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CENTRO - ESPLANADA DO CASTELO



Morro do Castelo

Depois da expulsão dos franceses, Mem de Sá assumindo o governo da cidade, ainda em 1567, tomou a providência de transferí-la para um local mais protegido, escolheu para isto o morro que permitia dominar amplamente a várzea que se estendia no seu sopé e também a entrada da barra marítima, este Morro passou a chamar-se do Morro do Descanso, depois de São Januário e finalmente Morro do Castelo, em 1614, devido ao Forte ali construído lembrar um castelo medieval. Logo que foi decidida a transferência começaram as mudanças para o novo local, mas a sede primitiva não foi de todo abandonada, lá permaneceram alguns pioneiros, a igrejinha de São Sebastião, com o túmulo de Estácio de Sá e um posto semafórico, erguido no alto do Morro Cara de Cão, para avisar ao Castelo da entrada ou aproximação de navios.

Aos pés do morro as várzeas se estendiam a perder de vista, para o sertão, sendo interrompidas algumas vezes por morros e outeiros e entre eles havia a região alagadiça, com pântanos e algumas lagoas. O Morro não poderia sobreviver por si só, pois não tinha água nem pastagens, portanto, o terreno era inóspito e teria de ser conquistado pelos primeiros habitantes da cidade.

Logo de início surgiram duas descidas do Morro: uma que era a Ladeira do Descanso, que descia numa nesga do terreno e se estendia para o lado norte, em direção ao interior da baía, logo depois passou a chamar-se Ladeira da Misericórdia; a outra foi feita para atender à necessidade de buscar água e ficava na face oposta do Morro, na encosta sul em direção ao Rio Carioca, que era o único manancial de água potável então conhecido, esta ficou conhecida como Ladeira do Poço do Porteiro, porque o porteiro da Câmara, Mestre Vasco, cavou um poço em seu terreno. Desta Ladeira esgueirava uma trilha que passava entre duas lagoas, a Lagoa de Santo Antonio , no Largo que depois veio a chamar-se da Carioca, que se estendia até quase onde fica hoje o Teatro Municipal e a Lagoa do Boqueirão da Ajuda, ocupando o atual Passeio Público até os Arcos, este caminho deu origem à Rua dos Barbonos, atual Rua Evaristo da Veiga, e na confluência entre as duas lagoas, onde é hoje o prédio da Câmara Estadual ficava a ermida de Nossa Senhora da Ajuda.


Mem de Sá começou a construir o Forte, de alvenaria e pedra e os muros fortificados da cidade, além dos Edifícios: da Câmara, da Cadeia, da Casa do Governador, dos Armazéns Gerais e da Igreja e do Colégio dos Jesuítas. Em 1568, retornou à Bahia e deixou o Governo com seu sobrinho Salvador Correia de Sá - 1568 a 1571, que deu início à construção da Igreja Matriz de São Sebastião e incentivou a expansão da cidade para a várzea, dando aos moradores isenção de impostos e liberdade para construírem onde achassem mais adequado.

A gravura ao lado mostra o translado da cidade para o Morro do Castelo, diante da porta da cidade, nas imediações da desaparecida Rua da Misericórdia, todos assistem à Missa. Gravura reproduzindo óleo sobre tela de Firmino Monteiro, fotograma da Litografia Hartmann que se encontra no Museu da Cidade do Rio de Janeiro. Cópia do livro: Era uma vez O Morro do Castelo.


Estava criado o núcleo que iria se transformar numa das mais importantes e mais bela cidade do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro.



Vistas do Morro do Castelo. Ambas mostrando em primeiro plano o conjunto arquitetônico dos Jesuítas. Na primeira, à
esquerda pode se ver a Ladeira da Misericórdia, na extrema esquerda, o frontão da Igreja de São Sebastião. É uma fotografia
de autor desconhecido. A segunda é uma fotografia de Augusto Malta, tirada em 1920. Ambas foram copiadas do livro:
Era uma vez O Morro do Castelo.

Igreja de São Sebastião do Morro do Castelo


Acima vista do Morro do Castelo, com a Igreja de São Sebastião. Foto de Augusto Malta, tirada em 1919, um ano antes da demolição do Morro.

Ao lado vista do interior da Igreja de São Sebastião. Foto do álbum de Fotografias do Morro do Castelo de Augusto Malta, copiada do livro: Era uma vez O Morro do Castelo.



Em 1676, quando foi criado o Bispado do Rio de Janeiro, a Igreja de São Sebastião passou a ser a Catedral da cidade e lá
permaneceu até 1734, quando devido a seu péssimo estado, mudou-se para a atual Igreja de Santa Cruz dos Militares e em
1737 passou para a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, na atual Rua Uruguaiana. Em 1808, D. João,
passou a Catedral para a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, na Rua Direita, esta se manteve lá até ser transferida para
a Av. Chile em 1976, onde ainda encontra-se localizada.


Igreja e Colégio de Santo Inácio


Igreja do complexo arquitetônico
dos Jesuítas dedicada a Santo Inácio.
Cliquê Eduardo Bevilacqua e Cia, copiada
do livro: Era uma vez O Morro do Castelo

Vista do interior da Igreja de Santo Inácio. Fotografia publicada
na Revista do IHGB, volume 288, julho/setembro de 1970, copiada
do livro: Era uma vez O Morro do Castelo. Os altares e o púlpito
foram recolhidos à Igreja de Nossa Senhora de Bonsucesso.
O altar mor era um retábulo com pintura a óleo, desaparecido.

A Administração Carlos Sampaio, teve como meta
principal preparar o Rio de Janeiro para as
comemorações do 1º Centenário da Independência em
1922, para isto, em 1920, foi iniciado o desmonte do
Morro do Castelo
, para que se ganhasse novas áreas no
centro da cidade para realizar a Exposição Internacional,
que seria o ponto alto das comemorações.


Desmonte do Morro do Castelo, com trem para transporte
da terra e entulho. Fotografia de Augusto Malta, copiada
do livro: Era uma vez O Morro do Castelo.

Santa Casa da Misericórdia


Rua Santa Luzia, no trecho em que se encontra a Santa
Casa da Misericórdia.

A Santa Casa da Misericórdia do Rio é o edifício civil mais antigo da cidade. Foi inspirada na homônima de Portugal e se chamava Hospital da Misericórdia, tendo sido o primeiro Hospital construído no Rio de Janeiro. Foi inicialmente construído em taipa ainda no século XVI, entre 1567 e 1582, mas a pedra fundamental da nova sede, só viria a ser lançada em 1840 e foi inaugurada doze anos mais tarde.

Os sete vãos do corpo de acesso são feitos de gnaisse bege e é valorizado pela interposição de uma colunata toscana nos dois andares e pelo seu frontão. O interior tem uma sucessão de espaços fechados e de pátios que refletem o talento de José Maria Jacintho Rabello. Possui uma capela em seu interior de 1840, que é obra de Joaquim Cândido Guilhobel e de seu conjunto faz parte a Igreja da Misericórdia ou de Nossa Senhora de Bonsucesso.


Corpo de acesso Néoclássico do prédio da Santa Casa.

Vista do prédio em toda a sua extensão.

Prédio da Santa Casa.

Prédio da Santa Casa.
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A Esplanada do Castelo atualmente

O desmonte do Morro do Castelo foi realizado sob imensa polêmica, porque numerosos eram os que estavam contra a obra, por diferentes motivos, mas principalmente pela defesa da necessidade da preservação do berço inicial da cidade, com seus monumentos, ladeiras, as ruelas e as casas que o cercavam, edificadas nos seus primeiros anos de vida, elementos que deveriam desaparecer com o Morro. Mas apesar de todas as dificuldades o Morro foi demolido.

Em seu lugar surgiu a Esplanada do Castelo formada pelas Avenidas: Presidente Antonio Carlos; Churchill; Franklin Roosevelt; Presidente Wilson; Marechal Câmara; Graça Aranha e Almirante Barroso; entre outras, produzindo uma paisagem nova e moderna, que expandiu-se ao longo de toda a década de 1930, sob a inspiração e o patrocínio do Estado Novo de Getúlio Vargas, vencendo o roteiro da ousadia e da inovação e se constituindo do maior conjunto urbanístico-arquitetônico contínuo de obras Art-Deco da cidade.

O material retirado do desmonte foi utilizado para aterrar a área em frente ao atual Museu Histórico Nacional, e a Praia de Santa Luzia, até alcançar o Obelisco da Avenida Rio Branco e o Aterro da Glória, qua deu início ao imenso Aterro do Flamengo, ganhando ao mar o imenso espaço que serviu para modernizar a cidade.



A quatro fotos mostram os prédios da Esplanada do Castelo tiradas de navios na Baía de Guanabara. Nelas se destacam prédios das Avenidas: Presidente Antônio Carlos; Graça Aranha; General Justo; Churchill e Presidente Wilson, além da pista de pouso do Aeroporto Santos Dumont com aviões pousando.

As cinco fotos mostram a Esplanada do
Castelo atual. As três primeiras tiradas da
Avenida Almirante Sílvio de Noronha atrás
do Aeroporto Santos Dumont. As outras
duas foram tiradas do Outeiro da Glória.

A Esplanada do Castelo vista da Marina da Glória. Na segunda foto pode se ver em destaque o prédio do Museu de
Arte Moderna - MAM
que fica no início do Aterro da Glória.
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