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CENTRO - LARGO DA CARIOCA

RUA URUGUAIANA E RUA DA CARIOCA



Rua Uruguaiana

No início do século XVII, foi aberta, pelos religiosos franciscanos do Convento de Santo Antonio, uma vala que servisse de escoadouro, por onde, em ocasiões de cheias, as águas que transbordavam da Lagoa de Santo Antonio, pudessem chegar até ao mar, pela abertura da Prainha entre os Morros de São Bento e da Conceição. O caminho surgido ao longo da vala, ficou conhecido como Rua da Vala, nome que foi mantido até 1865, quando em comemoração ao cerco e restauração de Uruguaiana, que havia sido ocupada pelos paraguaios, passou a chamar-se Rua Uruguaiana.

Esta vala durante muito tempo estabeleceu o limite da zona urbana da cidade, além dela era o campo, onde se erguiam as chácaras. Com o crescimento do campo, começaram a ser colocadas pontes sobre a vala, para facilitar a passagem.

Nesta rua nasceu o Padre José Maurício Nunes Garcia, em 1767, um dos maiores musicólogos brasileiros. Sua residência, na Rua Uruguaiana 43, funcionou um dos maiores redutos abolicionistas do Rio de Janeiro dirigido por José do Patrocínio e João Glapp.




As duas fotos ao lado, tiradas do Largo da Carioca, mostram o início da Rua Uruguaiana. A foto acima mostra a Rua Uruguaiana após a Rua Sete de Setembro, na direção da Avenida Presidente Vargas.



A foto acima e a primeira ao lado mostram a Rua Uruguaiana na direção da Avenida Presidente Vargas. A segunda ao lado mostra uma vista em direção ao Largo da Carioca.

As fotos abaixo mostra a Rua Uruguaina, a primeira uma vista com detalhe de alguns sobrados, as outras duas vistas tiradas em direção ao Largo da Carioca.







Esquina da Rua Uruguaiana com a Rua Sete de
Setembro, vendo-se o Edifício Avenida Central.


Vista da Rua Uruguaiana, tirada da
Rua Buenos Aires.


Esquina da Rua Uruguaiana com a
Rua Buenos Aires.




As três fotos, tiradas de uma das salas do Centro Cultural São Francisco da Penitência, mostram em primeiro plano a Rua da
Carioca em seguida prédios da Rua Uruguaiana e redondezas.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

Na Rua da Vala foi fundada, em 1639, a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, a primeira irmandade formada por escravos, e em 1667 ela se uniu à Confraria de São Benedito. Em 1693, a Irmandade recebeu a doação de terras de pouco valor à beira da vala, de uma devota - Da. Francisca Pontes onde em 1725, foi construída a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, ainda hoje existente. Depois esta Igreja passou a ser dos negros perseguidos pelos cônegos da Sé, após a criação do Bispado do Rio de Janeiro, em 1676, quando eles foram impedidos de usar um dos altares da Sé no Morro do Castelo.

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, foi o primeiro local visitado por D. João, em 1808, após sua chegada à cidade, para render graças pelo término bem sucedido da viagem ao Brasil, nesta época a Igreja funcionava como Catedral da cidade. Nesta Igreja, seria entregue, por uma comissão da Câmara, o abaixo assinado, em 9 de janeiro de 1822, pedindo a D. Pedro I que ficasse no Brasil, este dia ficou conhecido como Dia do Fico. Nela foi sepultado Mestre Valentim, o maior artista da cidade no século XVIII.

Em homenagem ao Pe. José Maurício, que foi batizado na Igreja e era seu frequentador, existe nela uma placa em homenagem a este seu ilustre membro com os seguintes texto: " Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830) - Glória da Música Brasileira, foi batizado nesta Igreja. Sé - Catedral do Bispado do Rio de Janeiro de 1739 a 1808. Nela atuou como Mestre de Capela desde 1798. Aqui criou e executou as mais belas páginas de sua música. Homenagem da Irmandade de N. S. do Rosário e S. Benedito dos Homens Pretos, em 1980, Ssequicentenário de Morte do Grande Músico."

Em 1967, a Igreja foi parcialmente destruída por um incêndio e reconstruída segundo projeto de Lúcio Costa e Sérgio Porto, que substituiu a fachada, as torres, a capela-mor e parte das paredes. Sua porta Maneirista foi mantida. Sua lateral possui sobrados comerciais incorporados ao corpo da construção religiosa, sendo ela o único exemplar da cidade com esta característica.


A foto acima e a primeira ao lado mostram a fachada da Igreja e sua lateral dando para a Praça Monte Castelo. A segunda ao lado mostra uma vista do altar e também das imagens de São Benedito e Nossa Senhora da Conceição que são mostradas também em detalhe abaixo, juntamente com outra vista do altar.

O interior desta Igreja tem um estilo simples e despojado em contraste com o estilo mais suntuoso da maioria das Igrejas do Centro da Cidade.




Vista do interior da Igreja.

Imagem de São Benedito.

Imagem de Nossa Senhora do Rosário.

Vista da sacristia da Igreja..

Placa em homenagem ao Pe. José Maurício Nunes Garcia.
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Rua da Carioca

A Rua da Carioca foi aberta entre os anos de 1797 e 1798, a princípio as casas se alinhavam somente do lado direito, pois do lado esquerdo, junto ao Morro de Santo Antonio, corria a cerca de propriedade dos frades franciscanos. No início chamou-se Rua do Egito, talvez pela proximidade com um Oratório dedicado à Sagrada Família na sua fuga para o Egito.

Em 1741, quando o Convento cedeu um terreno de frente para o Largo da Carioca e de fundos para a Rua da Carioca, para a construção do Hospital da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, começaram a surgir casas do lado esquerdo da rua. Nesta época ela passou a chamar-se Rua do Piolho, devido a um morador apelidado de "piolho" porque vivia a vasculhar pelos cartórios como "piolho em costura". Manteve esta denominação até 1848, quando a Câmara Municipal deu-lhe o nome de Rua da Carioca.



Encontro da Rua da Carioca com o Largo da Carioca e a Rua Uruguaiana.

Sobrados do lado ímpar da Rua da Carioca.

O lado ímpar da Rua da Carioca possui prédios construídos por volta de 1887 e se constitui de um conjunto harmonioso formado de construções Neoclássicas de gabarito constante com platibandas e frontões, além das janelas ritmadas.

O lado par apresenta grande diversidade eclética com construções que substituíram as originais, em 1903, quando a Rua deixou de ser uma viela suja, estreita e feia porque recebeu o vendaval urbanizador do Prefeito Pereira Passos e foi alargada para 17 metros.

O Cine Theatro Íris é um dos poucos exemplos de Art-Nouveau da cidade, foi projetado pelo engenheiro Paulo de Frontin e inaugurado em abril de 1922. Surgiu da reforma do prédio que abrigou o Cinematographo Soberano e o Theatro Victoria utilizando na reconstrução materiais importados.

Seus mais importantes elementos decorativos são: a escadaria interna; as grades de ferro feitas na Fundição Indígena; os ladrilhos portugueses em alto-relevo; os lustres finíssimos; os revestimentos em peroba e canela; as cadeiras artisticamente trabalhadas e espelhos de cristal de procedência européia.

Grandes inovação foram testadas no Iris como: a iluminação totalmente indireta; um teto com saídas próprias para facilitar a ventilação e o sistema de abrir o salão de exibição que foi feito com o afastamento das paredes laterais.

Atualmente suas frisas e camarotes foram substituídos por filas de cadeiras e ele não está completamente operacional, funcionando apenas a platéia e o primeiro andar.



A foto acima mostra alguns sobrados da Rua da Carioca. Ao lado vemos um dos mais tradicionais bares da cidade, o Bar Luiz e o Bolo comemorativo do 438 anos da cidade. O aniversário da cidade é tradicionalmente motivo de comemoração da Associação dos Amigos da Rua da Carioca, na "mais carioca das ruas".




Largo da Carioca Centro Cultural São Francisco
da Penitência
Rua Uruguaiana e
Rua da Carioca
Arcos da Lapa



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