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O RIO DE DEBRET - COLEÇÃO CASTRO MAYA



A Exposição

Jean Baptiste Debret, nasceu em Paris em 18 de abril de 1768, seu pai era escrivão do Tribunal de Paris, ligado à História Natural e às artes. Tinha parentesco com François Boucher e Louis David, ambos importantes pintores franceses. Após estudar no Colégio Louis le Grand, ingressou na Escola de Louis David, já determinado a dedicar-se à pintura. Com David viajou à Itália para completar sua formação artística e em 1785 ingressou na Academia de Belas Artes em Paris.

Posteriormente frequentou a Escola Politécnica, que formava engenheiros militares e foi professor desta escola na cadeira de desenho, na qual se destacava. Em 1816, engajou-se na Missão Artística Francesa que atendendo ao pedido de D. João VI reuniu artistas para viajarem ao Brasil com o intuito de aqui desenvolver estudos de artes e fundar a Academia de Belas Artes. Debret viveu no Brasil por 15 anos e deixou um legado dos mais importantes, suas obras de quadros históricos, esboços e desenhos retratam o Brasil da época descrevendo os costumes, os hábitos, os acontecimentos políticos, religiosos, sociais e culturais do país, com ênfase na cidade do Rio de Janeiro.

Publicou na França o livro: Voyage pittoresque et historique au Brésil em 1834 e 1839, em três volumes. Seus livros só foram publicados no Brasil, em língua portuguesa um século depois. Mas sua obra passado tanto tempo, hoje é fundamental para o conhecimento de nossa história.

Quando o Rio de Janeiro comemora seus 450 anos, Debret não poderia estar ausente ao evento e a exposição: O Rio de Janeiro de Debret realizada no Centro Cultural dos Correios no Rio de Janeiro, apresenta 120 obras do artista pertencentes ao acervo dos Museus Castro Maya - Chácara do Céu, em Santa Teresa e Museu do Açude, no Alto da Boa Vista, que detem grande parte da obra do autor, mas outras exposições também apresentam obras de Debret. Seu trabalho nos permite caminhar pelo Rio de Janeiro da primeira metade do século XIX, com encantamento e comparar o que é hoje com o que foi passado. Sua obra não pode deixar de emocionar a todos que amam esta cidade e esta oportunidade foi única e imperdível.

Por quase um século, os originais de Debret permaneceram fora do alcance dos brasileiros. Na metade do Século XX, a discussão sobre nacionalismo, no âmbito do movimento modernista despertou o interesse de estudiosos e colecionadores pelo passado colonial de nosso país, em 1940, o industrial, mecenas e colecionhador de arte Raymundo Ottoni de Cstro Maya (1894-1968) truuxe a coleção de obras de Debret de volta para o Rio de Janeiro, ao adquirir na França e repatriar para o Brasil mais de 500 originais do artista.

Nas comemorações dos 450 anos da cidade, os Museus Castro Maya, da mesma forma que participou, há 50 anos, do IV Centenário do Rio, também agora presta sua homenagem à cidade com esta maravilhosa exposição que permite à população da cidade conhecer um pouco desta obra que mostra caracterísitcas da arquitetura, interiores, vestimentas, usos, costumes, lazer, festejos populares e religiosos da população daquele tempo, de forma tão íntima e próxima que permite de fato uma viagem através do tempo, para vivenciar este nosso passado na iconografia tão magistral deste francês que deixou para a cidade do Rio de Janeiro tão preciosa riqueza.

A Exposição: O Rio de Janeiro de Debret apresenta a obra exposta de acordo com a descrição de sua Curadora Anna Paola Baptista - Debret; o estrangeiro residente, tirada do folheto da exposição:

"Como estrangeiro, Debret aproximou-se do Rio pelo mar e vivendo aqui descobriu que a cidade organizava à beira dele toda a sua vida. O artista retratou um Rio urbano, com seus marcos arquitetônicos, muitos ainda reconhecíveis até hoje, suas ruas anônimas, e também as cercanias da capital. Debret foi testemunha ocular da história, observador do cotidiano da cidade e de seus personagens. No Rio de Janeiro de Debret, as ruas eram povoadas pelos escravos e os brancos se protegiam do sol.

Embora raramente seus originais possam se apreciados, as imagens presentes nesta exposição dominam boa parte de nossa concepção visual do Brasil do passado. Em consequência, permanece oportuna uma reflexão sobre sua obra tomando como partido o de explorar as ambiquidades e complementaridades do olhar do artista, inserido ao mesmo tempo no catálogo da literatura de viagem do século XIX e na experiência de habitante integrado à cidade."

Um pouco desta exposição está aqui retratada para sempre ser lembrada como homenagem a esta cidade tão importante para o Brasil. Esperemos os 500 anos, desejando que tenha muito de nossos dias para ser visto e apreciado por quem tiver a felicidade de estar presente.

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O Primeiro Rio de Debret



Ao lado: Jean Baptiste Debret (1768-1848). Parte da costa do Rio de Janeiro conhecida pelo nome de Gigante Deitado, c. 1816. Aquarela. MEA 12.

Acima: Jean Baptiste Debret (1768-1848). Entrada da baía do Rio de Janeiro na altura do Pão de Açucar, 1816. Aquarela. MEA 13.

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O Rio à Beira Mar

    Ao lado:

  • Jean Baptiste Debret (1768-1848). Uma tarde na Praça do Palácio, 1826. Aquarela. MEA 339.

  • Jean Baptiste Debret (1768-1848). Barbeiro ambulante, 1826. Aquarela. MEA 143.

  • Jean Baptiste Debret (1768-1848). Queima de Judas, 1823. Aquarela. MEA 228.

    Acima:

  • Jean Baptiste Debret (1768-1848). Melhoramentos progressivos no Palácio de São Cristóvão, c. 1834-1835. Litografia. MEA 3.406.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Convento da Ajuda e detalhes das exéquias da S.M. a Imperatriz do Brasil, 1826. Aquarela. MEA 477.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). São Cristóvão [Quinta Real de São Cristóvão], c. 1816. Grafite. MEA 1710.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Carruagem levando o Santíssimo, 1822. Aquarela. MEA 235.

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Marcos Arquitetônicos e Ruas Anônimas

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Cena urbana, Rio de Janeiro, c. 1816-1831. Aquada. MEA 255.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Casario, Rio de Janeiro, c. 1816-1831. Aquarela. MEA 256.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Carregadores de leite vindo para a cidade, 1827. Aquarela. MEA 195.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Carros de bois com alimentos para presos, 1822. Aquarela. MEA 218.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Largo da Carioca, c. 1816-1830. Nanquim e água. MEA 1726.

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Cercanias da Cidade

Autor Desconhecido. Chácara da Cabeça na Lagoa Rodrigo de Freitas, c. 1801-1900. Aquada.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Chácara, casa de campo, c. 1820-1830. Aquarela monocroma. MEA 312.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Lavadeiras do rio Laranjeiras, 1826. Aquarela. MEA 205.

Autor Desconhecido. Casa do Sr. Langsdorf, c. 1801-1900. Bico de pena. MEA 1715.

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Repórter do Cotidiano

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Casa de um doente preparado para ser sacramnetado, 1826. Aquarela. MEA 261.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Diversos tipos de cortejos fúnebres, 1823. Aquarela. MEA 233.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Calceteiros, 1824. Aquarela. MEA 234.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Negra comprando arruda para se preservar do mau olhado, 1827. Aquarela. MEA 237.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Primeiras ocupações da manhã, 1826. Aquarela. MEA 248.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Passeio domingo à tarde, 1826. Aquarela. MEA 223.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Dia de Entrudo Carnaval, 1823. Aquarela. MEA 181.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Castigo de escravo que e executa nas praças públicas, 1826. Aquarela. MEA 238.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). Um nobre brasileiro beijando a mão de S. M. I. D. Pedro I, 1827. Aquarela. MEA 454.

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Testemunha Ocular da História

A primeira ao lado: Autor Desconhecido. Embarque na Praia Grande das tropas que se destinam ao sítio de Montevidéu, c. 1901-1950. Aquarela. MEA 461.

Abaixo: Autor Desconhecido. Aclamação de D. Pedro I no Campo de Sant'Anna, c. 1901-1950. Aquarela. MEA 173.

A segunda ao lado: Jean Baptiste Debret (1768-1848). Cerimônia de Faustíssima Aclamação de S. M. O Senhor D. João VI Rei do Reino Unido.

Abaixo: Autor Desconhecido. Cortejo para o batismo de D. Maria da Glória no dia e 4 de abril de 1819, c. 1901-1950. Aquarela monocroma. MEA 471.

Jean Baptiste Debret (1768-1848). 4 de abril de 1826: Festa de retorno de S. M. D. Pedro I da Bahia, 1826. Aquarela. MEA 458.

Autor Desconhecido. Aclamação de D. Pedro II, c. 1901-1950. Aquarela monocroma. MEA 487.

Autor Desconhecido. Partida da Rainha para Portugal, c. 1901-1950. Aquarela monocroma. MEA 472.


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