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Depois da expulsão dos franceses, Mem de Sá assumindo o governo da cidade, tomou a providência de transferí-la para um local mais protegido, escolheu para isto o morro que permitia dominar amplamente a várzea que se estendia no seu sopé e também a entrada da barra marítima, este Morro passou a chamar-se do Morro do Descanso, depois de São Januário e finalmente Morro do Castelo, em 1614, devido ao Forte ali construído lembrar um castelo medieval. Logo que foi decidida a transferência começaram as mudanças para o novo local, mas a sede primitiva não foi de todo abandonada, lá permaneceram alguns pioneiros, a igrejinha de São Sebastião, com o túmulo de Estácio de Sá e um posto semafórico, erguido no alto do Morro Cara de Cão, para avisar ao Castelo da entrada ou aproximação de navios. Aos pés do morro as várzeas se estendiam a perder de vista, para o sertão, sendo interrompidas algumas vezes por morros e outeiros e entre eles havia a região alagadiça, com pântanos e algumas lagoas. O Morro não poderia sobreviver por si só, pois não tinha água nem pastagens, portanto, o terreno era inóspito e teria de ser conquistado pelos primeiros habitantes da cidade. Logo de início surgiram duas descidas do Morro: uma que era a Ladeira do Descanso, que descia numa nesga do terreno e se estendia para o lado norte, em direção ao interior da baía, logo depois passou a chamar-se Ladeira da Misericórdia; a outra foi feita para atender à necessidade de buscar água e ficava na face oposta do Morro, na encosta sul em direção ao Rio Carioca, que era o único manancial de água potável então conhecido, esta ficou conhecida como Ladeira do Poço do Porteiro, porque o porteiro da Câmara, Mestre Vasco, cavou um poço em seu terreno. Desta Ladeira esgueirava uma trilha que passava entre duas lagoas, a Lagoa de Santo Antonio , no Largo que depois veio a chamar-se da Carioca, que se estendia até quase onde fica hoje o Teatro Municipal e a Lagoa do Boqueirão da Ajuda, ocupando o atual Passeio Público até os Arcos, este caminho deu origem à Rua dos Barbonos, atual Rua Evaristo da Veiga, e na confluência entre as duas lagoas, onde é hoje o prédio da Câmara Estadual ficava a ermida de Nossa Senhora da Ajuda. |
Mem de Sá começou a construir o Forte, de alvenaria |
![]() Translado da cidade para o Morro do Castelo, diante da |
| Estava criado o núcleo que iria se transformar numa das mais importantes e mais bela
cidade do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro. |
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| Vistas do Morro do Castelo. Ambas mostrando em primeiro plano o conjunto arquitetônico dos Jesuítas. Na primeira, à esquerda pode se ver a Ladeira da Misericórdia, na extrema esquerda, o frontão da Igreja de São Sebastião. É uma fotografia de autor desconhecido. A segunda é um fotografia de Augusto Malta, tirada em 1920. Ambas foram copiadas do livro: Era uma vez O Morro do Castelo. |
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| Igreja de São Sebastião do Morro do Castelo. |
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![]() Vista do Morro do Castelo, vendo-se o a Igreja de São Sebastião. Foto de Augusto Malta, tirada em 1919, um ano antes da demolição do Morro. |
![]() Vista do interior da Igreja de São Sebastião. Fotografia de Augusto Malta, álbum de Fotografias do Morro do Castelo. Foto copiada do livro: Era uma vez O Morro do Castelo. |
Em 1676, quando foi criado o Bispado do Rio de Janeiro, a Igreja de São Sebastião passou a ser a Catedral da cidade e lá
permaneceu até 1734, quando devido a seu péssimo estado, mudou-se para a atual Igreja de Santa Cruz dos Militares e em
1737 passou para a Igreja de Nossa Senhora do
Rosário e São Benedito, na atual Rua Uruguaiana. Em 1808, D. João,
passou a Catedral para a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, na Rua Direita, esta se manteve lá até ser transferida para
a Av. Chile onde ainda encontra-se localizada.
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| Igreja de Santo Inácio. |
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![]() Igreja do complexo arquitetônico dos Jesuítas dedicada a Santo Inácio. Cliquê Eduardo Bevilacqua e Cia, copiada do livro: Era uma vez O Morro do Castelo |
![]() Vista do interior da Igreja de Santo Inácio. Fotografia publicada na Revista do IHGB, volume 288, julho/setembro de 1970, copiada do livro: Era uma vez O Morro do Castelo. Os altares e o púlpito foram recolhidos à Igreja de Nossa Senhora de Bonsucesso. O altar mor era um retábulo com pintura a óleo, desaparecido. |
A Administração Carlos Sampaio, teve como meta | ![]() Desmonte do Morro do Castelo, com trem para transporte da terra e entulho. Fotografia de Augusto Malta, copiada do livro: Era uma vez O Morro do Castelo. |
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![]() Rua Santa Luzia, no trecho em que se encontra a Santa Casa da Misericórdia. |
A Santa Casa da Misericórdia do Rio é o edifício civil mais antigo da cidade. Foi inspirada na homônima de Portugal e se chamava Hospital da Misericórdia, tendo sido o primeiro Hospital construído no Rio de Janeiro. Foi inicialmente construída em taipa ainda no século XVI, entre 1567 e 1582, mas a pedra fundamental da nova sede, só viria a ser lançada em 1840 e foi inaugurada doze anos mais tarde. Os sete vãos do corpo de acesso são feitos de gnaisse bege e é valorizado pela interposição de uma colunata toscana nos dois andares e pelo seu frontão. O interior tem uma sucessão de espaços fechados e de pátios que refletem o talento de José Maria Jacintho Rabello. Possui uma capela em seu interior de 1840, que é obra de Joaquim Cândido Guilhobel e de seu conjunto faz parte a Igreja da Misericórdia ou de Nossa Senhora de Bonsucesso. |
![]() Corpo de acesso Néoclássico do prédio da Santa Casa. |
![]() Vista do prédio em toda a sua extensão. |
![]() Prédio da Santa Casa. |
![]() Prédio da Santa Casa. |
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A construção do Museu de Arte Moderna, foi iniciada em 1953, tendo sido projetado por Affonso Eduardo Reidy. O projeto inicial previa a construção de três blocos: um bloco-escola que foi construído entre 1953 e 1958; um bloco de exposições construído entre 1967 e 1968 e um bloco em que seria instalado um teatro, que ancoraria a composição, com sua face voltada para a cidade, mas este bloco não chegou a ser construído. O Museu está integrado ao Aterro através do projeto paisagístico de Burle Marx. O Museu possue um expressivo acervo, que inclui a coleção particular de Assis Chateaubriand, tem ainda como destaque sua Cinemateca em torno da qual se formaram gerações de cineastas brasileiros. Sua nota triste foi o incêndio sofrido em 1978, quando foram perdidas obras de grande valor, como: Dalí; Miró e Guinard, num prejuízo calculado na época em 10 milhões de dólares, mas ele foi inteiramente reconstruído. Em 1999 o prédio passou por minuciosa restauração e depois dela apresentou uma grande exposição com obras de Pablo Picasso. |
![]() Vista da região do Aterro onde fica o Museu de Arte Moderna, ao fundo pode ser vista a Avenida Beira Mar. |
![]() Vista do prédio do Museu de Arte Moderna. |
![]() Vista geral do prédio. |
![]() Vista do projeto paisagístico de Burle Marx. |
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