira do Poço do Porteiro, porque o porteiro da Câmara, Mestre Vasco, cavou um poço em seu terreno. Desta Ladeira esgueirava uma trilha que passava entre duas lagoas, a Lagoa de Santo Antonio , no Largo que depois veio a chamar-se da Carioca, que se estendia até quase onde fica hoje o Teatro Municipal e a Lagoa do Boqueirão da Ajuda, ocupando o atual Passeio Público até os Arcos, este caminho deu origem à Rua dos Barbonos, atual Rua Evaristo da Veiga, e na confluência entre as duas lagoas, onde é hoje o prédio da Câmara Estadual ficava a ermida de Nossa Senhora da Ajuda.


Mem de Sá começou a construir o Forte, de alvenaria
e pedra e os muros fortificados da cidade, além dos
Edifícios: da Câmara, da Cadeia, da Casa do Governador,
dos Armazéns Gerais e do Colégio dos Jesuítas. Em 1568,
retornou à Bahia e deixou o Governo com seu sobrinho
Salvador Correia de Sá - 1568 a 1571, que deu início à
construção da Igreja Matriz de São Sebastião e incentivou
a expansão da cidade para a várzea, dando aos moradores
isenção de impostos e liberdade para construírem onde
achassem mais adequado.


Translado da cidade para o Morro do Castelo, diante da
porta da cidade, nas imediações da desaparecida Rua da
Misericórdia, todos assistem à Missa. Gravura
reproduzindo óleo sobre tela de Firmino Monteiro,
fotograma da Litografia Hartmann que se encontra no
Museu da Cidade do Rio de Janeiro. Cópia do livro:
Era uma vez O Morro do Castelo.

Estava criado o núcleo que iria se transformar numa das mais importantes e mais bela cidade do Brasil, a cidade do
Rio de Janeiro.




Vistas do Morro do Castelo. Ambas mostrando em primeiro plano o conjunto arquitetônico dos Jesuítas. Na primeira, à
esquerda pode se ver a Ladeira da Misericórdia, na extrema esquerda, o frontão da Igreja de São Sebastião. É uma
fotografia de autor desconhecido. A segunda é um fotografia de Augusto Malta, tirada em 1920. Ambas foram copiadas
do livro: Era uma vez O Morro do Castelo.

Igreja de São Sebastião do Morro do Castelo


Vista do Morro do Castelo, vendo-se o a Igreja de São
Sebastião. Foto de Augusto Malta, tirada em 1919,
um ano antes da demolição do Morro.

Vista do interior da Igreja de São Sebastião.
Fotografia de Augusto Malta, álbum de Fotografias
do Morro do Castelo. Foto copiada do livro:
Era uma vez O Morro do Castelo.

Em 1676, quando foi criado o Bispado do Rio de Janeiro, a Igreja de São Sebastião passou a ser a Catedral da cidade e lá
permaneceu até 1734, quando devido a seu péssimo estado, mudou-se para a atual Igreja de Santa Cruz dos Militares e em
1737 passou para a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, na atual Rua Uruguaiana. Em 1808, D. João,
passou a Catedral para a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, na Rua Direita, esta se manteve lá até ser transferida para
a Av. Chile onde ainda encontra-se localizada.


Igreja de Santo Inácio


Igreja do complexo arquitetônico
dos Jesuítas dedicada a Santo Inácio.
Cliquê Eduardo Bevilacqua e Cia, copiada
do livro: Era uma vez O Morro do Castelo

Vista do interior da Igreja de Santo Inácio. Fotografia publicada
na Revista do IHGB, volume 288, julho/setembro de 1970, copiada
do livro: Era uma vez O Morro do Castelo. Os altares e o púlpito
foram recolhidos à Igreja de Nossa Senhora de Bonsucesso.
O altar mor era um retábulo com pintura a óleo, desaparecido.

A Administração Carlos Sampaio, teve como meta
principal preparar o Rio de Janeiro para as
comemorações do 1º Centenário da Independência em
1922, para isto, em 1920, foi iniciado o desmonte do
Morro do Castelo
, para que se ganhasse novas áreas no
centro da cidade para realizar a Exposição Internacional,
que seria o ponto alto das comemorações.


Desmonte do Morro do Castelo, com trem para transporte
da terra e entulho. Fotografia de Augusto Malta, copiada
do livro: Era uma vez O Morro do Castelo.

Retorna ao Início da Página



Santa Casa da Misericórdia


Rua Santa Luzia, no trecho em que se encontra a Santa
Casa da Misericórdia.

A Santa Casa da Misericórdia do Rio é o edifício civil mais antigo da cidade. Foi inspirada na homônima de Portugal e se chamava Hospital da Misericórdia, tendo sido o primeiro Hospital construído no Rio de Janeiro. Foi inicialmente construída em taipa ainda no século XVI, entre 1567 e 1582, mas a pedra fundamental da nova sede, só viria a ser lançada em 1840 e foi inaugurada doze anos mais tarde.

Os sete vãos do corpo de acesso são feitos de gnaisse bege e é valorizado pela interposição de uma colunata toscana nos dois andares e pelo seu frontão. O interior tem uma sucessão de espaços fechados e de pátios que refletem o talento de José Maria Jacintho Rabello. Possui uma capela em seu interior de 1840, que é obra de Joaquim Cândido Guilhobel e de seu conjunto faz parte a Igreja da Misericórdia ou de Nossa Senhora de Bonsucesso.


Corpo de acesso Néoclássico do prédio da Santa Casa.

Vista do prédio em toda a sua extensão.

Prédio da Santa Casa.

Prédio da Santa Casa.
Retorna ao Início da Página



Museu de Arte Moderna



A construção do Museu de Arte Moderna, foi iniciada em 1953, tendo sido projetado por Affonso Eduardo Reidy. O projeto inicial previa a construção de três blocos: um bloco-escola que foi construído entre 1953 e 1958; um bloco de exposições construído entre 1967 e 1968 e um bloco em que seria instalado um teatro, que ancoraria a composição, com sua face voltada para a cidade, mas este bloco não chegou a ser construído. O Museu está integrado ao Aterro através do projeto paisagístico de Burle Marx.

O Museu possue um expressivo acervo, que inclui a coleção particular de Assis Chateaubriand, tem ainda como destaque sua Cinemateca em torno da qual se formaram gerações de cineastas brasileiros. Sua nota triste foi o incêndio sofrido em 1978, quando foram perdidas obras de grande valor, como: Dalí; Miró e Guinard, num prejuízo calculado na época em 10 milhões de dólares, mas ele foi inteiramente reconstruído. Em 1999 o prédio passou por minuciosa restauração e depois dela apresentou uma grande exposição com obras de Pablo Picasso.


Vista da região do Aterro onde fica o Museu de Arte
Moderna, ao fundo pode ser vista a Avenida Beira Mar.


Vista do prédio do Museu de Arte Moderna.


Vista geral do prédio.

Vista do projeto paisagístico de Burle Marx.
Continua na página ESPLANADA DO CASTELO II
 




Retorna à página CENTRO
Retorna ao início da página