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CENTRO - ESPLANADA DO CASTELO

RUAS DA ESPLANADA DO CASTELO



Avenida Beira Mar



O conjunto de prédios localizados na Avenida Beira-Mar incorpora vários elementos de Art-Deco da cidade, como:
embasamentos com barras de proteção em mármore ou granito; portarias suntuosas; áreas de luz e sombra nas
fachadas determinadas pelas varandas embutidas e vãos guarnecidos por persianas e coroamentos escalonados.


Vista da passarela sobre o Aterro, em frente ao
Museu de Arte Moderna, projetada pelo
arquiteto Affonso Eduardo Reidy.

Museu de Arte Moderna

A construção do Museu de Arte Moderna, foi iniciada em 1953, tendo sido projetado por Affonso Eduardo Reidy. O projeto inicial previa a construção de três blocos: um bloco-escola que foi construído entre 1953 e 1958; um bloco de exposições construído entre 1967 e 1968 e um bloco em que seria instalado um teatro, que ancoraria a composição, com sua face voltada para a cidade, mas este bloco não chegou a ser construído. O Museu está integrado ao Aterro através do projeto paisagístico de Burle Marx.

O Museu possue um expressivo acervo, que inclui a coleção particular de Assis Chateaubriand, tem ainda como destaque sua Cinemateca em torno da qual se formaram gerações de cineastas brasileiros.

Sua nota triste foi o incêndio sofrido em 1978, quando foram perdidas obras de grande valor, como: Dalí; Miró e Guinard, num prejuízo calculado na época em 10 milhões de dólares, mas ele foi inteiramente reconstruído. Em 1999 o prédio passou por minuciosa restauração e depois dela apresentou uma grande exposição com obras de Pablo Picasso.






Vista do projeto paisagístico de Burle Marx.



Vista geral do prédio.


Vista da região do Aterro onde fica o Museu de Arte
Moderna, ao fundo pode ser vista a Avenida Beira Mar.
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Avenida Presidente Antonio Carlos


Prédio da Maison de France, na esquina com
a Avenida Franklin Roosevelt.



Prédio moderno da Academia Brasileira de
Letras, na esquina de Avenida Presidente
Wilson, ao lado da Igreja de Santa Luzia.


Prédio em que funcionou o Ministério do Trabalho
e que hoje é a Superintendência Regional do Trabalho.


Prédio em que funcionou o Ministério da Fazenda
e que hoje é a Secretaria da Fazenda.


Prédio da Secretaria de Fazenda.

Detalhe da entrada do prédio da Secretaria de Fazenda.

A primeira foto ao lado mostra uma vista da esquina com a Rua Nilo Peçanha e os prédios localizados até a Rua Erasmo Braga e a Rua da Assembléia terminando com o Edifício Centro Cândido Mendes. A segunda mostra o Edifício Garagem Menezes Cortes que fica entre as Ruas São José e Erasmo Braga.

A foto abaixo mostra o Edifício do Jockey Clube do Brasil na Avenida Presidente Antônio Carlos.




Edifícios na Avenida Presidente Antônio Carlos entre as
Ruas Nilo Peçanha e Avenida Erasmo Braga.

Esquina da Avenida Presidente Antônio Carlos com Erasmo
Braga vendo-se o Edifício Garagem Menezes Cortes.

Igreja de Santa Luzia

A Igreja de Santa Luzia foi construída em 1752 como uma modesta igrejinha e a ela se chegava por becos estreitos, partindo do Largo da Misericórdia. Em 1817, D. João mandou abrir a Rua de Santa Luzia, chegando até ao Convento da Ajuda, para que ele pudesse pagar uma promessa feita para que seu neto, o Infante D. Sebastião, ficasse bom de uma doença que tinha nos olhos, os caminhos existentes não davam para passar de carruagem e o Monarca do Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarve, não iria a pé pagar sua promessa.

Para a sua abertura foram feitas desapropriações, segundo as ordenações vigentes na época. Assim a Igreja teve facilitado o seu acesso. Até 1853 funcionou na Rua Santa Luzia o matadouro da cidade, quando foi deslocado para a Chácara do Curtume, atual Praça da Bandeira, de onde saiu em 1881 para o Curato de Santa Cruz. Nela tiveram suas sedes os principais Clubes de Regata da cidade, diante da Praia de Santa Luzia, onde existiam diversas casas de banho, porque antes dos aterros, o mar vinha até próximo da Igreja e da Santa Casa da Misericórdia.

Esta é a História que se conhece tradicionalmente, mas a origem da igreja tem uma versão que diz que Fernão de Magalhães, ao aportar à Baía de Guanabara teria mandado construir uma primeira capelinha no local, para nela depositar uma imagem de Nossa Senhora dos Navegantes.




A foto acima, tirada do livro Histórias das Ruas do Rio de Brasil Gérson, mostra a Praia de Santa Luzia, com a Rua de Santa Luzia tendo ao fundo a Igreja de Santa Luzia na encosta do Morro do Castelo. A foto ao lado mostra a Igreja de Santa Luzia atualmente.


Praça do Expedicionário e Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

A Praça do Expedicionário, localizada na Avenida Presidente Antônio Carlos na Esplanada do Castelo no Centro do Rio de Janeiro foi uma das áreas recuperadas pela Prefeitura da Cidade no Projeto de Revitalização do Porto Maravilha, nas obras executadas pela concessionária Porto Novo. Para recuperar o calçamento de pedras portuguesas foram necessários 2.500 m2 do material e o trabalho de restauradores e profissionais especializados. A nova área verde, de 1.900 m2, recebeu diversas espécies, como o arbusto florífero lantana e as gramas esmeralda e amendoim, mais resistentes e que exigem menos manutenção.

O Obelisco com a estátua do Barão do Rio Branco, obra de Felix Charpentier inaugurada em setembro de 1943, foi totalmente recuperado. Na frente do monumento está gravado o mapa do Brasil com fronteiras delineadas pelo Barão, esculpido em bronze. O Monumento recebeu limpeza completa, com remoção de pichações, fuligem e oxidação, além da aplicação de verniz para garantir maior durabilidade do metal.

A região ao entorno da Praça dos Expedicionários é de grande importância histórica, paisagística e cultural para a cidade. Próxima da Praça XV de Novembro e do antigo Morro do Castelo, nela teve início o desenvolvimento da cidade no Brasil Colônia, com marcos importantes durante o Reinado de Dom João VI, o Império e a Independência do país. A Ladeira da Misericórdia, a Igreja de Nossa Senhora do Bonsucesso, o Museu Histórico Nacional, a Santa Casa de Misericórdia são alguns dos bens tombados da vizinhança.

Atualmente em volta da Praça existem grandes prédios onde estão em funcionamento diversos orgãos do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Estes prédios ocupam grande área que englobam a Avenida Antônio Carlos e as Ruas Erasmo Braga e Dom Manuel e uma parte da Praça XV.



Vistas da Praça do Expedicionário e do seu entorno com os
prédios do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.











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Avenida Presidente Wilson e Avenida Churchill

Vistas do cruzamento da Avenida Presidente Antonio Carlos com a Avenida Presidente Wilson. Na segunda foto pode se ver o novo prédio da Academia Brasileira de Letras construído ao lado do antigo prédio.


Academia Brasileira de Letras

A Academia Brasileira de Letras foi idealizada por Lúcio de Mendonça, que desejava que ela fosse criada sob a égide do Estado, mas como não conseguiu, resolveu criar uma Sociedade Civil de Direto Privado, que seria equivalente ao que hoje se conhece como um Organização Não-Governamental. Ela teve sua 1a Sessão Preparatória em 15 de dezembro de 1896, na sala da redação da Revista Brasileira, na Travessa do Ouvidor 31, quando foi aclamado para Presidente Machado de Assis.

Sa 1a Sessão Plenária, realizada em 20 de julho de 1897, teve a presença de dezesseis membros, numa sala do Pedagogium, localizado na Rua do Passeio. Depois de uma breve alocução introdutória de seu Presidente Machado de Assis, e da leitura da memória dos atos preparatórios, feita pelo 1o Secretário Rodrigo Octavio, Joaquim Nabuco que era o Secretário-Geral, pronunciou o discurso inaugural.

Entre seus quarenta membros fundadores, podem ser destacados, além dos já citados: Graça Aranha; José Veríssimo; Olavo Bilac; José do Patrocínio; Carlos de Laet; Sílvio Romero; Artur de Azevedo; Lucio de Mendonça; Clóvis Bevilacqua; Eduardo Prado e Oliveira Lima. Teve como modelo a Academia Francesa.



Prédio da Academia Brasileira de Letras, um dos remanescentes da Exposição Internacional do Centenário da Independência, na Avenida Presidente Wilson. Os outros dois estão localizados na página da Praça Marechal Âncora.

Ao lado a Estátua de Machado de Assis, no pátio da Academia, uma homenagem a seu fundador e 1o Presidente.


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Acima uma vista da Avenida Presidente Churchill. Ao lado o Prédio do Consulado dos Estados Unidos da América localizado na Avenida Presidente Wilson.


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Avenida Graça Aranha

O Palácio da Cultura, onde funcionou o Ministério da Educação e Cultura - o tradicional MEC, é um ícone da arquitetura modernista brasileira e internacional. Foi projetado pelo arquiteto francês Le Corbusier e alguns dos principais arquitetos brasileiros como: Lucio Costa; Oscar Niemeyer; Affonso Eduardo Reidy; Carlos Leão; Jorge Machado Moreira e Ernani Vasconcelos, em 1936.

A construção do prédio contou também com a colaboração de Roberto Burle Marx, no seu aspecto paisagístico e da equipe de Cândido Portinari, responsável pelos belíssimos painéis, entre eles, os painéis dos Ciclos Econômicos pelos quais o Brasil passou, que se encontram no Gabinete que era do Ministro e os azulejos do prédio, Foi o primeiro prédio modernista do Rio de Janeiro e foi construído no Governo de Getúlio Vargas, quando era Ministro da Educação, Gustavo Capanema, que foi seu primeiro ocupante.



O prédio foi inaugurado em 1945 e se diferencia dos edifícios ao seu redor, que seguem o Plano Agache para o Centro do Rio de Janeiro. O projeto arquitetônico serviu de matriz ideológica e figurativa para a arquitetura modernista brasileira e até mesmo estrangeira.

Nele são elementos de destaque: o pilotis de dupla altura; a escada helicoidal de acesso ao salão polivalente; o átrio de paredes de travertino e tijolo de vidro com um longo e sinuoso balcão de madeira; as fachadas diferenciadas de brise-soleil, construídos do lado em que o Sol mais bate com a entrada dos raios solares podendo ser regulada por meio de um anteparo; o pan-de-verre, nas janelas do lado que bate menos Sol e também empenas cegas revestidas de granito.


Vista do Palácio Capanema ou Palácio da Cultura.


Avenida Graça Aranha com o prédio do
Clube da Aeronáutica.
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Rua Erasmo Braga e Rua Dom Manuel


As duas fotos mostram o cruzamento da Avenida Presidente Antônio Carlos com a Rua Erasmo Braga que atravessa a Avenida e continua ao lado do Edifício Garagem Menezes Cortes, que é visto na primeira foto.





As três fotos mostram a Rua Erasmo Braga em frente a um dos prédios da Justiça do Estado, o quarteirão é ocupado
por dois grandes prédios. Na terceira foto pode se ver ujm trecho com prédios da Rua Dom Manuel.



As duas fotos mostram a Rua Dom Manuel com prédios que se estendem até a Praça XV. Na primeira foto do lado direito da Rua pode se ver em sequência os prédios da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, o Museu Naval, o anexo da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - ALERJ e o prédio onde funcionou a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.


Vista da Rua Dom Manuel da esquina da Rua Erasmo Braga
até a Praça XV.



Vista da Rua Erasmo Braga, tendo ao fundo o prédio
da Escola de Magistratrura do Estado do Rio de Janeiro,
que fica na Rua Dom Manuel.
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Outras ruas da região da Esplanada do Castelo


Vista da esquina da Avenida Presidente
Antonio Carlos com a Avenida Almirante
Barroso.

Vista do prédio da Associação Brasileira
de Imprensa na Rua Araújo Porto
Alegre.

Vista da Rua México, vendo-se uma
parte do prédio da Biblioteca Nacional.


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